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	<title>humanipedia - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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		<updated>2016-10-25T08:26:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: Criou a página com &amp;quot;Termos do Vocabulário do Autoliberação&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Termos do Vocabulário do Autoliberação&lt;/div&gt;</summary>
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		<updated>2016-07-02T15:59:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Bem-vindo(a) !!!&amp;lt;/strong&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acabamos de instalar novamente este wiki de Humanipedia, a Enciclopédia Humanista. Há ainda pouco conteúdo, mas a intenção é preenchê-la o quanto antes. Aqueles que tenham alguma parte da antiga podem se cadastrar e começar a trabalhar. Uma vez cadastrado, envie seus dados para '''olivier.turquet@gmail.com'''  para se inscrever em nossa lista de e-mails e receber permissão para gravar (por razões de segurança). Nós começamos, recentemente, com a inserção do [[:Categoria:Dicionário do Novo Humanismo|Dicionário do Novo Humanismo]] e o [[:Categoria:Vocabulário do Autoliberação|Vocabulário do Autoliberação]].&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
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		<updated>2016-07-02T15:48:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
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		<title>Centro Mundial de Estudos Humanistas</title>
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		<updated>2016-04-28T14:24:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:cmeh.jpg|thumb|rigth|px200|]]&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH foi apresentado no Primeiro [[Fórum Humanista]] Mundial, celebrado em Moscou em outubro de 1993.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Definição=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas (CMEH) é uma organização dedicada ao estudo, investigação e difusão do pensamento e visão do Humanismo Universalista e sua aplicação aos problemas da sociedade e da ciência atuais. Promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento acima das limitações impostas ao saber por preconceitos aceitos como verdades absolutas e imutáveis, promovendo o pensamento estrutural, dinâmico, relacional e crítico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH desenvolve sua atuação em diversos países, continentes e zonas culturais em nível mundial. Propõe-se a elaboração de produções (escritos, audiovisuais, etc.) e programas de trabalho, a capacitação de outros e a difusão da doutrina do Humanismo Universalista, orientada à transformação pessoal e social, com o compromisso de aplicar esses conhecimentos somente para o bem-estar e desenvolvimento do ser humano. Do mesmo modo, propõe-se potencializar a criação e desenvolvimento de novos CEHs, sobretudo nas culturas que não estejam suficientemente representadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para esse fim, forma comissões de trabalho, frentes de ação ou outros órgãos adequados para o cumprimento de seus objetivos. Organiza cursos, seminários, debate, conferências, congressos, simpósios e demais eventos úteis para a difusão e divulgação de suas produções. Edita, emite e publica posicionamentos que cheguem à opinião pública e possam ser considerados na tomada de decisões pelas autoridades pertinentes. No desenvolvimento dessas atividades, celebra, ocasionalmente, convênios de colaboração e intercâmbio com outras pessoas, associações ou organizações públicas, privadas e mistas, sem estabelecer relações de dependência orgânica com elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação, através dos CEHs locais, está aberta a todos os que tenham genuíno interesse em realizar essas investigações e trabalhos dirigidos ao objetivo proposto, estimulando o intercâmbio e o trabalho conjunto entre seus componentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=História=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH foi criado no 1º Fórum Humanista Mundial celebrado em Moscou, em outubro de 1993, por iniciativa de Silo. Iniciou suas atividades enquadrado na orientação do Humanismo Universalista, desenvolvendo-se essa primeira etapa até o início de 1998.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, o CMEH realizou seminários e estudos dedicados à investigação das tradições e inovações humanistas nas distintas culturas, da economia e das ciências sociais em geral. Esses seminários foram realizados conjuntamente com Institutos da Academia de Ciências da Rússia, centros culturais e educativos de Buenos Aires, Santiago do Chile, México, Madri e outras universidades e instituições científicas. Em 1994, participou do 2º Fórum Humanista no México e, no ano seguinte, do Encontro Aberto do Humanismo, em Santiago do Chile.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O resultado dessas investigações foram publicadas na forma de “Anuário do Centro Mundial de Estudos Humanistas” nos anos de 94, 95, 96 e 97. Publicou-se também “Dicionário do Novo Humanismo” de Silo, hoje incorporado ao Volume II de suas Obras Completas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de abril de 2006, a partir do Centro de Estudos Humanistas de Buenos Aires se impulsionou a continuidade do CMEH. Nesse mesmo ano, somaram-se os Centros de Estudos Humanistas (CEH) de Barcelona, Santiago do Chile, Madri, Moscou, Paris e Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Teve início, então, uma atividade permanente, caracterizada pela autonomia e simultaneidade na atuação dos CEHs em suas respectivas cidades e países, assim como pelo desenvolvimento da metodologia de estudo e investigação própria do CMEH, formulada a partir de seminários realizados em distintas cidades da América e da Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em novembro de 2008, realizou-se no Parque de Estudo e Reflexão de Punta de Vacas, com apresentações prévias na Universidade de Cuyo, Argentina, e na Universidade de Santiago do Chile, o 1° Simpósio Internacional do CMEH, “A Ética no Conhecimento”. Nesse evento, constituiu-se a Federação Mundial de Centros de Estudos Humanistas, formada pelos CEHs antes mencionados e outros em formação, com os assistentes formalizando o “Compromisso Ético”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 2009, os CEHs da Europa realizaram um “Simpósio Internacional sobre Não-violência”, no Parque de Estudo e Reflexão de Attigliano, na Itália.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Bases conceituais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora a doutrina do [[Humanismo Universalista]] possua grande amplitude e riqueza, podemos destacar os seguintes pontos como a base conceitual desta nova visão sobre o ser humano, a sociedade e a história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O ser humano==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista define o ser humano como ser histórico cujo modo de ação social transforma sua própria natureza. Um ser aberto ao mundo, de dimensão histórico-social, cuja consciência é ativa e cuja atividade é transformadora do mundo, de acordo com sua intenção. Intenção lançada à superação da dor e do sofrimento, que o leva a humanizar a natureza, a sociedade, seu próprio corpo e a si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os momentos humanistas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista destaca a existência de momentos humanistas na história das diversas culturas, nas quais pode-se detectar as seguintes características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* localização do ser humano como valor e preocupação central;&lt;br /&gt;
* afirmação da igualdade de todos os seres humanos;&lt;br /&gt;
* reconhecimento da diversidade pessoal e cultural;&lt;br /&gt;
* tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima do aceito como verdade absoluta;&lt;br /&gt;
* afirmação da liberdade de idéias e crenças;&lt;br /&gt;
* repúdio a toda forma de violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A experiência como ponto de partida==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista desenvolve sua doutrina partindo da experiência humana. Não parte de idéias, teorias ou abstrações, mas sim da observação da própria experiência. Isso o leva a realizar seus desenvolvimentos incluindo o observador em estrutura com o fenômeno observado e não a partir de uma pretensa objetividade dada por não considerar como o observador afeta o observado. Essa posição do observador leva a exercitar a descrição rigorosa, própria da fenomenologia, em vez de sua interpretação a partir de uma teoria – o que se expressa em um método que busca não apenas a explicação, mas fundamentalmente a compreensão do estudado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido e em essência, a Psicologia Humanista parte da experiência do existente comoestrutura consciência-mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A consciência, além disso, experimenta-se aberta ao mundo e em permanente dinâmica. Essa estrutura dinâmica é a base da experiência humana de onde parte a doutrina do Humanismo Universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desses fundamentos, desprende-se uma metodologia do pensar e uma ética da ação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Metodologia do pensar==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observa-se na consciência uma dupla capacidade. Por um lado, a de captar os fenômenos dos mundos externo e interno; por outro lado, a de tentar ordenar e dar sentido ao que se experimenta, através do pensamento. É a partir dos registros do pensar e da observação dos mecanismos que o constituem que se pode fundamentar uma metodologia do conhecimento baseada na “experiência do pensar”. Os desenvolvimentos mais gerais do pensar permitem, por sua vez, a formulação de um conjunto de princípios e leis universais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH propõe, para seus estudos e investigações, um método baseado na observação da experiência do pensar. Esse método, junto com os princípios e leis universais, formam uma estrutura coerente que facilita a compreensão dos problemas abordados. (Princípios, leis e método desenvolvidos no livro “Método Estrutural Dinâmico”, Jorge Pompei, CMEH, 2008.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Método se apresenta como um conjunto de procedimentos analítico-sintéticos que permite ordenar os fenômenos estudados e facilitar sua compreensão. Seu exercício tende a reeducar o modo de encarar a aprendizagem e o modo de compreensão, sendo uma ferramenta de transformação daquele que investiga e do mundo que o rodeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ética da ação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo a experiência como ponto de partida, a validade dos atos de conduta não podem ser ponderados senão pelo registro que deles se tenha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, mais que uma valorização moral externa, o Humanismo Universalista propõe “Princípios de Vida” que se relacionam com o registro interno e orientam a conduta para a realização de “ações válidas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os indicadores que permitem identificar essas “ações válidas”, quer dizer, aquelas que dão sentido, coerência e crescimento interno, são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o registro de profunda distensão ao serem realizadas;&lt;br /&gt;
o desejo de repeti-las;&lt;br /&gt;
o a sensação de crescimento interno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo contrário, aquelas ações que produzem contradição entre o que se faz e o que se pensa e se sente debilitam o desenvolvimento interno das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos sociais, a relação com os outros deve, por sua vez, considerar não prejudicar os demais com a própria ação e. para que isso seja coerente com o anterior. terá que considerar a regra de ouro que enuncia “trata os demais como queres ser tratado”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso constitui uma escala de valores em cujo ponto mais alto está a coerência, uma nova moral para a qual não é indiferente qualquer tipo de ação, uma nova aspiração que implica ser conseqüente no esforço por dar direção aos acontecimentos humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As atividades solidárias genuínas, aquelas que buscam o bem-estar do conjunto mais que os próprios interesses, vão nessa direção e contribuem com o crescimento da sociedade humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por sua parte, a busca do conhecimento ou sua aplicação também devem ter um necessário marco ético que exija que a investigação e o uso do conhecimento só possam estar a favor do crescimento da vida humana e nunca gerar ou justificar seu dano ou destruição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É por isso que o CMEH propõe que a investigação científica deve ser acompanhada por um “Compromisso Ético” que explicite e comprometa os estudiosos e investigadores a utilizá-la somente a favor da vida humana. Esse “Compromisso Ético” constitui, então, o fundamento de toda investigação e orienta a direção mental do investigador que, simultaneamente ao desenvolvimento de sua ação, aprofunda um processo de transformação de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa e não outra pode ser a finalidade do conhecimento, que por outro lado é patrimônio do processo humano e que será, então, um “bom conhecimento”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A construção social e a ética da não-violência==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista aspira à construção de uma Nação Humana Universal como meta do processo social humano. Mas trabalhar por esse objetivo implica uma metodologia de ação coerente com sua ética. Essa metodologia é a não-violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A não-violência pode ser compreendida como um sistema determinado de conceitos morais que rejeitam a violência, assim como uma estratégia de luta consistente na denúncia sistemática de todas as formas de violência que o sistema exerce.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reconhece entre seus antecedentes as ações desenvolvidas por Mahatma Gandhi, Martin L. King e Kwame Nkrumah, entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diferentemente do pacifismo, que é uma denúncia contra o armamentismo, a Não-violência se constitui em um método de ação e um estilo de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse método de ação conjuga a coerência interna do pensar, sentir e atuar na mesma direção com a coerência social de tratar os demais como queremos ser tratados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano, em seu movimento para a liberdade, ou seja, em sua luta por superar as condições de dor e sofrimento, encontra na metodologia da não-violência uma ferramenta de transformação do meio histórico-social coerente com a construção da Nação Humana Universal e com seu próprio registro interno de unidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A formação pessoal dos membros do CMEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em correspondência com a proposta de mudança social e pessoal simultâneas, própria do Humanismo Universalista, os membros do CMEH realizam periodicamente seus trabalhos de formação pessoal baseados no Manual de Formação para Membros do Movimento Humanista. Tal Manual inclui tanto temas de estudo quanto seminários e retiros que, geralmente, são realizados nos Centros de Trabalho dos Parques de Estudo e Reflexão, localizados em diversas cidades e países dos 5 continentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os temas de estudo estão ordenados em 4 seções:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Temas do Humanismo Universalista&lt;br /&gt;
* Tema sobre a superação do sofrimento&lt;br /&gt;
* Tema sobre a não-violência&lt;br /&gt;
* Temas da Psicologia Humanista&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, os seminários e retiros de trabalho pessoal estão baseados nos livrosAutoliberación, de L. Ammann e Experiências Guiadas, de [[Silo]] (em Obras Completas, Vol. I). Entre os diversos trabalhos incluídos, podemos mencionar os seminários sobre práticas atencionais, psicofísicas e de relaxamento, os retiros sobre autoconhecimento, experiências guiadas e espaço de representação. Tanto os temas de estudo quanto os seminários e retiros podem ser tratados como unidades independentes e, por isso, cada grupo de trabalho pode escolher qualquer deles, conforme seus interesses e necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Documento Humanista&lt;br /&gt;
* Compromisso Ético&lt;br /&gt;
* Obras Completas, Silo, Volumes I e II, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
* Apontamentos de Psicologia, Silo, Ulrica Ediciones, 2006&lt;br /&gt;
* Método Estrutural Dinâmico, Teoria e Prática, Jorge Pompei, CMEH, 2008.&lt;br /&gt;
* Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista, Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Publicações do CMEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O humanismo nas diferentes culturas, Anuário 1994 do CMEH. Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Contribuições à cultura humanista, Anuário 1995 do CMEH. Virtual Ediciones, 1996&lt;br /&gt;
* Perspectivas humanistas, Anuário 1996 do CMEH. Virtual Ediciones, 1997&lt;br /&gt;
* Introdução à economia do Novo Humanismo. Anuário 1997 do CMEH. Virtual Ediciones, 1997&lt;br /&gt;
* Violência e tolerância: história, atualidade e perspectivas. Anuário 2006 do CEH Moscou. CEH Moscou e URAP, 2007&lt;br /&gt;
* Bases humanistas para a convergência entre culturas. Anuário 2007 do CEH Moscou. CEH Moscou e URAP, 2008.&lt;br /&gt;
* Ética no conhecimento. 8 DVDs com o desenvolvimento do simpósio. CMEH, 2009&lt;br /&gt;
* Ética no conhecimento. Exposições do simpósio. Anuário 2008 do CMEH.&lt;br /&gt;
* Bizâncio, a raiz comum. Vídeo, CEH Moscou, Fundação Pangea e UNED, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Memórias do futuro, Javier Tolcachier, Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Humanism in India. Note for a Study of History, Fernando Garcia, 2008.&lt;br /&gt;
* A necessidade de uma ética saborosa, Néstor Tato, Ediciones el Escriba, 2008&lt;br /&gt;
* A não-violência através de seus guias, Néstor Tato e Clara Serfaty. Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Interpretações do humanismo, Salvatore Puledda, Virtual Ediciones.&lt;br /&gt;
* O fim da pré-história, Tomas Hirsch. Ed. Expressão Popular, 2008&lt;br /&gt;
* Federico II, uma ponte entre o Oriente e Ocidente. Vídeo, Fundação Pangea e UNED, Espanha, 2007&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Aspectos gerais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas é o conjunto de centros de estudo organizados em diversas cidades, países e continentes, federados mundialmente e em contínuo desenvolvimento e expansão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação do CMEH é realizada por uma Equipe Coordenadora Mundial (ECM) de aproximadamente 12 membros, que distribuem entre si as funções de comunicação, difusão e administração necessárias para cada etapa. Exemplo de funções: informação (Web, listas de e-mail), traduções, publicações, imprensa e difusão, eventos mundiais, economias, questões legais, etc. O trabalho das funções do CMEH é colegiado em paridade de membros, os quais se renovam a cada 2 anos por eleições diretas de todos os membros ativos do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corpo fundamental do CMEH são os Centros de Estudos (CEH), que promovem sua atuação em um âmbito geográfico local: cidade, bairro, universidade, etc., podendo haver mais de um CEH no mesmo espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser membro pleno de um CEH toda pessoa que compartilhe os objetivos do CMEH, assine o Documento Humanista e o Compromisso Ético, efetue a contribuição econômica pessoal anual e esteja disposta a participar de um processo de formação no Humanismo Universalista, relacionado com suas bases conceituais, sua metodologia de investigação e sua ética. Os membros plenos podem votar e apresentar-se como candidatos nas eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser membro aderente de um CEH todo aquele que, mesmo sem assumir os compromissos mencionados, queira apoiar as atividades ou contribuir economicamente para fins específicos. Os membros aderentes não participam das decisões nem votações, mas recebem periodicamente informação relacionada às atividades e projetos do respectivo CEH e do Centro Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação de um CEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um CEH começa com um grupo inicial ou promotor que coloca em marcha atividades a partir dos materiais básicos do CMEH. Esse grupo promotor elabora um plano de trabalho (investigação própria, grupos de estudo com outros centros, ações para o meio) e começa com reuniões periódicas para a implementação desse plano e para a formação pessoal de seus membros; inicia seu site na Internet e sua lista de e-mails.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o grupo promotor adquire um desenvolvimento mínimo (cerca de 10 membros ativos) e permanência em suas atividades, pode constituir-se como Centro de Estudos, elegendo por votação direta as funções de coordenação local e o enlace que o conectará com o ECM e com outros Centros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o grau de desenvolvimento dos CEH em seu lugar de aplicação e com o fim de facilitar o cumprimento dos objetivos em sua relação com o meio, os CEHs tendem a obter sua personalidade jurídica como “associação civil sem fins lucrativos” (ou figura similar, de acordo com a normativa de cada lugar).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Economia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada CEH financia suas atividades com a contribuição pessoal de seus membros ativos e para isso realiza uma coleta anual, cujo montante é determinado por acordo entre os CEHs de um mesmo país. Do montante arrecadado, cada CEH destina uma parte para suas atividades de base e outra para o Centro Mundial. As proporções são definidas pela Equipe Promotora Mundial. A Equipe Coordenadora Mundial prestará contas anualmente do destino dos fundos recebidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as funções, tanto nos CEH quanto na Equipe Coordenadora Mundial, são ad honorem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Eleições diretas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto a renovação periódica das funções (no máximo a cada 2 anos na base e a cada 2 anos em nível mundial), quanto as decisões fundamentais para o funcionamento dos CEHs e do CMEH serão realizadas por eleições diretas com a participação dos membros ativos. A reeleição será limitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[it: Centro Mondiale di Studi Umanisti]]&lt;br /&gt;
[[es: Centro Mundial de Estudios Humanistas]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Converg%C3%AAncia_das_Culturas&amp;diff=1516</id>
		<title>Convergência das Culturas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Converg%C3%AAncia_das_Culturas&amp;diff=1516"/>
		<updated>2016-04-28T14:23:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:cc.jpg|right|thumb|200px]]&lt;br /&gt;
Convergência das Culturas (Anteriormente (1995-2009) conhecida como Centro das Culturas) é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=O Humanismo Universalista=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot; O [[Humanismo Universalista]], também chamado de [[Novo Humanismo]], caracteriza-se por destacar a atitude humanista. Essa atitude não é uma filosofia, mas uma perspectiva, uma sensibilidade e um modo de viver a relação com outros seres humanos. O Humanismo Universalista afirma que, em todas as culturas, em seu melhor momento de criatividade, a atitude humanista impregna o ambiente social. Assim, repudia-se a discriminação, as guerras e, em geral, a violência. A liberdade de idéias e crenças ganha forte impulso, o que incentiva, por sua vez, a investigação e a criatividade na ciência, arte e outras expressões sociais. Em todo caso, o Humanismo Universalista propõe um dialogo não abstrato nem institucional entre as culturas, mas o acordo em torno a pontos  básicos e a colaboração mútua entre os representantes das diversas culturas, com base em momentos humanistas simétricos &amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade atual, a convivência entre culturas diferentes é um fato diário. Mas o extraordinário deste momento histórico é que se trata de um momento de mundialização, em que todas as culturas se aproximam e se influenciam mutuamente como nunca aconteceu antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante distinguir entre esse processo de mundialização crescente e a globalização. A propalada globalização nada mais é que o tradicional comportamento que impulsionaram os centros imperiais. Como aconteceu reiteradamente na história, esses impérios se instalam, desenvolvem-se e fazem com que outros povos girem a seu redor, impondo seu idioma, seus costumes, seu vestuário, sua alimentação e todos os seus códigos. Por fim, essas estruturas imperialistas acabam gerando violência e caos,  resultado de seu ingênuo atropelo e da confrontação cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, é necessário formar âmbitos onde se resgatem as idéias, crenças e atitudes humanistas de cada cultura que, para além de todas as diferenças, estão no coração dos diversos povos e indivíduos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos gerais, a Convergência das Culturas propõe-se a facilitar e estimular o diálogo entre as culturas, lutar contra a discriminação e a violência e levar sua proposta a todas as localidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em especial:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a) Promover a relação entre as diferentes culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mediante a organização de encontros e âmbitos de intercâmbio entre pessoas de diversas culturas, não apenas com a intenção de que se conheça as culturas, suas inquietações e aspirações, mas também para que esse intercâmbio permita um verdadeiro diálogo orientado para a busca de pontos comuns presentes no coração dos diversos povos e indivíduos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) Denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de diversos tipos de campanha  que permitam o pleno exercício dos direitos humanos. Pela livre circulação de seres humanos no planeta e pela possibilidade de que cada um possa escolher o local e as condições em que quer viver. Para melhorar o presente e construir um futuro comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c) Divulgar suas idéias e atividades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fazendo contato com todas as culturas nos diversos países, com a intenção de divulgar e reunir pessoas e organizações em torno ao estudo e atividades da Convergência das Culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Aspectos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses lineamentos têm por objetivo definir um modelo organizativo de acordo com a nova etapa que se inicia, impulsionando o crescimento do organismo Convergência das Culturas no que diz respeito a participantes, ação no meio e alcance geográfico e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas é uma organização  de caráter mundial . Nesse sentido, seus membros, independentemente do lugar onde atuam, sentem-se parte de uma mesma ação mundial humanizadora que se expressa de maneira diversificada, mas convergente. É, portanto, essencial a homogeneidade dos conteúdos ideológicos em todas as suas manifestações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas formas de participação são abertas e flexíveis. Trata-se de uma organização de base humana em que cada pessoa se faz responsável por aquilo que impulsiona e constrói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estruturas básicas  da Convergência das Culturas são as  &amp;quot; Equipes de Base &amp;quot; que desenvolvem suas atividades em bairros, escolas, universidades, locais de trabalho, por Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Coordenação de base e coordenação nacional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes iniciais da Convergência das Culturas são coordenadas, em um primeiro momento, por aquela pessoa que as colocou em marcha e que as desenvolve, seguindo os objetivos propostos nos documentos e materiais oficiais da Convergência das Culturas. Essas &amp;quot;equipes iniciais ou promotoras&amp;quot; constituem-se em &amp;quot; equipes da Convergência das Culturas&amp;quot;, quando alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 participantes) e permanência (reuniões periódicas). Anualmente,  será realizada uma eleição da qual participarão todos os membros plenos da equipe para confirmar ou substituir esse coordenador inicial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme vão se desenvolvendo essas &amp;quot;equipes de base da Convergência das Culturas&amp;quot;, apresentam-se necessidades de coordenação com outras equipes da CC que atuam no mesmo país. Quando se chega ao número de 10 equipes de base, os coordenadores dessas equipes  formam uma &amp;quot;equipe promotora&amp;quot;, que convoca eleições para escolher a primeira equipe nacional. As funções dessa equipe nacional serão escolhidas por votação direto dos membros plenos do organismo no país, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A função dessa equipe nacional é coordenar ações conjuntas (campanhas, fóruns, encontros, respostas a situações de conflito etc.), conduzir questões jurídicas e administrativas, coordenar as relações com a imprensa e com outras organizações, convocar eleições para sua renovação a cada dois anos e outras funções que se considerem adequadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções estão exclusivamente a serviço do conjunto, respondem a um mandato com lineamentos precisos e podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe nacional para que membros plenos de distintas culturas possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Coordenação mundial&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade de uma equipe mundial eleita por votação direto dos membros planos do organismo em todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equipe mundial é responsável pela coordenação da CC em nível mundial. Ela poderá propor ações coordenadas de diferentes amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe mundial para que membros de distintas culturas - que estejam ativos no organismo - possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em caso de decisões importantes, que afetem o posicionamento e desenvolvimento do conjunto, será realizada uma consulta geral que garanta a participação de todos os membros do organismo. Se necessário, poderá apelar-se a uma votação mundial e direta sobre a questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Equipes da Convergência das Culturas (grupos de base)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes se reúnem periodicamente em torno de materiais da Convergência das Culturas, a fim de se esclarecerem sobre os aspectos ideológicos e objetivos do organismo, promover relações entre as diferentes culturas, denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta e divulgar as idéias e atividades da CC. Além disso, dispõem de encontros e retiros de estudo e práticas do Movimento Humanista que podem ser realizados pelos interessados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também equipes da CC que desenvolvem suas atividades de modo virtual, fazendo uso de novas tecnologias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes da CC promovem a implementação de três mecanismos ou funções básicas para seu crescimento:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação em direção a outras pessoas, outras redes e organizações, a fim de divulgar suas diretrizes, propostas e ferramentas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e um intercâmbio fluidos com outras equipes da CC e outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à progressiva formação de seus membros, disponibilizando ferramentas para seu desenvolvimento pessoal, cultural e social. Esses estudos e práticas encontram-se em seus materiais oficiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes da Convergência das Culturas geram vínculos com outros grupos e organizações de seu meio, mas por nenhum motivo estabelece uma relação orgânica com nenhum deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As equipes de base poderão, se considerarem necessário , definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Função de porta-voz: responsável por representar a Convergência das Culturas em atividades institucionais, diante da imprensa e em qualquer atividade ou situação em que seja necessário expor os pontos de vista desse organismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de relação com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções legais e  jurídicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de imprensa e difusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Outras funções ad-hoc .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação e têm duração de 1 ano. Essas funções são exclusivamente de serviço ao conjunto, respondendo a um mandato com lineamentos precisos e que podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a todos, sem qualquer discriminação. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos da Convergência das Culturas pode integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planificadas, participar das reuniões de formação e capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam  das reuniões, impulsionam  seu crescimento, capacitam-se com base nos materiais propostos e colaboram para a manutenção do organismo com sua contribuição anual. Eles são responsáveis pela eleição por voto direto do coordenador de sua equipe base e das funções das equipes nacionais e mundial. Impulsionam o desenvolvimento e a formação de novas equipes, sem limitação geográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aderentes : recebem informação, participam das atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer grupo, organização ou agrupação que , sem perder sua própria identidade, manifesta sua adesão aos princípios que inspiram a CC, poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; da CC e manter com esta relações de colaboração mútua. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas conta com materiais oficiais e materiais recomendados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Caderno da Convergência das Culturas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista .,Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Documento Humanista, adotado pelo Partido Humanista no II Congresso da IH (Moscou, 1993)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Autoliberação , Luis A. Ammann, 1980 (edição atualizado em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Obras Completas , Silo, Vol. I e II, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Apontamentos de Psicologia , Silo. Ulrica Ediciones, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também várias contribuições que os membros da Convergência das Culturas vão fazendo, à medida que desenvolvem seus pontos de vista e sua aplicação em campos específicos, que vão ampliando a bibliografia recomendada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Economia=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas sustenta-se com a contribuição anual de seus membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa cota será definida pela equipe de coordenação nacional, com base no salário médio de cada país e será recolhida uma vez por ano, na mesma data para todos os membros plenos do organismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta distribui-se proporcionalmente entre as equipes de base, equipes de coordenação do país e a equipe de coordenação mundial, conforme proporção definida pela equipe promotora mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas coletas ocasionais, conforme as necessidades que surjam, nas quais participarão voluntariamente os aderentes do organismo. O montante dessa  coleta nunca poderá ultrapassar o valor da contribuição anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os fundos para seu sustento provêm de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Aspectos institucionais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento da Convergência das Culturas em cada país e para facilitar o desenvolvimento dos objetivos em sua relação com o meio, as equipes tendem a definir sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins lucrativos&amp;quot; ( ou forma similar, conforme as leis de cada país ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas &amp;quot;associações sem fins lucrativos&amp;quot; refletirão, na prática, orgânica e princípios idênticos aos propostos nos materiais organizativos oficiais em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nível mundial, a Convergência das Culturas organiza-se como uma &amp;quot;Federação Mundial&amp;quot; que reúne todas as equipes da CC do  mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Convergência das Culturas &lt;br /&gt;
Federação Mundial de Equipes da Convergência das Culturas &lt;br /&gt;
associação civil sem fins lucrativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[it: Convergenza delle Culture]]&lt;br /&gt;
[[es: Convergencia de las Culturas]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=A_Comunidade_para_o_Desenvolvimento_Humano&amp;diff=1506</id>
		<title>A Comunidade para o Desenvolvimento Humano</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=A_Comunidade_para_o_Desenvolvimento_Humano&amp;diff=1506"/>
		<updated>2016-04-28T14:22:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:lc.jpg|right|thumb|200px]]&lt;br /&gt;
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano é um organismo do [[Movimento Humanista]]; foi criada em meados de 1980 como o organismo social e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os objetivos da Comunidade para o Desenvolvimento Humano são o estudo, o desenvolvimento, a difusão e a instalação de uma nova cultura apoiada nas idéias fundamentais do Humanismo Universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova cultura será o correlato de uma configuração de consciência avançada em que todo tipo de violência provoque repugnância. A instalação de tal estruturação de consciência não-violenta nas sociedades seria uma conquista cultural profunda. Isso iria além das idéias ou das emoções que se manifestam de maneira débil nas sociedades atuais, para começar a fazer parte do tecido psicossomático e psicossocial do ser humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[atitude humanista]], aspecto essencial dessa nova cultura, para além de toda proposição teórica, pode ser compreendida como uma &amp;quot;sensibilidade&amp;quot;, como um posicionamento frente ao mundo humano, no qual se reconhecem a intenção e a liberdade em outros e em que se assumem compromissos de luta não-violenta contra a discriminação e a violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade impulsiona projetos para a aplicação concreta dessa nova cultura nos diversos âmbitos da vida pessoal e social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova cultura se fundamenta em uma nova concepção do ser humano da qual derivam uma escala de valores, uma metodologia de ação e um projeto pessoal e social .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma escala de valores cujos 6 pontos fundamentais são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em primeiro lugar, a localização do ser humano como valor e preocupação central, de tal modo que nada esteja acima do ser humano e que nenhum ser humano esteja acima de outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em segundo lugar, afirma a igualdade de todas as pessoas e, portanto, trabalha pela superação da simples formalidade de igualdade de direitos perante a lei, para avançar em direção a um mundo de oportunidades iguais para todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em terceiro lugar, reconhece a diversidade pessoal e cultural e, portanto, afirma as características próprias de cada povo, condenando toda discriminação realizada em função de diferença econômica, racial, étnica e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em quarto lugar, promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima das limitações impostas ao pensamento por preconceitos aceitos como verdades absolutas ou imutáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em quinto lugar, afirma a liberdade de idéias e crenças e, por último, repudia toda forma de violência, entendendo não somente a violência física como único fator, mas também a violência econômica, a violência racial, a violência religiosa, a violência moral e psicológica como casos cotidianos e arraigados em todas as regiões do planeta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma metodologia de ação pessoal e social baseada na &amp;quot; não-violência ativa &amp;quot;. Essa metodologia promove uma atitude social e pessoal frente à vida, que tem como ferramentas principais de ação conjunta e conduta pessoal e social:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Rechaço e vazio às diferentes formas de discriminação e violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A não-colaboração com as práticas violentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A denúncia de todos os fatos de violência e discriminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A desobediência civil frente à violência institucionalizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A organização e mobilização social, voluntária e solidária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O apoio decidido a tudo aquilo que favoreça a não-violência ativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A superação das raízes da violência em si mesmo, o desenvolvimento das virtudes pessoais e das melhores e mais profundas aspirações humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo essa metodologia, a ação pela transformação social não se opõe à ação pela transformação pessoal. Pelo contrário, A Comunidade as entende como intimamente vinculadas e, por conseguinte, propõe uma atuação simultânea para superar tanto a violência social (externa) quanto a violência pessoal (interna).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um projeto pessoal e social que trata de superar a crise atual de violência, desorientação e falta de sentido que o ser humano sofre. Esse projeto se sintetiza no ideal de humanizar a Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos organizativos= &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Aspectos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses lineamentos têm por objetivo definir um modelo organizativo de acordo com a nova etapa que se inicia, impulsionando o crescimento da Comunidade no que diz respeito a membros que participam, ação no meio e alcance geográfico e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano é uma organização que tem caráter universal . Nesse sentido, seus membros, independentemente do lugar onde atuam, sentem-se parte de uma mesma ação mundial humanizadora que se expressa de maneira diversificada, mas convergente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas formas de participação são abertas e flexíveis. Trata-se de uma organização de base humana em que cada pessoa se faz responsável por aquilo que impulsiona e constrói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estruturas básicas e fundamentais da Comunidade são as &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot; que desenvolvem suas atividades em nível barrial, familiar, de grupo de amigos, escolas, universidades, de cidade, de modo virtual, por Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os grupos iniciais da Comunidade (&amp;quot;grupos promotores da Comunidade&amp;quot;) são coordenados em um primeiro momento por aquela pessoa que os colocou em marcha e que os desenvolve, seguindo os objetivos expostos nos documentos e materiais oficiais da Comunidade. Esses &amp;quot;grupos promotores&amp;quot; tornam-se &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot; quando obtêm um mínimo desenvolvimento (aproximadamente 10 membros plenos), permanência (reuniões periódicas) e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe e de conexão com a &amp;quot;Equipe de Coordenação&amp;quot; da Comunidade do país ou com a equipe mundial, caso não exista a nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. A coordenação local e mundial&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme vão se desenvolvendo essas &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot;, vão apresentando necessidades de coordenação com outros grupos da Comunidade que atuam no mesmo país. Quando isso acontece, essa coordenação é assumida por uma &amp;quot;Equipe de Coordenação de País&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot; têm por função coordenar ações conjuntas (campanhas, fóruns, respostas a situações no meio, etc.), coordenar respostas a necessidades conjuntas, conduzir questões administrativas e legais (se fossem necessárias), escolher seu porta-voz e coordenar as relações com a imprensa e com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot; são formadas pelo máximo de 12 pessoas e pelo mínimo de 4, escolhidas por votação direta dos membros ou sócios plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade da &amp;quot;Equipe de Coordenação Mundial da Comunidade&amp;quot;, integrada por 12 membros escolhidos pela votação direta dos membros plenos da Comunidade de todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A formação da Equipe de Coordenação Mundial leva em conta a representação de minorias étnicas, culturais e regionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Equipe de Coordenação Mundial tem responsabilidades de coordenação geral mundial e pode propor ações conjuntas de diversas amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As tarefas da Equipe de Coordenação Mundial são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de ações conjuntas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de respostas a necessidades conjuntas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Informação mundial aos Grupos de Base (boletim mundial).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Atender à representação e participação das minorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Website oficial (nos diversos idiomas em que se encontrarão os materiais oficiais e toda informação mundial necessária).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Comunicados mundiais oficiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Relacionamento com outras organizações em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Admissão de organizações e/ou frentes que, atuando em nível regional ou mundial, desejam incorporar-se como &amp;quot;aderentes&amp;quot; da Comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer proposta ou ação que inclua a modificação dos materiais oficiais ou de aspectos organizativos importantes do organismo deverá ser submetida à votação direta de todos seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros níveis de coordenação, como municipais ou regionais, serão formados provisoriamente, quando for necessário (ações conjuntas, fóruns, campanhas, etc.), mas não terão caráter permanente, como têm as Equipes de Coordenação de País e a Equipe de Coordenação Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sintetizando este ponto, as Equipes de Coordenação de País e a Equipe de Coordenação Mundial são órgãos permanentes de coordenação, escolhidos pelo voto direto dos membros plenos das &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot;, enquanto outros níveis de coordenação (da cidade ou da região) são temporários e respondem a necessidades conjunturais. Para a formação das equipes de país e da equipe mundial, não haverá possibilidade de reeleição em períodos consecutivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Equipes de Base da Comunidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando um grupo de pessoas se reúne periodicamente em torno dos materiais da Comunidade com o objetivo de organizar atividades de formação e práticas de não-violência, de vazio, denúncia e não-colaboração com a violência, realização de ações exemplares não-violentas e, quando, além disso, os participantes desse grupo se ocupam também da superação de sua própria violência interna, estamos diante de uma primeira organização de base que chamamos de &amp;quot;grupo promotor da Comunidade&amp;quot;. As relações e as condutas pessoais e grupais dessa equipe se apóiam na Regra de Ouro: &amp;quot;trata os demais como queres ser tratado&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também grupos da Comunidade para o Desenvolvimento Humano que desenvolvem suas atividades de modo virtual, aproveitando o uso das novas tecnologias via Web e Internet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes ou grupos de base da Comunidade impulsionam o funcionamento de três mecanismos ou funções básicas para seu desenvolvimento:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação para outras pessoas, outras redes e organizações, com o objetivo de divulgar e implementar na prática suas propostas e ferramentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e intercâmbio fluidos com outras equipes de base e com outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à formação progressiva de seus membros, propiciando-lhes ferramentas para a superação da violência interna e externa. Esses estudos e práticas encontram-se desenvolvidos em seus principais materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando esses &amp;quot;grupos promotores da Comunidade&amp;quot; alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 membros plenos), obtêm permanência em suas reuniões e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe e de conexão com a &amp;quot;Equipe de Coordenação de País ou Mundial&amp;quot;, torna-se uma &amp;quot;Equipe de Base da Comunidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Exemplo: Equipe Base da Comunidade &amp;quot;Bairro Flores&amp;quot;, EB da Comunidade &amp;quot;Não-violência Ativa-Bombaim&amp;quot;, etc.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes da Comunidade podem gerar vínculos com outros grupos e organizações de seu meio (intercâmbio, ações conjuntas e colaboração), mas por nenhum motivo estabelecem uma relação orgânica com nenhum deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes de Base da Comunidade, assim como as Equipes de Coordenação de País e Mundial poderão, se considerarem necessário, definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, como por exemplo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Função de porta-voz: responsável por representar a Comunidade em atividades institucionais, diante da imprensa e em toda atividade ou situação onde seja necessário expor os pontos de vista da Comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de relações com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Participação de minorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções legais e jurídicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de imprensa e difusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Outras funções ad-hoc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação direta dos membros das respectivas equipes (de base, coordenação de país e mundial) e têm duração de 1 ano, no caso das equipes de base, e 2 anos nas equipes de coordenação de país e mundial. Essas funções são exclusivamente de relação com o meio, de serviço para o conjunto - não de orientação - respondem a um mandato com lineamentos precisos e podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a toda pessoa, sem qualquer discriminação. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos da Comunidade pode integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planejadas, participar de suas reuniões de formação e capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam das reuniões, contribuem na campanha econômica anual, impulsionam seu crescimento e se capacitam com base nos trabalhos pessoais promovidos pela Comunidade. São os responsáveis por eleger por votação direta os delegados de sua equipe para as Equipes de Coordenação e os integrantes das Equipes de Coordenação de País e/ou Mundial. Impulsionam também o desenvolvimento e a formação de novas Equipes de Base sem limitação geográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros aderentes : recebem informação, participam de suas atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer frente de ação, grupo, organização ou agrupação poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; da Comunidade e, sem perder sua própria identidade, manifesta sua adesão aos princípios que inspiram A Comunidade e mantém com esta relações de mútua colaboração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eventualmente e no caso em que membros plenos ou equipes de base apóiem propostas, ações ou procedimentos que se oponham claramente aos objetivos do organismo, A Comunidade poderá retirar o reconhecimento como integrantes da Comunidade de tais membros ou equipes de base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Livro da Comunidade]] (edição de 2009 atualizada)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista]], Centro de Estudos Parque Ponta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[O Documento Humanista]], Silo (1992)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Autoliberação]], Luis A. Ammann. (edição atualizada em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Obras Completas, Vol. I e II, Silo. (Ed. Plaza y Valdéz, 2002)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também numerosas contribuições que os membros da Comunidade vão fazendo, ao desenvolverem seus pontos de vista e em sua aplicação a campos específicos - contribuições estas que vão ampliando a bibliografia recomendada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Economias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade se auto-financia com a contribuição voluntária de seus membros. Realiza-se uma campanha econômica anual para o sustento de atividades conjuntas, na qual participam todos os membros plenos do mundo. O montante das coletas é definido pelas &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot;, tomando como base uma percentagem do salário médio do país em questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta é distribuída de maneira proporcional entre as equipes de base, equipes de coordenação de país e a equipe de coordenação mundial, segundo proporção definida pela Equipe Promotora Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas também coletas ocasionais em função de necessidades que surjam, nas quais participarão de forma voluntária os membros plenos e aderentes do organismo. Os montantes de tais coletas ocasionais nunca poderão superar o montante da coleta anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os recursos para seu sustento provêm de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Aspectos institucionais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento da Comunidade em cada país e com o fim de facilitar o desenvolvimento dos objetivos em relação com seu meio, as Equipes da Comunidade tendem a obter sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins de lucrativos&amp;quot; (ou figura similar, conforme as leis de cada país).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas &amp;quot;associações civis sem fins lucrativos&amp;quot; refletirão, na prática, uma orgânica, objetivos e princípios idênticos aos propostos nos materiais organizativos oficiais da Comunidade em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nível mundial, A Comunidade se organiza como uma &amp;quot;Federação Mundial&amp;quot; que agrupa todas as Equipes da Comunidade do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Federação Mundial de Equipes da Comunidade para o Desenvolvimento Humano&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Associação Civil sem Fins Lucrativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: Organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[es: La Comunidad para el Desarrollo Humano]]&lt;br /&gt;
[[it: Comunità per lo Sviluppo Umano]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Mundo_sem_Guerras_e_sem_Viol%C3%AAncia&amp;diff=1496</id>
		<title>Mundo sem Guerras e sem Violência</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Mundo_sem_Guerras_e_sem_Viol%C3%AAncia&amp;diff=1496"/>
		<updated>2016-04-28T14:20:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Mundo sem Guerras e sem Violência (MSG) é um organismo do [[Movimento Humanista]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mundo sem Guerras e sem Violência foi apresentado pela primeira vez em 1995, no [[Encontro Aberto do Humanismo]] realizado no Chile (Universidade de Santiago).&lt;br /&gt;
[[File:msg.jpg|right|thumb|200px]]&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mundo sem Guerras e sem Violência é um movimento social cujo objetivo é a criação de uma consciência não-violenta mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova consciência será o passo necessário para um mundo livre de [[violência]], não somente em sua expressão mais cruel, as guerras e a violência física, mas também livre da [[violência]] econômica, racial, religiosa, sexual, psicológica e moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trabalha em particular para o fim das guerras e dos conflitos armados em todo mundo. Luta pela eliminação completa das armas nucleares, pelo desarmamento proporcional e progressivo das armas convencionais, pela retirada das tropas invasoras dos territórios ocupados, pela renúncia por parte dos governos a utilizar a [[guerra]] como meio para resolver conflitos, através de reformas constitucionais que proíbam explicitamente o uso da guerra, e por uma redefinição do papel das Forças Armadas de hoje, estabelecendo como função primordial a prevenção das guerras. Para avançar nesse último ponto, é necessário ir limitando o uso das Forças Armadas, democratizar seu funcionamento e suas relações com a sociedade civil e colocá-las sob controle público.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua aspiração é unir o [[movimento antibélico]], conectando os ramos do [[pacifismo]] e da [[não-violência]] dispersos geograficamente, e também dar seu ponto de vista sobre temas aparentemente não relacionados, para ir avançando em uma compreensão global das guerras e da violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eliminar as guerras representará sair definitivamente da pré-história humana e dar um passo gigante no caminho evolutivo de nossa espécie. Um &amp;quot;mundo sem guerras&amp;quot; é uma proposta que olha para o futuro e aspira a concretizar-se em cada canto do planeta para que o diálogo vá substituindo a [[violência]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O MSG postula o fato óbvio de que a grande maioria dos seres humanos não quer as guerras nem a violência, mas ao mesmo tempo não acredita que seja possível eliminá-las. Entende, portanto, que, além de realizar ações sociais, é necessário trabalhar revisando as crenças a respeito dessa suposta realidade imutável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Idéias básicas=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Sobre a [[guerra]]==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história universal registrou mais de 2.500 guerras, nas quais pereceram milhões de seres humanos. As guerras são realizadas para redistribuir, por meio da [[violência]] armada, os bens sociais, subtraindo-os de uns e entregando-os a outros . (1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse interesse é disfarçado hoje com motivos religiosos, geopolíticos, &amp;quot;defesa&amp;quot; dos direitos humanos, etc. Ao mesmo tempo, o progresso tecnológico vai produzindo armas cada vez mais devastadoras que apontam cada vez mais à população civil, justificando-se como &amp;quot;dano colateral&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade contemporânea, existem poderosas forças sociais interessadas nas guerras, como o complexo militar-industrial, agrupações racistas, nacionalistas radicais e fundamentalistas, grupos mafiosos, etc. A venda de armas é um dos negócios mais lucrativos de muitos países, principalmente dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da [[ONU]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de todas as tentativas de vários organismos internacionais (entre eles a [[ONU]]), continua-se justificando a guerra e a violência como parte de uma suposta &amp;quot;natureza humana&amp;quot;. O MSG tem a visão humanista do ser humano como ser histórico, cuja forma de ação social muda sua própria natureza (2). Não somente as guerras e a [[violência]] acompanharam a humanidade em seu desenvolvimento histórico; vemos em quase cada época e em muitos pontos geográficos o surgimento de uma atitude ética, solidária, compassiva, revolucionária e humanizadora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==[[Violência]] e [[Não-violência ativa]]==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A existência humana está aberta ao mundo e atua nele intencionalmente. Ela pode nihilizar o mundo (e, portanto, o corpo, a natureza e/ou a sociedade) ou humanizá-lo. É a partir dessa liberdade que o ser humano escolhe aceitar ou negar as condições sociais em que nasce, desenvolve-se e morre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as formas de [[violência]] se manifestam como a negação da [[intencionalidade]] de outro [[ser humano]] (e, certamente, de sua liberdade), como ação de submergir o [[ser humano]] ou conjuntos humanos no mundo da natureza. É essa objetivação o que permite privar outros de seu direito à liberdade, à felicidade e, por último, à vida. É também essa liberdade o que permite a uma minoria apropriar-se do todo social em violenta concentração de riqueza e recursos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, organizou-se um sistema socioeconômico, de relações interpessoais e pautas existenciais cujo signo particular é a violência, que consideramos normal na maior parte do tempo, embora a dor e o sofrimento pessoal e social delatem a necessidade de transformar tal sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[não-violência]] já aparece muito cedo em quase todas as culturas e religiões em seus momentos mais humanistas, com diferentes expressões da Regra de Ouro, até concretizar-se no [[Princípios de Ação Válida|Princípio de Ação Válida]]: &amp;quot;quando tratas outros como queres que te tratem, te liberas&amp;quot; (3).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Emergente de tais experiências desenvolve-se, então, a [[não-violência]] como metodologia de ação. Desde os movimentos anti-escravistas e de descolonização até os movimentos pelos direitos civis das minorias raciais, os trabalhadores e as mulheres, passando pela oposição a regimes totalitários e ao armamentismo, sobretudo nuclear, a não-violência ativa apresenta-se como a única metodologia de ação que é coerente com seus objetivos. O Novo Humanismo a aplica desde o princípio, não a um conflito em particular, mas à criação de um sistema global, uma mudança de signo integral para o mundo em que vivemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto o [[ser humano]] não realize plenamente uma sociedade humana, ou seja, uma sociedade em que o poder esteja no todo social e não em uma parte dele (submetendo e objetivando o conjunto), a [[violência]] será o signo sob o qual se realiza toda atividade social. Por isso, ao falar de violência, é necessário mencionar o mundo instituído e se a esse mundo se opõe uma luta não-violenta, deve-se destacar em primeiro lugar que uma atitude não-violenta é tal porque não tolera a violência. De maneira que não é o caso de justificar um determinado tipo de luta, mas de definir as condições de violência que esse sistema desumano impõe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais Oficiais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Documento Humanista , Silo, 1992&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  [[Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista]] , Centro de Estudos Parque Ponta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Obras Completas , Vol. I e II, [[Silo]], Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Desarmamento e reconciliação, por um mundo sem guerras , Rafael de La Rubia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  [[Autoliberação]] , Luis A. Ammann (edição atualizada em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos= &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Enquadramento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os lineamentos que nos damos têm por objetivo definir um modelo organizativo que canalize o impulso de milhões de pessoas que rejeitam as guerras e a violência em todas as áreas do quefazer humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trata-se, portanto, de uma organização mundial, humanista, aberta e participativa, onde todos os seus membros são parte plena e ativa na superação da violência, no fim das guerras e das invasões militares e da eliminação dos armamentos, sejam estes nucleares ou convencionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma organização onde cada participante é responsável pelo que realiza e constrói, mas principalmente onde todos os membros colaboram e impulsionam a construção de uma realidade melhor para toda a humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desse ponto de vista, é uma organização que, trabalhando a partir da base, organiza-se em distintos níveis, com a intenção de que esses níveis sejam um ponto de coordenação de ações comuns. A estrutura básica do Mundo sem Guerras são as &amp;quot;equipes de base&amp;quot; que desenvolvem suas atividades em bairros, escolas, universidades, lugares de trabalho, através da Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Membros e participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a todas as pessoas, sem discriminação alguma. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos do Mundo sem Guerras poderá integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planificadas, participar das reuniões de formação, capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam das reuniões, impulsionam seu próprio crescimento, capacitando-se com base nos trabalhos pessoais que o MSG promove. São os membros plenos que têm direito a voto nos distintos níveis e nas convocatórias de voto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Impulsionam, também, o desenvolvimento e a formação de novas Equipes de Base sem limitação geográfica. Os membros plenos são os que sustentam economicamente o MSG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros aderentes : recebem informação, participam de suas atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer frente de ação, grupo, organização ou agrupação poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; no MSG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Organização básica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando um grupo de pessoas se coloca de acordo para impulsionar atividades do MSG, reunindo-se periodicamente, aprofundando na prática e no estudo da não-violência no campo pessoal e social, estamos diante de uma primeira organização de base que chamamos de &amp;quot; Grupo Promotor do MSG &amp;quot; ( GP ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse grupo não apenas promove as atividades que lhe são próprias, mas promove também entre seus membros relações e condutas baseadas na Regra de Ouro: &amp;quot;trata os demais como queres ser tratado&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses grupos promotores do MSG são coordenados em um primeiro momento por aquela pessoa que promoveu sua criação e que os desenvolve seguindo os objetivos expostos nos documentos e materiais oficiais do Mundo sem Guerras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando estes &amp;quot;grupos promotores do MSG&amp;quot; alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 membros plenos), obtêm permanência em suas reuniões e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe, ficam constituídos como uma Equipe de Base do MSG .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As equipes de base do MSG podem gerar vínculos com outros grupos e organizações de seu meio (intercâmbio, ações conjuntas e colaboração), mas sem estabelecer uma relação orgânica com eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes ou grupos de base do MSG impulsionam a implementação de três mecanismos ou funções básicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação para outras pessoas, para outras redes e organizações com o objetivo de divulgar suas propostas e ferramentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e um intercâmbio fluidos com outras equipes de base e com outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à progressiva formação de seus membros, oferecendo-lhes as ferramentas para a superação da violência interna e externa. Esses estudos e práticas encontram-se desenvolvidos em seus principais materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Coordenação em distintos níveis (nacional, mundial)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade da &amp;quot; Equipe de Coordenação Mundial do MSG &amp;quot; ( ECM ), integrada por 12 membros eleitos por votação direta dos membros plenos do Mundo sem Guerras de todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conformação da ECM leva em conta a representação de minorias étnicas, culturais e regionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ECM tem responsabilidades de coordenação geral mundial e poderá propor ações conjuntas de diferentes amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As tarefas da Equipe de Coordenação Mundial são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de ações conjuntas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Informação mundial aos Grupo de Base (boletim mundial);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Site oficial (página Web mundial oficial nos diversos idiomas em que se encontrarão os materiais oficiais e toda a informação mundial necessária);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Comunicados mundiais oficiais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Relações com outras organizações em nível mundial;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Admissão de organizações e/ou frentes que, atuando em nível regional ou mundial, desejam incorporar-se como &amp;quot;aderentes&amp;quot; do MSG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer proposta ou ação que inclua a modificação dos materiais oficiais ou de aspectos organizativos importantes do MSG deverá ser submetida à votação direta de todos os seus membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação nacional é responsabilidade da &amp;quot; Equipe de Coordenação Nacional do MSG &amp;quot; ( ECN ), integrada por 12 membros eleitos por votação direta dos membros plenos do Mundo sem Guerras de todo o país, a cada dois anos. Cumpre com as mesmas funções do ECM no nível que lhe é próprio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sintetizando, os ECNs e o ECM são órgãos permanentes de coordenação, eleitos pelo voto direto dos membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros níveis de coordenação são temporários e respondem a necessidades conjunturais. Estes serão formados quando for necessário (ações conjuntas, fóruns, campanhas, etc.), mas não terão caráter permanente como os ECNs e o ECM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes de Base do MSG, assim como as Equipes de Coordenação de país e mundial poderão, se considerarem necessário , definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Função de porta-voz: responsável por representar o Mundo sem Guerras em atividades institucionais, diante da imprensa e em toda atividade ou situação onde for necessário expor os pontos de vista do Mundo sem Guerras;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Funções de relações com outras organizações;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Funções legais e jurídicas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Funções de imprensa e difusão;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Outras funções ad-hoc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação direta dos membros plenos das respectivas equipes (de base, de coordenação de país e mundial), e têm uma duração de 1 ano, no caso das equipes de base, e 2 anos nas equipes de coordenação de país e mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são de serviço ao conjunto, conforme a orientação com lineamentos precisos dada pela equipe de coordenação. Além disso, podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Economias&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mundo sem Guerras se autosustenta com a contribuição voluntária de seus membros. Realiza-se uma coleta anual para o sustento das atividades conjuntas com a participação de todos os membros plenos do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O montante das coletas é definido pelas &amp;quot;equipes de coordenação de país&amp;quot;, tomando como base uma porcentagem do salário médio do país em questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta é distribuída de maneira proporcional entre as equipes de base, equipes de coordenação de país e a equipe de coordenação mundial, segundo proporção definida pela Equipe Promotora Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas, também, coletas ocasionais com base nas necessidades que surjam, das quais participarão de forma voluntária os membros plenos e aderentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os montantes de tais coletas ocasionais nunca poderão superar o montante da coleta anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os recursos para seu sustento provêm das contribuições de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Aspectos Institucionais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mundo Sem Guerras se constitui em nível mundial como Federação e não tem fins lucrativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento do MSG em cada país e com o fim de facilitar o desenvolvimento dos objetivos em sua relação com seu meio, as Equipes tendem a obter sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins lucrativos&amp;quot; (ou figura similar, conforme a normativa de cada país).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas associações refletirão uma orgânica e princípios idênticos aos expostos nos materiais organizativos oficiais em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Silo, Dicionário Humanista . Obras Completas , Vol. II, Plaza y Valdés, 2002 &lt;br /&gt;
(2) Silo, IV Carta a meus amigos . Obras Completas , Vol. I, Plaza y Valdés, 2002 &lt;br /&gt;
(3) Silo. Humanizar a Terra , Obras Completas, Vol. I, Plaza y Valdés, 2002 &lt;br /&gt;
(4) Ficam a cargo dessa Equipe a definição dos detalhes de implementação, como calendários com datas das campanhas econômicas e eleições, parâmetros para a definição do montante da contribuição anual, distribuição por níveis de coordenação desses recursos, funções específicas das Equipes Promotoras Mundiais, determinação do logotipo oficial, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[es: Mundo sin Guerras y sin Violencia]]&lt;br /&gt;
[[it: Mondo senza Guerre e senza Violenza]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Mundo_sem_Guerras_e_sem_Viol%C3%AAncia&amp;diff=1486</id>
		<title>Mundo sem Guerras e sem Violência</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Mundo_sem_Guerras_e_sem_Viol%C3%AAncia&amp;diff=1486"/>
		<updated>2016-04-28T14:18:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mundo sem Guerras e sem Violência (MSG) é um organismo do [[Movimento Humanista]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mundo sem Guerras e sem Violência foi apresentado pela primeira vez em 1995, no [[Encontro Aberto do Humanismo]] realizado no Chile (Universidade de Santiago).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mundo sem Guerras e sem Violência é um movimento social cujo objetivo é a criação de uma consciência não-violenta mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova consciência será o passo necessário para um mundo livre de [[violência]], não somente em sua expressão mais cruel, as guerras e a violência física, mas também livre da [[violência]] econômica, racial, religiosa, sexual, psicológica e moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trabalha em particular para o fim das guerras e dos conflitos armados em todo mundo. Luta pela eliminação completa das armas nucleares, pelo desarmamento proporcional e progressivo das armas convencionais, pela retirada das tropas invasoras dos territórios ocupados, pela renúncia por parte dos governos a utilizar a [[guerra]] como meio para resolver conflitos, através de reformas constitucionais que proíbam explicitamente o uso da guerra, e por uma redefinição do papel das Forças Armadas de hoje, estabelecendo como função primordial a prevenção das guerras. Para avançar nesse último ponto, é necessário ir limitando o uso das Forças Armadas, democratizar seu funcionamento e suas relações com a sociedade civil e colocá-las sob controle público.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua aspiração é unir o [[movimento antibélico]], conectando os ramos do [[pacifismo]] e da [[não-violência]] dispersos geograficamente, e também dar seu ponto de vista sobre temas aparentemente não relacionados, para ir avançando em uma compreensão global das guerras e da violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eliminar as guerras representará sair definitivamente da pré-história humana e dar um passo gigante no caminho evolutivo de nossa espécie. Um &amp;quot;mundo sem guerras&amp;quot; é uma proposta que olha para o futuro e aspira a concretizar-se em cada canto do planeta para que o diálogo vá substituindo a [[violência]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O MSG postula o fato óbvio de que a grande maioria dos seres humanos não quer as guerras nem a violência, mas ao mesmo tempo não acredita que seja possível eliminá-las. Entende, portanto, que, além de realizar ações sociais, é necessário trabalhar revisando as crenças a respeito dessa suposta realidade imutável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Idéias básicas=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Sobre a [[guerra]]==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história universal registrou mais de 2.500 guerras, nas quais pereceram milhões de seres humanos. As guerras são realizadas para redistribuir, por meio da [[violência]] armada, os bens sociais, subtraindo-os de uns e entregando-os a outros . (1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse interesse é disfarçado hoje com motivos religiosos, geopolíticos, &amp;quot;defesa&amp;quot; dos direitos humanos, etc. Ao mesmo tempo, o progresso tecnológico vai produzindo armas cada vez mais devastadoras que apontam cada vez mais à população civil, justificando-se como &amp;quot;dano colateral&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade contemporânea, existem poderosas forças sociais interessadas nas guerras, como o complexo militar-industrial, agrupações racistas, nacionalistas radicais e fundamentalistas, grupos mafiosos, etc. A venda de armas é um dos negócios mais lucrativos de muitos países, principalmente dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da [[ONU]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de todas as tentativas de vários organismos internacionais (entre eles a [[ONU]]), continua-se justificando a guerra e a violência como parte de uma suposta &amp;quot;natureza humana&amp;quot;. O MSG tem a visão humanista do ser humano como ser histórico, cuja forma de ação social muda sua própria natureza (2). Não somente as guerras e a [[violência]] acompanharam a humanidade em seu desenvolvimento histórico; vemos em quase cada época e em muitos pontos geográficos o surgimento de uma atitude ética, solidária, compassiva, revolucionária e humanizadora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==[[Violência]] e [[Não-violência ativa]]==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A existência humana está aberta ao mundo e atua nele intencionalmente. Ela pode nihilizar o mundo (e, portanto, o corpo, a natureza e/ou a sociedade) ou humanizá-lo. É a partir dessa liberdade que o ser humano escolhe aceitar ou negar as condições sociais em que nasce, desenvolve-se e morre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as formas de [[violência]] se manifestam como a negação da [[intencionalidade]] de outro [[ser humano]] (e, certamente, de sua liberdade), como ação de submergir o [[ser humano]] ou conjuntos humanos no mundo da natureza. É essa objetivação o que permite privar outros de seu direito à liberdade, à felicidade e, por último, à vida. É também essa liberdade o que permite a uma minoria apropriar-se do todo social em violenta concentração de riqueza e recursos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, organizou-se um sistema socioeconômico, de relações interpessoais e pautas existenciais cujo signo particular é a violência, que consideramos normal na maior parte do tempo, embora a dor e o sofrimento pessoal e social delatem a necessidade de transformar tal sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[não-violência]] já aparece muito cedo em quase todas as culturas e religiões em seus momentos mais humanistas, com diferentes expressões da Regra de Ouro, até concretizar-se no [[Princípios de Ação Válida|Princípio de Ação Válida]]: &amp;quot;quando tratas outros como queres que te tratem, te liberas&amp;quot; (3).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Emergente de tais experiências desenvolve-se, então, a [[não-violência]] como metodologia de ação. Desde os movimentos anti-escravistas e de descolonização até os movimentos pelos direitos civis das minorias raciais, os trabalhadores e as mulheres, passando pela oposição a regimes totalitários e ao armamentismo, sobretudo nuclear, a não-violência ativa apresenta-se como a única metodologia de ação que é coerente com seus objetivos. O Novo Humanismo a aplica desde o princípio, não a um conflito em particular, mas à criação de um sistema global, uma mudança de signo integral para o mundo em que vivemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto o [[ser humano]] não realize plenamente uma sociedade humana, ou seja, uma sociedade em que o poder esteja no todo social e não em uma parte dele (submetendo e objetivando o conjunto), a [[violência]] será o signo sob o qual se realiza toda atividade social. Por isso, ao falar de violência, é necessário mencionar o mundo instituído e se a esse mundo se opõe uma luta não-violenta, deve-se destacar em primeiro lugar que uma atitude não-violenta é tal porque não tolera a violência. De maneira que não é o caso de justificar um determinado tipo de luta, mas de definir as condições de violência que esse sistema desumano impõe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais Oficiais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Documento Humanista , Silo, 1992&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  [[Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista]] , Centro de Estudos Parque Ponta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Obras Completas , Vol. I e II, [[Silo]], Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Desarmamento e reconciliação, por um mundo sem guerras , Rafael de La Rubia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  [[Autoliberação]] , Luis A. Ammann (edição atualizada em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos= &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Enquadramento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os lineamentos que nos damos têm por objetivo definir um modelo organizativo que canalize o impulso de milhões de pessoas que rejeitam as guerras e a violência em todas as áreas do quefazer humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trata-se, portanto, de uma organização mundial, humanista, aberta e participativa, onde todos os seus membros são parte plena e ativa na superação da violência, no fim das guerras e das invasões militares e da eliminação dos armamentos, sejam estes nucleares ou convencionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma organização onde cada participante é responsável pelo que realiza e constrói, mas principalmente onde todos os membros colaboram e impulsionam a construção de uma realidade melhor para toda a humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desse ponto de vista, é uma organização que, trabalhando a partir da base, organiza-se em distintos níveis, com a intenção de que esses níveis sejam um ponto de coordenação de ações comuns. A estrutura básica do Mundo sem Guerras são as &amp;quot;equipes de base&amp;quot; que desenvolvem suas atividades em bairros, escolas, universidades, lugares de trabalho, através da Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Membros e participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a todas as pessoas, sem discriminação alguma. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos do Mundo sem Guerras poderá integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planificadas, participar das reuniões de formação, capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam das reuniões, impulsionam seu próprio crescimento, capacitando-se com base nos trabalhos pessoais que o MSG promove. São os membros plenos que têm direito a voto nos distintos níveis e nas convocatórias de voto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Impulsionam, também, o desenvolvimento e a formação de novas Equipes de Base sem limitação geográfica. Os membros plenos são os que sustentam economicamente o MSG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros aderentes : recebem informação, participam de suas atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer frente de ação, grupo, organização ou agrupação poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; no MSG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Organização básica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando um grupo de pessoas se coloca de acordo para impulsionar atividades do MSG, reunindo-se periodicamente, aprofundando na prática e no estudo da não-violência no campo pessoal e social, estamos diante de uma primeira organização de base que chamamos de &amp;quot; Grupo Promotor do MSG &amp;quot; ( GP ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse grupo não apenas promove as atividades que lhe são próprias, mas promove também entre seus membros relações e condutas baseadas na Regra de Ouro: &amp;quot;trata os demais como queres ser tratado&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses grupos promotores do MSG são coordenados em um primeiro momento por aquela pessoa que promoveu sua criação e que os desenvolve seguindo os objetivos expostos nos documentos e materiais oficiais do Mundo sem Guerras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando estes &amp;quot;grupos promotores do MSG&amp;quot; alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 membros plenos), obtêm permanência em suas reuniões e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe, ficam constituídos como uma Equipe de Base do MSG .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As equipes de base do MSG podem gerar vínculos com outros grupos e organizações de seu meio (intercâmbio, ações conjuntas e colaboração), mas sem estabelecer uma relação orgânica com eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes ou grupos de base do MSG impulsionam a implementação de três mecanismos ou funções básicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação para outras pessoas, para outras redes e organizações com o objetivo de divulgar suas propostas e ferramentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e um intercâmbio fluidos com outras equipes de base e com outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à progressiva formação de seus membros, oferecendo-lhes as ferramentas para a superação da violência interna e externa. Esses estudos e práticas encontram-se desenvolvidos em seus principais materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Coordenação em distintos níveis (nacional, mundial)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade da &amp;quot; Equipe de Coordenação Mundial do MSG &amp;quot; ( ECM ), integrada por 12 membros eleitos por votação direta dos membros plenos do Mundo sem Guerras de todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conformação da ECM leva em conta a representação de minorias étnicas, culturais e regionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ECM tem responsabilidades de coordenação geral mundial e poderá propor ações conjuntas de diferentes amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As tarefas da Equipe de Coordenação Mundial são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de ações conjuntas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Informação mundial aos Grupo de Base (boletim mundial);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Site oficial (página Web mundial oficial nos diversos idiomas em que se encontrarão os materiais oficiais e toda a informação mundial necessária);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Comunicados mundiais oficiais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Relações com outras organizações em nível mundial;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Admissão de organizações e/ou frentes que, atuando em nível regional ou mundial, desejam incorporar-se como &amp;quot;aderentes&amp;quot; do MSG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer proposta ou ação que inclua a modificação dos materiais oficiais ou de aspectos organizativos importantes do MSG deverá ser submetida à votação direta de todos os seus membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação nacional é responsabilidade da &amp;quot; Equipe de Coordenação Nacional do MSG &amp;quot; ( ECN ), integrada por 12 membros eleitos por votação direta dos membros plenos do Mundo sem Guerras de todo o país, a cada dois anos. Cumpre com as mesmas funções do ECM no nível que lhe é próprio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sintetizando, os ECNs e o ECM são órgãos permanentes de coordenação, eleitos pelo voto direto dos membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros níveis de coordenação são temporários e respondem a necessidades conjunturais. Estes serão formados quando for necessário (ações conjuntas, fóruns, campanhas, etc.), mas não terão caráter permanente como os ECNs e o ECM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes de Base do MSG, assim como as Equipes de Coordenação de país e mundial poderão, se considerarem necessário , definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Função de porta-voz: responsável por representar o Mundo sem Guerras em atividades institucionais, diante da imprensa e em toda atividade ou situação onde for necessário expor os pontos de vista do Mundo sem Guerras;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Funções de relações com outras organizações;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Funções legais e jurídicas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Funções de imprensa e difusão;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Outras funções ad-hoc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação direta dos membros plenos das respectivas equipes (de base, de coordenação de país e mundial), e têm uma duração de 1 ano, no caso das equipes de base, e 2 anos nas equipes de coordenação de país e mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são de serviço ao conjunto, conforme a orientação com lineamentos precisos dada pela equipe de coordenação. Além disso, podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Economias&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mundo sem Guerras se autosustenta com a contribuição voluntária de seus membros. Realiza-se uma coleta anual para o sustento das atividades conjuntas com a participação de todos os membros plenos do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O montante das coletas é definido pelas &amp;quot;equipes de coordenação de país&amp;quot;, tomando como base uma porcentagem do salário médio do país em questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta é distribuída de maneira proporcional entre as equipes de base, equipes de coordenação de país e a equipe de coordenação mundial, segundo proporção definida pela Equipe Promotora Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas, também, coletas ocasionais com base nas necessidades que surjam, das quais participarão de forma voluntária os membros plenos e aderentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os montantes de tais coletas ocasionais nunca poderão superar o montante da coleta anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os recursos para seu sustento provêm das contribuições de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Aspectos Institucionais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mundo Sem Guerras se constitui em nível mundial como Federação e não tem fins lucrativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento do MSG em cada país e com o fim de facilitar o desenvolvimento dos objetivos em sua relação com seu meio, as Equipes tendem a obter sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins lucrativos&amp;quot; (ou figura similar, conforme a normativa de cada país).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas associações refletirão uma orgânica e princípios idênticos aos expostos nos materiais organizativos oficiais em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Silo, Dicionário Humanista . Obras Completas , Vol. II, Plaza y Valdés, 2002 &lt;br /&gt;
(2) Silo, IV Carta a meus amigos . Obras Completas , Vol. I, Plaza y Valdés, 2002 &lt;br /&gt;
(3) Silo. Humanizar a Terra , Obras Completas, Vol. I, Plaza y Valdés, 2002 &lt;br /&gt;
(4) Ficam a cargo dessa Equipe a definição dos detalhes de implementação, como calendários com datas das campanhas econômicas e eleições, parâmetros para a definição do montante da contribuição anual, distribuição por níveis de coordenação desses recursos, funções específicas das Equipes Promotoras Mundiais, determinação do logotipo oficial, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[es: Mundo sin Guerras y sin Violencia]]&lt;br /&gt;
[[it: Mondo Senza Guerre e Senza Violenza]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Partido_Humanista&amp;diff=1476</id>
		<title>Partido Humanista</title>
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		<updated>2016-04-28T14:10:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
O Partido Humanista é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido Humanista foi criado em meados de 1984, a partir da Secretaria de Assuntos Sociais de [[A Comunidade para o Desenvolvimento Humano]] e realizou seu primeiro Congresso Internacional em Florença, em 1989.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Idéias básicas=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As propostas do Partido Humanista (1) partem da necessidade de liberdade que nós, seres humanos, experimentamos e suas propostas apontam à transformação e superação social da violência que, em suas distintas formas, gera sofrimento e contradição nos indivíduos e povos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano tem a capacidade de transformar o mundo e a si mesmo, graças à intencionalidade de sua consciência, avançando e acumulando suas conquistas historicamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nascemos em um meio social e histórico que impõe as condições nas quais se desenvolve nossa existência e frente às quais, necessariamente, devemos escolher. Por sua vez, isso gera novas condições que se experimenta como coerência ou contradição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A contradição tem seu correlato pessoal no registro de sofrimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A contradição social é produto da violência. Essa violência se manifesta na ação de despojar de intenção (e, certamente, de liberdade) o ser humano ou conjuntos humanos. A apropriação do todo social por uma parte do mesmo é violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sofrimento pessoal e social deve ser superado, através da modificação das situações de apropriação ilegítima e violenta que produziram contradição no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No processo de humanização crescente, o ser humano impõe sua intencionalidade ao natural e ao social para transformar as condições que trazem dor e sofrimento para si e para outros seres humanos, com os quais pode se identificar. Essa luta dá continuidade ao processo histórico e sentido ao ser humano, já que afirma sua intencionalidade frente ao sem-sentido e à opressão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa intenção que se rebela frente à enfermidade, à desigualdade e à injustiça contempla a rebelião frente à morte como máxima desobediência frente ao aparente destino natural, dando coerência à vida humana e permitindo projetar sua liberdade além de todo limite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Propostas de ação política=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido Humanista defende a manutenção (ou conquista, se for o caso) do regime democrático como forma de transição da democracia formal à democracia real, em que se garanta a real separação de poderes, o respeito às minorias e a democracia direta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, rejeita a violação dos direitos humanos, o emprego da violência como método de solução de conflitos e a concentração de poder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com respeito à metodologia de ação, o Humanismo rege-se pela ação não-violenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo, denuncia toda forma de violência física, econômica, racial, religiosa, sexual, psicológica e moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aspiramos a uma nação humana universal, em que convergirá criativamente a enorme diversidade humana de etnias, idiomas e costumes, de localidades, regiões e autonomias, de idéias e aspirações, de crenças, ateísmo e religiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com essa aspiração, o Partido adota uma organização federativa mundial, que lhe permite articular posicionamentos e campanhas de alcance internacional, mantendo a autonomia e a criatividade nos distintos níveis de ação até chegar à base social, onde se enraíza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro de nossas propostas de âmbito mundial, ressaltamos por sua urgência a tarefa de alertar, gerar consciência em toda a humanidade e exigir o desarmamento nuclear total, a retirada imediata das tropas invasoras dos territórios ocupados, a redução progressiva e proporcional do armamento convencional, a assinatura de tratados de não-agressão entre países e a renúncia dos governos em utilizar as guerras como meio para resolver conflitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido Humanista denuncia a catástrofe ecológica e seus promotores, a saber: o grande capital e a cadeia de indústrias e empresas destrutivas, parentes próximas do complexo militar-industrial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assinalamos a violência econômica, especialmente aquela causada pela  concentração do capital financeiro especulador, como causa do sofrimento dos povos. Nesse sentido, propiciamos reformas impositivas que incentivem a distribuição progressiva da riqueza e novos modelos cooperativos de autogestão e cogestão que dêem coerência à relação capital-trabalho, aumentando a produtividade e evitando o desvio de recursos para o circuito especulativo. Por outro lado, a criação de uma banca pública isenta de juros ajudará na consecução desses objetivos, evitando a concentração ilegítima de recursos e poder em mãos da banca atual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diversas formas de discriminação estão estritamente ligadas à exploração econômica e adquirem caráter de violência. O Partido destaca a violência que se exerce pontualmente contra as mulheres e os jovens, historicamente discriminados, junto à que se exerce sobre outros grupos humanos excluídos por razões econômicas, raciais, culturais ou religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Propomos a descentralização do poder político até a base social, extremando garantias de respeito às minorias e efetivando o princípio de igualdade de direitos e oportunidades para todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acesso universal à Educação e à Saúde em todos os níveis, gratuitas e de qualidade, são prioridades do Partido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido sustenta o princípio de opção como expressão política concreta da liberdade e, portanto, luta contra toda forma de autoritarismo e monopólio econômico, organizativo e ideológico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Consideramos que toda política coerente deve assumir duas condições básicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Renovação permanente das instituições jurídicas e políticas, baseada na idéia de superação do velho pelo novo; e&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Transparência dos procedimentos políticos usados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Declaração de Princípios , aprovada pelo 1º Congresso da Internacional Humanista (IH) (Florença, 1989)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Tese (ampliação dos Princípios), aprovadas pelo 1º Congresso da IH (Florença, 1989)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Bases de ação política , aprovadas pelo 1º Congresso da IH e atualizadas com as propostas de ação política do presente documento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Declaração Universal dos Direitos Humanos , aprovada em 1948 pelas Nações Unidas, adotada pelo Partido Humanista no 1º Congresso da IH (Florença, 1989)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Documento Humanista , adotado pelo Partido Humanista no 2º Congresso da IH (Moscou, 1993)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Recomendações da mesa coordenadora ao 1º Congresso da IH (Florença, 1989)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista (Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009). Disponível em www.silo.net&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Livro do Partido Humanista (recompilação de documentos, 2000)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Cartas a meus amigos , Silo. Obras Completas, Vol. I, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Livro Laranja (análises e propostas de ação dos partidos nacionais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Más allá del Capitalismo, Economía Mixta , Guillermo Sullings, Editorial Magenta, 2000.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  O Fim da Pré-história , Tomas Hirsch, Expressão Popular, 2008.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos organizativos= &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Idéias gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nosso partido se define como Partido Humanista Internacional , porque o processo vai fundamentalmente em direção à mundialização, além da etapa intermediária de regionalização. Este partido internacional deve ter uma estratégia mundial, expressa em objetivos, planejamentos, campanhas e posicionamentos em escala internacional.Nesse sentido, os partidos nacionais, dentro de seu amplo grau de autonomia para desenvolver-se em cada país, farão parte de uma Federação Internacional de Partidos Humanistas, participando dos planejamentos e ações conjuntas .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Será assegurada a participação de todos os membros do partido na tomada de decisões, mediante a prática da democracia direta em todos os níveis .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As frentes de ação orientadas para conflitos sociais, que trabalham inseridas na orgânica do partido, contribuirão para seu crescimento . Nesse sentido, será fundamental contar com uma organização dinâmica, aberta, participativa e motivadora, que facilite a inclusão de muita gente, sobretudo de jovens, de mulheres, de quadros técnicos e de líderes sociais, no marco de um projeto político de alto nível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sustentação econômica das atividades conjuntas deve surgir da contribuição de seus membros .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O núcleo organizativo básico do organismo serão as Equipes de Base que atuam em determinado bairro, município, centro educacional ou âmbito trabalhista . É a partir dessa base que o partido pode se organizar e se desenvolver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido Humanista se organizará em todos os níveis, de acordo com esses critérios, com a correspondente adequação às normas legais de cada país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Participação: membros plenos e aderentes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um membro pleno é aquele que genuinamente se interessa pelo trabalho no partido, conhece e está de acordo com suas teses e bases de ação política, participa de alguma atividade ou função, e difunde as propostas e idéias do partido. É um militante que vela pelo desenvolvimento do partido e contribui para seu financiamento, contribuindo com a cota anual estabelecida em cada país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um membro aderente não assume compromissos, participa ocasionalmente e recebe informação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente os membros plenos têm direito de participar dos processos eleitorais internos, tanto para elegerem quanto para serem eleitos, e de participar das consultas feitas ao Partido para a tomada de decisões relevantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. As equipes de base&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São a estrutura básica do partido. Seus membros se aplicam em uma frente de ação, agindo sobre algum conflito, no nível vicinal ou municipal, universidades, âmbitos trabalhistas, etc. e através desse trabalho contatam as pessoas, somam aderentes, mobilizam, esclarecem, debatem, exigem das autoridades e promovem ações concretas. Também trabalham em funções necessárias para o conjunto e se ocupam de obter e manter o nível de adesões e filiações necessárias para manter a personalidade jurídica no distrito em que trabalham. Em períodos eleitorais, elaboram propostas locais, ocupam-se da conformação de candidaturas e realizam propaganda partidária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes podem ser formadas a partir da iniciativa de uma ou mais pessoas, por isso a referência dessa equipe começa sendo quem a formou, mas a partir de certo desenvolvimento a escolha do enlace dessa equipe com as outras instâncias do partido deve também submeter-se à votação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se alguém coloca em marcha várias equipes, ou de uma equipe original se multiplicam outras novas, possivelmente poderá existir certa referenciação dos mesmos com quem ajudou a colocá-las em andamento, mas não haverá uma relação orgânica com mais de uma equipe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada equipe será formada por determinado número de membros plenos, que serão aqueles filiados ao partido que contribuem com sua cota anual, e os mesmos terão direito a escolher mediante voto direto não somente o enlace dessa equipe, mas também as diversas funções em nível nacional e internacional, e decidir também mediante o voto a respeito de temas relevantes para o partido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada equipe poderá ter, além disso, uma grande quantidade de aderentes e colaboradores (filiados ou não), como consequência de sua ação permanente no meio, mas somente os membros plenos poderão participar das decisões do partido e nas funções que se julguem necessárias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Equipe de coordenação nacional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sob sua responsabilidade o planejamento e impulso das estratégias políticas nacionais, assim como a coordenação da realização das atividades internacionais em cada país. Será encarregada de dar um marco estratégico comum para todas as frentes de ação do partido, gerando âmbitos de intercâmbio e coordenação dos mesmos para potencializar seu crescimento e multiplicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cobrirá todas as funções no âmbito nacional (Secretaria General, Organização, Relações, Imprensa, Capacitação, Difusão, Legais, etc.), com pessoas que tenham sido eleitas por voto direto dos membros plenos. Para ter um funcionamento mais dinâmico, será recomendável que entre todas as funções haja uma tríade de coordenação, que possa também resolver certos temas, sem burocracias deliberativas. Realizará a análise da situação nacional e elaborará posicionamentos nesse nível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Administrará os fundos que correspondam ao nível nacional, de acordo com prioridades e critérios acordados no marco de um planejamento geral pelos dois anos de duração de sua gestão. Informará amplamente sobre o destino desses fundos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Manterá as relações com outros partidos em nível nacional, eventuais relações com o governo ou outras organizações. Estará em permanente contato com a orgânica do partido internacional para a aplicação de estratégias mundiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Instâncias intermediárias dentro de um país&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A princípio, não serão criadas internamente outras instâncias organizativas, já que tudo será planificado ou implementado através das equipes de base, em coordenação com a planificação da equipe nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se, devido a requisitos legais e divisões administrativas de cada país, forem necessários níveis intermédios de organização (municipais, departamentais, provinciais, regionais, estaduais, etc.), esses níveis intermediários serão, do ponto de vista interno, funções ad-hoc para dar resposta a tais particularidades, mas não conformarão níveis decisórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em cada país, será possível avaliar se, por um grande crescimento quantitativo e geográfico do partido, tornam-se necessários os níveis decisórios intermediários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Orgânica Internacional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido Humanista Internacional estará constituído sob a forma de Federação de Partidos Humanistas. Estará coordenado por uma Equipe Internacional, eleito por voto direto dos membros plenos de todos os países membros, assegurando a participação das minorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa orgânica internacional, circulará a informação em nível mundial, serão promovidas campanhas sobre temáticas mundiais, será planejado o desenvolvimento do partido em regiões ou países onde não esteja e se poderá definir o apoio a algum país em determinadas conjunturas. Também será realizada a análise da situação mundial e serão elaborados posicionamentos para o âmbito internacional, que em muitos casos também servirão aos âmbitos nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Independentemente dos requisitos legais em cada país para a obtenção de personalidade jurídica, poderão se incluir na federação aqueles partidos nacionais que contem com certas condições mínimas de organização, estabelecidas pela Junta Promotora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além dos partidos humanistas nacionais que integrem organicamente a federação, será dada especial importância ao âmbito da Internacional Humanista, como espaço (não orgânico) de convergência de outros partidos, organizações e pessoas que aderem às propostas humanistas. Esse espaço de convergência, impulsionado pelo Partido Humanista Internacional, mas aberto a uma ampla participação, poderá organizar fóruns internacionais, encontros e todo tipo de intercâmbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Enlace entre os três níveis&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No esquema internacional de uma Federação de Partidos Humanistas, cada partido nacional será autônomo em sua planificação nacional, mas em coincidência com uma estratégia mundial. Por sua vez, o esquema nacional será o de equipes de base com autonomia para a implementação de atividades, mas coordenando-se em um âmbito e uma planificação nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A eleição direta das funções nos três níveis, por parte dos membros plenos, assegurará que a direção geral seja a que a maioria dos membros apóie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os partidos de cada país estarão articulados com a orgânica internacional através de seu enlace com a Orgânica Internacional. As Equipes de Base estarão articuladas com a Equipe Nacional através do enlace de cada Equipe de Base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Financiamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O partido deve se financiar para o sustento de suas atividades em todos os seus níveis, com a contribuição de todos os seus membros plenos. Para isso, será realizada uma coleta anual em que cada membro deverá contribuir com um montante, de acordo com o salário médio do país em que vive, ficando a cargo da equipe promotora de cada país a determinação de tal montante. Os fundos reunidos serão distribuídos entre o nível de base, o nível nacional e o nível internacional, em uma proporção estabelecida pela Equipe Promotora Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para reunir fundos para outras eventualidades, poderão ser realizadas campanhas informais em cada lugar, nas quais poderão participar também os aderentes. Nesses casos, em cada lugar será estabelecido o montante dessa campanha (nunca maior que o da campanha anual) e os fundos serão aplicados localmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pagamento da cota anual será requisito para que o afiliado tenha direito de votar e participar das decisões do partido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos países em que o partido receba fundos do Estado, tais recursos não serão destinados ao funcionamento interno do partido, para não criar dependência do Estado. Em cada país, se avaliará, de acordo com a legislação vigente, se tais recursos externos podem ser destinados como um todo a difusão ou a campanhas eleitorais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes Promotoras elaborarão os procedimentos adequados para assegurar o uso correto dos fundos com base em orçamentos prévios e a circulação da informação do que se faz com eles, além de prestação de contas anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Frentes e alianças eleitorais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Será importante para o desenvolvimento e posicionamento dos Partidos Humanistas, fortalecer a identidade dos mesmos. No entanto, se em algum caso se considere a possibilidade de realizar uma aliança eleitoral, a decisão deverá estar sujeita ao apoio da maioria dos membros plenos, por isso deverá ser referendada em uma eleição direta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De todos os modos, qualquer aliança eleitoral sempre deverá estar enquadrada dentro de certos parâmetros ideológicos e de princípios afins ao Humanismo Universalista. Qualquer exceção a isso que pudesse afetar o conjunto poderá ser impugnada pelo nível superior. Isso significa que, uma aliança municipal, provincial ou departamental com uma força que se opõe a nossos princípios poderá ser revista e impugnada pela Equipe Nacional. E o mesmo ocorreria com uma aliança em um nível nacional, que poderá ser avaliada e impugnada pela Equipe Internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. Candidatos eleitos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da planificação dos partidos, as campanhas eleitorais ganham vital importância, já que é através delas que se pode obter um maior posicionamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso em que um candidato humanista seja eleito, deve existir um plano acordado previamente sobre como se vai trabalhar em conjunto em torno da gestão desse candidato eleito. E tanto a atividade do candidato eleito quanto a atividade das equipes que trabalhem com ele devem se realizadas de acordo com esse plano, com a necessária autonomia operativa que se requer na ação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes Promotoras poderão avaliar se incluirão algum requisito de antiguidade na filiação para poder apresentar-se como candidato em determinados níveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal interesse desses candidatos eleitos deverá ser o de produzir efeitos demonstração e o de mostrar condutas exemplares, em contraposição à mediocridade e ao oportunismo que reina na política tradicional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Procedimentos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto para a eleição de funções em diferentes níveis do partido quanto para a tomada de decisões relevantes que comprometem o conjunto, serão utilizados mecanismos de democracia direta, empregando também a tecnologia informática nos casos em que se possa assegurar a viabilidade de participação de todos os membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os cargos serão eletivos e renováveis. As Equipes Promotoras poderão avaliar possíveis limitações à reeleição nos cargos. Na Orgânica Internacional e Nacional, os cargos se renovarão a cada dois anos e, nas Equipes de Base, todos os anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os cargos serão eleitos por voto direto dos membros plenos. O enlace de uma Equipe de Base será eleito por todos os membros plenos dessa equipe. Os cargos da Equipe Nacional deverão ser eleitos por todos os membros plenos de cada país. As funções ad-hoc, necessárias para atender requerimentos legais ou eleitorais de divisões geográficas nos países, deveriam ser eleitas pelos membros plenos do nível que corresponda. Os cargos da Equipe Internacional devem ser eleitos pelos membros plenos de todos os países. E devem eleger-se da mesma maneira os porta-vozes e candidatos para eleições de cargos públicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes Promotoras elaborarão os detalhes do procedimento eleitoral para assegurar a transparência dos mesmos, a participação efetiva dos membros plenos e a inclusão de minorias na distribuição de cargos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O armado da estrutura partidária integral se dará da base para cima, e não ao contrário. Primeiro, irai se formando as equipes promotoras de base e logo estas irão se articulando até formar as equipes promotoras nacionais. Uma vez realizado isso, serão realizadas eleições internas nas quais serão eleitos todos os cargos em todos os níveis.&lt;br /&gt;
(1) Extraídas das Teses (ampliação dos princípios), aprovadas pelo 1º Congresso (Florença, 1989). &lt;br /&gt;
(2) Ficam a cargo dessa Equipe a definição dos detalhes de implementação, como calendários com datas das campanhas econômicas e eleições, parâmetros para a definição do montante da contribuição anual, distribuição por níveis de coordenação desses recursos, funções específicas das Equipes Promotoras Mundiais, determinação do logotipo oficial, etc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Links=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.humanistmovement.net/index.php?secc=2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[es: Partido Humanista]]&lt;br /&gt;
[[it: Partito Umanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Partido_Humanista&amp;diff=1466</id>
		<title>Partido Humanista</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Partido_Humanista&amp;diff=1466"/>
		<updated>2016-04-28T14:09:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
O Partido Humanista é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido Humanista foi criado em meados de 1984, a partir da Secretaria de Assuntos Sociais de [[A Comunidade para o Desenvolvimento Humano]] e realizou seu primeiro Congresso Internacional em Florença, em 1989.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Idéias básicas=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As propostas do Partido Humanista (1) partem da necessidade de liberdade que nós, seres humanos, experimentamos e suas propostas apontam à transformação e superação social da violência que, em suas distintas formas, gera sofrimento e contradição nos indivíduos e povos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano tem a capacidade de transformar o mundo e a si mesmo, graças à intencionalidade de sua consciência, avançando e acumulando suas conquistas historicamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nascemos em um meio social e histórico que impõe as condições nas quais se desenvolve nossa existência e frente às quais, necessariamente, devemos escolher. Por sua vez, isso gera novas condições que se experimenta como coerência ou contradição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A contradição tem seu correlato pessoal no registro de sofrimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A contradição social é produto da violência. Essa violência se manifesta na ação de despojar de intenção (e, certamente, de liberdade) o ser humano ou conjuntos humanos. A apropriação do todo social por uma parte do mesmo é violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sofrimento pessoal e social deve ser superado, através da modificação das situações de apropriação ilegítima e violenta que produziram contradição no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No processo de humanização crescente, o ser humano impõe sua intencionalidade ao natural e ao social para transformar as condições que trazem dor e sofrimento para si e para outros seres humanos, com os quais pode se identificar. Essa luta dá continuidade ao processo histórico e sentido ao ser humano, já que afirma sua intencionalidade frente ao sem-sentido e à opressão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa intenção que se rebela frente à enfermidade, à desigualdade e à injustiça contempla a rebelião frente à morte como máxima desobediência frente ao aparente destino natural, dando coerência à vida humana e permitindo projetar sua liberdade além de todo limite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Propostas de ação política=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido Humanista defende a manutenção (ou conquista, se for o caso) do regime democrático como forma de transição da democracia formal à democracia real, em que se garanta a real separação de poderes, o respeito às minorias e a democracia direta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, rejeita a violação dos direitos humanos, o emprego da violência como método de solução de conflitos e a concentração de poder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com respeito à metodologia de ação, o Humanismo rege-se pela ação não-violenta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao mesmo tempo, denuncia toda forma de violência física, econômica, racial, religiosa, sexual, psicológica e moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aspiramos a uma nação humana universal, em que convergirá criativamente a enorme diversidade humana de etnias, idiomas e costumes, de localidades, regiões e autonomias, de idéias e aspirações, de crenças, ateísmo e religiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com essa aspiração, o Partido adota uma organização federativa mundial, que lhe permite articular posicionamentos e campanhas de alcance internacional, mantendo a autonomia e a criatividade nos distintos níveis de ação até chegar à base social, onde se enraíza.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro de nossas propostas de âmbito mundial, ressaltamos por sua urgência a tarefa de alertar, gerar consciência em toda a humanidade e exigir o desarmamento nuclear total, a retirada imediata das tropas invasoras dos territórios ocupados, a redução progressiva e proporcional do armamento convencional, a assinatura de tratados de não-agressão entre países e a renúncia dos governos em utilizar as guerras como meio para resolver conflitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido Humanista denuncia a catástrofe ecológica e seus promotores, a saber: o grande capital e a cadeia de indústrias e empresas destrutivas, parentes próximas do complexo militar-industrial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assinalamos a violência econômica, especialmente aquela causada pela  concentração do capital financeiro especulador, como causa do sofrimento dos povos. Nesse sentido, propiciamos reformas impositivas que incentivem a distribuição progressiva da riqueza e novos modelos cooperativos de autogestão e cogestão que dêem coerência à relação capital-trabalho, aumentando a produtividade e evitando o desvio de recursos para o circuito especulativo. Por outro lado, a criação de uma banca pública isenta de juros ajudará na consecução desses objetivos, evitando a concentração ilegítima de recursos e poder em mãos da banca atual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diversas formas de discriminação estão estritamente ligadas à exploração econômica e adquirem caráter de violência. O Partido destaca a violência que se exerce pontualmente contra as mulheres e os jovens, historicamente discriminados, junto à que se exerce sobre outros grupos humanos excluídos por razões econômicas, raciais, culturais ou religiosas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Propomos a descentralização do poder político até a base social, extremando garantias de respeito às minorias e efetivando o princípio de igualdade de direitos e oportunidades para todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acesso universal à Educação e à Saúde em todos os níveis, gratuitas e de qualidade, são prioridades do Partido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido sustenta o princípio de opção como expressão política concreta da liberdade e, portanto, luta contra toda forma de autoritarismo e monopólio econômico, organizativo e ideológico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Consideramos que toda política coerente deve assumir duas condições básicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Renovação permanente das instituições jurídicas e políticas, baseada na idéia de superação do velho pelo novo; e&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Transparência dos procedimentos políticos usados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Declaração de Princípios , aprovada pelo 1º Congresso da Internacional Humanista (IH) (Florença, 1989)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Tese (ampliação dos Princípios), aprovadas pelo 1º Congresso da IH (Florença, 1989)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Bases de ação política , aprovadas pelo 1º Congresso da IH e atualizadas com as propostas de ação política do presente documento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Declaração Universal dos Direitos Humanos , aprovada em 1948 pelas Nações Unidas, adotada pelo Partido Humanista no 1º Congresso da IH (Florença, 1989)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Documento Humanista , adotado pelo Partido Humanista no 2º Congresso da IH (Moscou, 1993)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Recomendações da mesa coordenadora ao 1º Congresso da IH (Florença, 1989)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista (Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009). Disponível em www.silo.net&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Livro do Partido Humanista (recompilação de documentos, 2000)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Cartas a meus amigos , Silo. Obras Completas, Vol. I, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Livro Laranja (análises e propostas de ação dos partidos nacionais)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Más allá del Capitalismo, Economía Mixta , Guillermo Sullings, Editorial Magenta, 2000.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  O Fim da Pré-história , Tomas Hirsch, Expressão Popular, 2008.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos organizativos= &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Idéias gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nosso partido se define como Partido Humanista Internacional , porque o processo vai fundamentalmente em direção à mundialização, além da etapa intermediária de regionalização. Este partido internacional deve ter uma estratégia mundial, expressa em objetivos, planejamentos, campanhas e posicionamentos em escala internacional.Nesse sentido, os partidos nacionais, dentro de seu amplo grau de autonomia para desenvolver-se em cada país, farão parte de uma Federação Internacional de Partidos Humanistas, participando dos planejamentos e ações conjuntas .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Será assegurada a participação de todos os membros do partido na tomada de decisões, mediante a prática da democracia direta em todos os níveis .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As frentes de ação orientadas para conflitos sociais, que trabalham inseridas na orgânica do partido, contribuirão para seu crescimento . Nesse sentido, será fundamental contar com uma organização dinâmica, aberta, participativa e motivadora, que facilite a inclusão de muita gente, sobretudo de jovens, de mulheres, de quadros técnicos e de líderes sociais, no marco de um projeto político de alto nível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sustentação econômica das atividades conjuntas deve surgir da contribuição de seus membros .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O núcleo organizativo básico do organismo serão as Equipes de Base que atuam em determinado bairro, município, centro educacional ou âmbito trabalhista . É a partir dessa base que o partido pode se organizar e se desenvolver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido Humanista se organizará em todos os níveis, de acordo com esses critérios, com a correspondente adequação às normas legais de cada país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Participação: membros plenos e aderentes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um membro pleno é aquele que genuinamente se interessa pelo trabalho no partido, conhece e está de acordo com suas teses e bases de ação política, participa de alguma atividade ou função, e difunde as propostas e idéias do partido. É um militante que vela pelo desenvolvimento do partido e contribui para seu financiamento, contribuindo com a cota anual estabelecida em cada país.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um membro aderente não assume compromissos, participa ocasionalmente e recebe informação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente os membros plenos têm direito de participar dos processos eleitorais internos, tanto para elegerem quanto para serem eleitos, e de participar das consultas feitas ao Partido para a tomada de decisões relevantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. As equipes de base&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São a estrutura básica do partido. Seus membros se aplicam em uma frente de ação, agindo sobre algum conflito, no nível vicinal ou municipal, universidades, âmbitos trabalhistas, etc. e através desse trabalho contatam as pessoas, somam aderentes, mobilizam, esclarecem, debatem, exigem das autoridades e promovem ações concretas. Também trabalham em funções necessárias para o conjunto e se ocupam de obter e manter o nível de adesões e filiações necessárias para manter a personalidade jurídica no distrito em que trabalham. Em períodos eleitorais, elaboram propostas locais, ocupam-se da conformação de candidaturas e realizam propaganda partidária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes podem ser formadas a partir da iniciativa de uma ou mais pessoas, por isso a referência dessa equipe começa sendo quem a formou, mas a partir de certo desenvolvimento a escolha do enlace dessa equipe com as outras instâncias do partido deve também submeter-se à votação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se alguém coloca em marcha várias equipes, ou de uma equipe original se multiplicam outras novas, possivelmente poderá existir certa referenciação dos mesmos com quem ajudou a colocá-las em andamento, mas não haverá uma relação orgânica com mais de uma equipe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada equipe será formada por determinado número de membros plenos, que serão aqueles filiados ao partido que contribuem com sua cota anual, e os mesmos terão direito a escolher mediante voto direto não somente o enlace dessa equipe, mas também as diversas funções em nível nacional e internacional, e decidir também mediante o voto a respeito de temas relevantes para o partido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada equipe poderá ter, além disso, uma grande quantidade de aderentes e colaboradores (filiados ou não), como consequência de sua ação permanente no meio, mas somente os membros plenos poderão participar das decisões do partido e nas funções que se julguem necessárias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Equipe de coordenação nacional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sob sua responsabilidade o planejamento e impulso das estratégias políticas nacionais, assim como a coordenação da realização das atividades internacionais em cada país. Será encarregada de dar um marco estratégico comum para todas as frentes de ação do partido, gerando âmbitos de intercâmbio e coordenação dos mesmos para potencializar seu crescimento e multiplicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cobrirá todas as funções no âmbito nacional (Secretaria General, Organização, Relações, Imprensa, Capacitação, Difusão, Legais, etc.), com pessoas que tenham sido eleitas por voto direto dos membros plenos. Para ter um funcionamento mais dinâmico, será recomendável que entre todas as funções haja uma tríade de coordenação, que possa também resolver certos temas, sem burocracias deliberativas. Realizará a análise da situação nacional e elaborará posicionamentos nesse nível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Administrará os fundos que correspondam ao nível nacional, de acordo com prioridades e critérios acordados no marco de um planejamento geral pelos dois anos de duração de sua gestão. Informará amplamente sobre o destino desses fundos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Manterá as relações com outros partidos em nível nacional, eventuais relações com o governo ou outras organizações. Estará em permanente contato com a orgânica do partido internacional para a aplicação de estratégias mundiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Instâncias intermediárias dentro de um país&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A princípio, não serão criadas internamente outras instâncias organizativas, já que tudo será planificado ou implementado através das equipes de base, em coordenação com a planificação da equipe nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se, devido a requisitos legais e divisões administrativas de cada país, forem necessários níveis intermédios de organização (municipais, departamentais, provinciais, regionais, estaduais, etc.), esses níveis intermediários serão, do ponto de vista interno, funções ad-hoc para dar resposta a tais particularidades, mas não conformarão níveis decisórios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em cada país, será possível avaliar se, por um grande crescimento quantitativo e geográfico do partido, tornam-se necessários os níveis decisórios intermediários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Orgânica Internacional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Partido Humanista Internacional estará constituído sob a forma de Federação de Partidos Humanistas. Estará coordenado por uma Equipe Internacional, eleito por voto direto dos membros plenos de todos os países membros, assegurando a participação das minorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir dessa orgânica internacional, circulará a informação em nível mundial, serão promovidas campanhas sobre temáticas mundiais, será planejado o desenvolvimento do partido em regiões ou países onde não esteja e se poderá definir o apoio a algum país em determinadas conjunturas. Também será realizada a análise da situação mundial e serão elaborados posicionamentos para o âmbito internacional, que em muitos casos também servirão aos âmbitos nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Independentemente dos requisitos legais em cada país para a obtenção de personalidade jurídica, poderão se incluir na federação aqueles partidos nacionais que contem com certas condições mínimas de organização, estabelecidas pela Junta Promotora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além dos partidos humanistas nacionais que integrem organicamente a federação, será dada especial importância ao âmbito da Internacional Humanista, como espaço (não orgânico) de convergência de outros partidos, organizações e pessoas que aderem às propostas humanistas. Esse espaço de convergência, impulsionado pelo Partido Humanista Internacional, mas aberto a uma ampla participação, poderá organizar fóruns internacionais, encontros e todo tipo de intercâmbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Enlace entre os três níveis&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No esquema internacional de uma Federação de Partidos Humanistas, cada partido nacional será autônomo em sua planificação nacional, mas em coincidência com uma estratégia mundial. Por sua vez, o esquema nacional será o de equipes de base com autonomia para a implementação de atividades, mas coordenando-se em um âmbito e uma planificação nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A eleição direta das funções nos três níveis, por parte dos membros plenos, assegurará que a direção geral seja a que a maioria dos membros apóie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os partidos de cada país estarão articulados com a orgânica internacional através de seu enlace com a Orgânica Internacional. As Equipes de Base estarão articuladas com a Equipe Nacional através do enlace de cada Equipe de Base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Financiamento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O partido deve se financiar para o sustento de suas atividades em todos os seus níveis, com a contribuição de todos os seus membros plenos. Para isso, será realizada uma coleta anual em que cada membro deverá contribuir com um montante, de acordo com o salário médio do país em que vive, ficando a cargo da equipe promotora de cada país a determinação de tal montante. Os fundos reunidos serão distribuídos entre o nível de base, o nível nacional e o nível internacional, em uma proporção estabelecida pela Equipe Promotora Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para reunir fundos para outras eventualidades, poderão ser realizadas campanhas informais em cada lugar, nas quais poderão participar também os aderentes. Nesses casos, em cada lugar será estabelecido o montante dessa campanha (nunca maior que o da campanha anual) e os fundos serão aplicados localmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pagamento da cota anual será requisito para que o afiliado tenha direito de votar e participar das decisões do partido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos países em que o partido receba fundos do Estado, tais recursos não serão destinados ao funcionamento interno do partido, para não criar dependência do Estado. Em cada país, se avaliará, de acordo com a legislação vigente, se tais recursos externos podem ser destinados como um todo a difusão ou a campanhas eleitorais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes Promotoras elaborarão os procedimentos adequados para assegurar o uso correto dos fundos com base em orçamentos prévios e a circulação da informação do que se faz com eles, além de prestação de contas anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Frentes e alianças eleitorais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Será importante para o desenvolvimento e posicionamento dos Partidos Humanistas, fortalecer a identidade dos mesmos. No entanto, se em algum caso se considere a possibilidade de realizar uma aliança eleitoral, a decisão deverá estar sujeita ao apoio da maioria dos membros plenos, por isso deverá ser referendada em uma eleição direta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De todos os modos, qualquer aliança eleitoral sempre deverá estar enquadrada dentro de certos parâmetros ideológicos e de princípios afins ao Humanismo Universalista. Qualquer exceção a isso que pudesse afetar o conjunto poderá ser impugnada pelo nível superior. Isso significa que, uma aliança municipal, provincial ou departamental com uma força que se opõe a nossos princípios poderá ser revista e impugnada pela Equipe Nacional. E o mesmo ocorreria com uma aliança em um nível nacional, que poderá ser avaliada e impugnada pela Equipe Internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. Candidatos eleitos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da planificação dos partidos, as campanhas eleitorais ganham vital importância, já que é através delas que se pode obter um maior posicionamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso em que um candidato humanista seja eleito, deve existir um plano acordado previamente sobre como se vai trabalhar em conjunto em torno da gestão desse candidato eleito. E tanto a atividade do candidato eleito quanto a atividade das equipes que trabalhem com ele devem se realizadas de acordo com esse plano, com a necessária autonomia operativa que se requer na ação cotidiana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes Promotoras poderão avaliar se incluirão algum requisito de antiguidade na filiação para poder apresentar-se como candidato em determinados níveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal interesse desses candidatos eleitos deverá ser o de produzir efeitos demonstração e o de mostrar condutas exemplares, em contraposição à mediocridade e ao oportunismo que reina na política tradicional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Procedimentos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto para a eleição de funções em diferentes níveis do partido quanto para a tomada de decisões relevantes que comprometem o conjunto, serão utilizados mecanismos de democracia direta, empregando também a tecnologia informática nos casos em que se possa assegurar a viabilidade de participação de todos os membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os cargos serão eletivos e renováveis. As Equipes Promotoras poderão avaliar possíveis limitações à reeleição nos cargos. Na Orgânica Internacional e Nacional, os cargos se renovarão a cada dois anos e, nas Equipes de Base, todos os anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os cargos serão eleitos por voto direto dos membros plenos. O enlace de uma Equipe de Base será eleito por todos os membros plenos dessa equipe. Os cargos da Equipe Nacional deverão ser eleitos por todos os membros plenos de cada país. As funções ad-hoc, necessárias para atender requerimentos legais ou eleitorais de divisões geográficas nos países, deveriam ser eleitas pelos membros plenos do nível que corresponda. Os cargos da Equipe Internacional devem ser eleitos pelos membros plenos de todos os países. E devem eleger-se da mesma maneira os porta-vozes e candidatos para eleições de cargos públicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes Promotoras elaborarão os detalhes do procedimento eleitoral para assegurar a transparência dos mesmos, a participação efetiva dos membros plenos e a inclusão de minorias na distribuição de cargos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O armado da estrutura partidária integral se dará da base para cima, e não ao contrário. Primeiro, irai se formando as equipes promotoras de base e logo estas irão se articulando até formar as equipes promotoras nacionais. Uma vez realizado isso, serão realizadas eleições internas nas quais serão eleitos todos os cargos em todos os níveis.&lt;br /&gt;
(1) Extraídas das Teses (ampliação dos princípios), aprovadas pelo 1º Congresso (Florença, 1989). &lt;br /&gt;
(2) Ficam a cargo dessa Equipe a definição dos detalhes de implementação, como calendários com datas das campanhas econômicas e eleições, parâmetros para a definição do montante da contribuição anual, distribuição por níveis de coordenação desses recursos, funções específicas das Equipes Promotoras Mundiais, determinação do logotipo oficial, etc&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Links=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.humanistmovement.net/index.php?secc=2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Mundo_sem_Guerras_e_sem_Viol%C3%AAncia&amp;diff=1456</id>
		<title>Mundo sem Guerras e sem Violência</title>
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		<updated>2016-04-28T14:07:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mundo sem Guerras e sem Violência (MSG) é um organismo do Movimento Humanista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mundo sem Guerras e sem Violência foi apresentado pela primeira vez em 1995, no Encontro Aberto do Humanismo realizado no Chile (Universidade de Santiago).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mundo sem Guerras e sem Violência é um movimento social cujo objetivo é a criação de uma consciência não-violenta mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova consciência será o passo necessário para um mundo livre de violência, não somente em sua expressão mais cruel, as guerras e a violência física, mas também livre da violência econômica, racial, religiosa, sexual, psicológica e moral.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trabalha em particular para o fim das guerras e dos conflitos armados em todo mundo. Luta pela eliminação completa das armas nucleares, pelo desarmamento proporcional e progressivo das armas convencionais, pela retirada das tropas invasoras dos territórios ocupados, pela renúncia por parte dos governos a utilizar a guerra como meio para resolver conflitos, através de reformas constitucionais que proíbam explicitamente o uso da guerra, e por uma redefinição do papel das Forças Armadas de hoje, estabelecendo como função primordial a prevenção das guerras. Para avançar nesse último ponto, é necessário ir limitando o uso das Forças Armadas, democratizar seu funcionamento e suas relações com a sociedade civil e colocá-las sob controle público.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua aspiração é unir o movimento antibélico, conectando os ramos do pacifismo e da não-violência dispersos geograficamente, e também dar seu ponto de vista sobre temas aparentemente não relacionados, para ir avançando em uma compreensão global das guerras e da violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eliminar as guerras representará sair definitivamente da pré-história humana e dar um passo gigante no caminho evolutivo de nossa espécie. Um &amp;quot;mundo sem guerras&amp;quot; é uma proposta que olha para o futuro e aspira a concretizar-se em cada canto do planeta para que o diálogo vá substituindo a violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O MSG postula o fato óbvio de que a grande maioria dos seres humanos não quer as guerras nem a violência, mas ao mesmo tempo não acredita que seja possível eliminá-las. Entende, portanto, que, além de realizar ações sociais, é necessário trabalhar revisando as crenças a respeito dessa suposta realidade imutável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Idéias básicas=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Sobre a [[guerra]]==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história universal registrou mais de 2.500 guerras, nas quais pereceram milhões de seres humanos. As guerras são realizadas para redistribuir, por meio da violência armada, os bens sociais, subtraindo-os de uns e entregando-os a outros . (1)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse interesse é disfarçado hoje com motivos religiosos, geopolíticos, &amp;quot;defesa&amp;quot; dos direitos humanos, etc. Ao mesmo tempo, o progresso tecnológico vai produzindo armas cada vez mais devastadoras que apontam cada vez mais à população civil, justificando-se como &amp;quot;dano colateral&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade contemporânea, existem poderosas forças sociais interessadas nas guerras, como o complexo militar-industrial, agrupações racistas, nacionalistas radicais e fundamentalistas, grupos mafiosos, etc. A venda de armas é um dos negócios mais lucrativos de muitos países, principalmente dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de todas as tentativas de vários organismos internacionais (entre eles a ONU), continua-se justificando a guerra e a violência como parte de uma suposta &amp;quot;natureza humana&amp;quot;. O MSG tem a visão humanista do ser humano como ser histórico, cuja forma de ação social muda sua própria natureza (2). Não somente as guerras e a violência acompanharam a humanidade em seu desenvolvimento histórico; vemos em quase cada época e em muitos pontos geográficos o surgimento de uma atitude ética, solidária, compassiva, revolucionária e humanizadora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==[[Violência]] e [[Não-violência ativa]]==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A existência humana está aberta ao mundo e atua nele intencionalmente. Ela pode nihilizar o mundo (e, portanto, o corpo, a natureza e/ou a sociedade) ou humanizá-lo. É a partir dessa liberdade que o ser humano escolhe aceitar ou negar as condições sociais em que nasce, desenvolve-se e morre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as formas de violência se manifestam como a negação da intencionalidade de outro ser humano (e, certamente, de sua liberdade), como ação de submergir o ser humano ou conjuntos humanos no mundo da natureza. É essa objetivação o que permite privar outros de seu direito à liberdade, à felicidade e, por último, à vida. É também essa liberdade o que permite a uma minoria apropriar-se do todo social em violenta concentração de riqueza e recursos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, organizou-se um sistema socioeconômico, de relações interpessoais e pautas existenciais cujo signo particular é a violência, que consideramos normal na maior parte do tempo, embora a dor e o sofrimento pessoal e social delatem a necessidade de transformar tal sistema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A não-violência já aparece muito cedo em quase todas as culturas e religiões em seus momentos mais humanistas, com diferentes expressões da Regra de Ouro, até concretizar-se no Princípio de Ação Válida: &amp;quot;quando tratas outros como queres que te tratem, te liberas&amp;quot; (3).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Emergente de tais experiências desenvolve-se, então, a não-violência como metodologia de ação. Desde os movimentos anti-escravistas e de descolonização até os movimentos pelos direitos civis das minorias raciais, os trabalhadores e as mulheres, passando pela oposição a regimes totalitários e ao armamentismo, sobretudo nuclear, a não-violência ativa apresenta-se como a única metodologia de ação que é coerente com seus objetivos. O Novo Humanismo a aplica desde o princípio, não a um conflito em particular, mas à criação de um sistema global, uma mudança de signo integral para o mundo em que vivemos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto o ser humano não realize plenamente uma sociedade humana, ou seja, uma sociedade em que o poder esteja no todo social e não em uma parte dele (submetendo e objetivando o conjunto), a violência será o signo sob o qual se realiza toda atividade social. Por isso, ao falar de violência, é necessário mencionar o mundo instituído e se a esse mundo se opõe uma luta não-violenta, deve-se destacar em primeiro lugar que uma atitude não-violenta é tal porque não tolera a violência. De maneira que não é o caso de justificar um determinado tipo de luta, mas de definir as condições de violência que esse sistema desumano impõe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais Oficiais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Documento Humanista , Silo, 1992&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  [[Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista]] , Centro de Estudos Parque Ponta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Obras Completas , Vol. I e II, [[Silo]], Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Desarmamento e reconciliação, por um mundo sem guerras , Rafael de La Rubia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  [[Autoliberação]] , Luis A. Ammann (edição atualizada em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos= &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Enquadramento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os lineamentos que nos damos têm por objetivo definir um modelo organizativo que canalize o impulso de milhões de pessoas que rejeitam as guerras e a violência em todas as áreas do quefazer humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trata-se, portanto, de uma organização mundial, humanista, aberta e participativa, onde todos os seus membros são parte plena e ativa na superação da violência, no fim das guerras e das invasões militares e da eliminação dos armamentos, sejam estes nucleares ou convencionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É uma organização onde cada participante é responsável pelo que realiza e constrói, mas principalmente onde todos os membros colaboram e impulsionam a construção de uma realidade melhor para toda a humanidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desse ponto de vista, é uma organização que, trabalhando a partir da base, organiza-se em distintos níveis, com a intenção de que esses níveis sejam um ponto de coordenação de ações comuns. A estrutura básica do Mundo sem Guerras são as &amp;quot;equipes de base&amp;quot; que desenvolvem suas atividades em bairros, escolas, universidades, lugares de trabalho, através da Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Membros e participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a todas as pessoas, sem discriminação alguma. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos do Mundo sem Guerras poderá integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planificadas, participar das reuniões de formação, capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam das reuniões, impulsionam seu próprio crescimento, capacitando-se com base nos trabalhos pessoais que o MSG promove. São os membros plenos que têm direito a voto nos distintos níveis e nas convocatórias de voto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Impulsionam, também, o desenvolvimento e a formação de novas Equipes de Base sem limitação geográfica. Os membros plenos são os que sustentam economicamente o MSG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros aderentes : recebem informação, participam de suas atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer frente de ação, grupo, organização ou agrupação poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; no MSG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Organização básica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando um grupo de pessoas se coloca de acordo para impulsionar atividades do MSG, reunindo-se periodicamente, aprofundando na prática e no estudo da não-violência no campo pessoal e social, estamos diante de uma primeira organização de base que chamamos de &amp;quot; Grupo Promotor do MSG &amp;quot; ( GP ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse grupo não apenas promove as atividades que lhe são próprias, mas promove também entre seus membros relações e condutas baseadas na Regra de Ouro: &amp;quot;trata os demais como queres ser tratado&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses grupos promotores do MSG são coordenados em um primeiro momento por aquela pessoa que promoveu sua criação e que os desenvolve seguindo os objetivos expostos nos documentos e materiais oficiais do Mundo sem Guerras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando estes &amp;quot;grupos promotores do MSG&amp;quot; alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 membros plenos), obtêm permanência em suas reuniões e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe, ficam constituídos como uma Equipe de Base do MSG .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As equipes de base do MSG podem gerar vínculos com outros grupos e organizações de seu meio (intercâmbio, ações conjuntas e colaboração), mas sem estabelecer uma relação orgânica com eles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes ou grupos de base do MSG impulsionam a implementação de três mecanismos ou funções básicas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação para outras pessoas, para outras redes e organizações com o objetivo de divulgar suas propostas e ferramentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e um intercâmbio fluidos com outras equipes de base e com outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à progressiva formação de seus membros, oferecendo-lhes as ferramentas para a superação da violência interna e externa. Esses estudos e práticas encontram-se desenvolvidos em seus principais materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Coordenação em distintos níveis (nacional, mundial)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade da &amp;quot; Equipe de Coordenação Mundial do MSG &amp;quot; ( ECM ), integrada por 12 membros eleitos por votação direta dos membros plenos do Mundo sem Guerras de todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conformação da ECM leva em conta a representação de minorias étnicas, culturais e regionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ECM tem responsabilidades de coordenação geral mundial e poderá propor ações conjuntas de diferentes amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As tarefas da Equipe de Coordenação Mundial são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de ações conjuntas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Informação mundial aos Grupo de Base (boletim mundial);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Site oficial (página Web mundial oficial nos diversos idiomas em que se encontrarão os materiais oficiais e toda a informação mundial necessária);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Comunicados mundiais oficiais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Relações com outras organizações em nível mundial;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Admissão de organizações e/ou frentes que, atuando em nível regional ou mundial, desejam incorporar-se como &amp;quot;aderentes&amp;quot; do MSG.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer proposta ou ação que inclua a modificação dos materiais oficiais ou de aspectos organizativos importantes do MSG deverá ser submetida à votação direta de todos os seus membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação nacional é responsabilidade da &amp;quot; Equipe de Coordenação Nacional do MSG &amp;quot; ( ECN ), integrada por 12 membros eleitos por votação direta dos membros plenos do Mundo sem Guerras de todo o país, a cada dois anos. Cumpre com as mesmas funções do ECM no nível que lhe é próprio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sintetizando, os ECNs e o ECM são órgãos permanentes de coordenação, eleitos pelo voto direto dos membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros níveis de coordenação são temporários e respondem a necessidades conjunturais. Estes serão formados quando for necessário (ações conjuntas, fóruns, campanhas, etc.), mas não terão caráter permanente como os ECNs e o ECM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes de Base do MSG, assim como as Equipes de Coordenação de país e mundial poderão, se considerarem necessário , definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Função de porta-voz: responsável por representar o Mundo sem Guerras em atividades institucionais, diante da imprensa e em toda atividade ou situação onde for necessário expor os pontos de vista do Mundo sem Guerras;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Funções de relações com outras organizações;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Funções legais e jurídicas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Funções de imprensa e difusão;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Outras funções ad-hoc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação direta dos membros plenos das respectivas equipes (de base, de coordenação de país e mundial), e têm uma duração de 1 ano, no caso das equipes de base, e 2 anos nas equipes de coordenação de país e mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são de serviço ao conjunto, conforme a orientação com lineamentos precisos dada pela equipe de coordenação. Além disso, podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Economias&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mundo sem Guerras se autosustenta com a contribuição voluntária de seus membros. Realiza-se uma coleta anual para o sustento das atividades conjuntas com a participação de todos os membros plenos do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O montante das coletas é definido pelas &amp;quot;equipes de coordenação de país&amp;quot;, tomando como base uma porcentagem do salário médio do país em questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta é distribuída de maneira proporcional entre as equipes de base, equipes de coordenação de país e a equipe de coordenação mundial, segundo proporção definida pela Equipe Promotora Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas, também, coletas ocasionais com base nas necessidades que surjam, das quais participarão de forma voluntária os membros plenos e aderentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os montantes de tais coletas ocasionais nunca poderão superar o montante da coleta anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os recursos para seu sustento provêm das contribuições de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Aspectos Institucionais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mundo Sem Guerras se constitui em nível mundial como Federação e não tem fins lucrativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento do MSG em cada país e com o fim de facilitar o desenvolvimento dos objetivos em sua relação com seu meio, as Equipes tendem a obter sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins lucrativos&amp;quot; (ou figura similar, conforme a normativa de cada país).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas associações refletirão uma orgânica e princípios idênticos aos expostos nos materiais organizativos oficiais em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1) Silo, Dicionário Humanista . Obras Completas , Vol. II, Plaza y Valdés, 2002 &lt;br /&gt;
(2) Silo, IV Carta a meus amigos . Obras Completas , Vol. I, Plaza y Valdés, 2002 &lt;br /&gt;
(3) Silo. Humanizar a Terra , Obras Completas, Vol. I, Plaza y Valdés, 2002 &lt;br /&gt;
(4) Ficam a cargo dessa Equipe a definição dos detalhes de implementação, como calendários com datas das campanhas econômicas e eleições, parâmetros para a definição do montante da contribuição anual, distribuição por níveis de coordenação desses recursos, funções específicas das Equipes Promotoras Mundiais, determinação do logotipo oficial, etc.&lt;br /&gt;
Ir para o início...&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
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		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Altru%C3%ADsmo&amp;diff=1196</id>
		<title>Altruísmo</title>
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		<updated>2016-04-02T13:49:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(do fr. Altruisme). Esmero e complacência no bem alheio, ainda que com prejuízo próprio e por motivos puramente humanos. Trata-se do serviço ao bem-estar dos outros, da disposição para o sacrifício dos interesses pessoais para beneficio da outras pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta palavra foi introduzida na linguagem científica e filosófica por Comte, que a utilizou para constituir a doutrina moral do Positivismo. Na experiência do altruísmo Comte viu, além do mais, um critério de experiência capaz de se opor ao egoísmo cotidiano e também ao egoísmo como fator de progresso, defendido pelo Liberalismo. O altruísmo, assim como a [[solidariedade]]  e a [[reciprocidade]], são próprios da ética humanista, porque estas atitudes contribuem para o progresso do gênero humano, para a solução favorável e justa dos conflitos interpessoais e sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[it: altruismo]]&lt;br /&gt;
[[es: Altruísmo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
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		<title>Altruísmo</title>
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		<updated>2016-04-02T12:53:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: lenguas&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(do fr. Altruisme). Esmero e complacência no bem alheio, ainda que com prejuízo próprio e por motivos puramente humanos. Trata-se do serviço ao bem-estar dos outros, da disposição para o sacrifício dos interesses pessoais para beneficio da outras pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta palavra foi introduzida na linguagem científica e filosófica por Comte, que a utilizou para constituir a doutrina moral do Positivismo. Na experiência do altruísmo Comte viu, além do mais, um critério de experiência capaz de se opor ao egoísmo cotidiano e também ao egoísmo como fator de progresso, defendido pelo Liberalismo. O altruísmo, assim como a [[solidariedade]]  e a [[reciprocidade]], são próprios da ética humanista, porque estas atitudes contribuem para o progresso do gênero humano, para a solução favorável e justa dos conflitos interpessoais e sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[it: altruismo]]&lt;br /&gt;
[[es: altruismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
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		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Alegorias,_fun%C3%A7%C3%B5es_das&amp;diff=1176</id>
		<title>Alegorias, funções das</title>
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		<updated>2016-04-02T11:09:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;a) relatar situações compensando dificuldades de abrangência total; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) é possível atuar indiretamente sobre as situações reais, ao apreendêlas alegoricamente; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c) corno sistema de imagens, tendem a deslocar cargas da [[consciência]] para os centros de resposta (riso, choro, ato amoroso, confrontação agressiva, etc.), produzindo, assim descargas de tensões do [[psiquismo]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Auto-Libertação vocabulário]]&lt;br /&gt;
[[it: Allegoria, funzioni della]]&lt;br /&gt;
[[es:Alegoría, funciones de la]]&lt;/div&gt;</summary>
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		<title>Alegorias, funções das</title>
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		<updated>2016-04-02T11:08:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;a) relatar situações compensando dificuldades de abrangência total; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) é possível atuar indiretamente sobre as situações reais, ao apreendêlas alegoricamente; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c) corno sistema de imagens, tendem a deslocar cargas da [[consciência]] para os centros de resposta (riso, choro, ato amoroso, confrontação agressiva, etc.), produzindo, assim descargas de tensões do [[psiquismo]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Auto-Libertação vocabulário]]&lt;br /&gt;
[[it: Allegoria, funzioni della]]&lt;br /&gt;
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		<updated>2016-04-02T11:06:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;a) relatar situações compensando dificuldades de abrangência total; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) é possível atuar indiretamente sobre as situações reais, ao apreendêlas alegoricamente; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c) corno sistema de imagens, tendem a deslocar cargas da [[consciência]] para os centros de resposta (riso, choro, ato amoroso, confrontação agressiva, etc.), produzindo, assim descargas de tensões do [[psiquismo]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Auto-Libertação vocabulário]]&lt;br /&gt;
[[it: Allegorie, funzione delle]]&lt;br /&gt;
[[es:Alegorias, función de las]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
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		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Categoria:Organismos_do_Movimento_Humanista&amp;diff=1146</id>
		<title>Categoria:Organismos do Movimento Humanista</title>
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		<updated>2016-04-02T09:59:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: Criou a página com &amp;quot;Organismos do Movimento Humanista&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Organismos do Movimento Humanista&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
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		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Aliena%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=1136</id>
		<title>Alienação</title>
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		<updated>2016-04-02T09:57:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(de alienar e este do lat. Alienare: enajenar). Tergiversação do equilíbrio dos fatores da atividade individual e social em favor da coisificação dos valores e em prejuízo de outros intangíveis psicológicos que fazem parte do desenvolvimento do [[ser humano]].&lt;br /&gt;
A palavra “alienação”, tomada de Hegel em sua Fenomenologia do Espírito, pode também ser traduzida como despossessão, alheamento ou alienamento. Neste autor, alienação aparece encarnando uma “consciência infeliz”, uma “consciência de si como natureza dividida”. Este filosofo considera que a consciência pode ser experimentada como separada da realidade à qual pertence, o que dá um registro de “rasgamento” da consciência consigo mesma. A popularidade desta idéia cresceu quando Feurbach a considerou no seu aspecto “natural – social”, influindo na interpretação que dela fez Marx nos Manuscritos econômicos e sociais, de 1844.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o desenvolvimento do Estado e a complicação da vida social, o individuo é cada vez mais esmagado pelo social, antes que nada pela autoridade e o poder alheios, sacrificando sua própria liberdade e interesse. Mas, na medida em que evolui a sociedade civil, amplia-se a camada dos cidadãos que participam de diferentes formas nos assuntos sociais e estatais, na tomada de decisões e na gestão social, até chegar à [[propriedade do trabalhador]], das fontes e meios de produção. Os marcos inicialmente estreitos da Democracia se ampliam abarcando a maioria da população adulta, mesmo quando essa Democracia tenha, até hoje, caráter mais ou menos formal. Os estrangeiros e os apátridas, inicialmente privados dos direitos civis, cobram certos direitos, estabelecidos nacional e internacionalmente. Por outra parte, o desenvolvimento da técnica subordina cada vez mais o ser humano à ação da máquina, mudando seu ritmo de vida e constringindo muitas de suas funções orgânicas. O progresso no plano cientifico – técnico assegura às pessoas o domínio das forças naturais cada vez com maior amplitude, o que lhes dá inusitada mobilidade no espaço, acelerando o “tempo” social, realizando comunicações mais variadas, abrindo a saída ao cosmos, permitindo-lhes criar meios artificiais de habitação que correspondem às suas necessidades. Não obstante, todos estas conquistas têm gerado novos perigos, colocando sob ameaça a existência da vida na Terra. O desenvolvimento da cultura e, sobretudo, da corrente informativa em geral, testemunha o progresso intelectual, mas também mostra o crescimento do controlo subjetivo sobre a existência individual, subordinando-a a impulsos e pensamentos alheios. No plano da cultura e da arte, o [[ser humano]] passa para a criação de um mundo novo com propriedades não existentes na natureza. A diversidade tem crescido bastante, mas, juntamente com a ampliação dos marcos humanos da cultura, se revela uma tendência para a uniformidade, o que pode levar à obstrução da civilização como sistema fechado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A crescente divisão do trabalho, a ampliação do mercado, o aumento da tecnologia e as comunicações, têm correspondência com a desestruturação geral das antigas formas institucionais e modos de relação social, se evidenciando mudanças também no comportamento coletivo e pessoal, que desequilibram a adaptação crescente (*) às novas situações. Por uma parte, a inércia social de instituições e formas de relação obsoletas não fornecem apoio para transitar o momento de cambio que está se evidenciando; por outro, as exigências de progresso não mostram uma direção clara do desenvolvimento. Esta situação se experimenta como uma das tantas alienações que estão batendo nas portas da civilização. Estas perturbações se expressam em agressividade crescente, neuroses, suicídio, etc. Ocorre o fetichismo dos mecanismos sociais e tecnológicos em detrimento das relações interpessoais propriamente humanas e em prejuízo da perfeição espiritual e moral dos seres humanos. O poder, a cultura, a vida espiritual, se concentram em mãos de elites reduzidas, tendo como resultado os indivíduos ficarem em situação dependente devido a sua separação dos bens e valores vitais. A personalidade se converte em objeto de manipulação e exploração, o isolamento e a solidão crescem e cada pessoa se sente mais desnecessária, abandonada e sem forças. Todo isto abre possibilidades para a manipulação da consciência e conduta dos povos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O [[Novo Humanismo]] vê na alienação não tanto um problema econômico quanto existencial, vital e moral; por isso propõe como objetivo a diminuição do nível de alienação como estado perigoso que deforma a personalidade. A crise da civilização contemporânea é engendrada em grande parte pela hipertrofia de alteração e violência, por um lado, e pela busca dos caminhos da superação pelo outro. A humanidade aspira a assegurar o progresso nos novos caminhos sem a ampliação da alienação. O futuro não será privado de elementos de alienação, mas, o [[ser humano]] pode atuar de um modo consciente numa direção determinada sobre o social e sobre si mesmo, para harmonizar fatores externos e internos de sua vida. Neste sentido, o Novo Humanismo representa um grande movimento contra o perigo da alienação crescente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es:alienación]]&lt;br /&gt;
[[it:alienazione]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
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		<title>Alienação</title>
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		<updated>2016-04-02T09:56:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(de alienar e este do lat. Alienare: enajenar). Tergiversação do equilíbrio dos fatores da atividade individual e social em favor da coisificação dos valores e em prejuízo de outros intangíveis psicológicos que fazem parte do desenvolvimento do [[ser humano]].&lt;br /&gt;
A palavra “alienação”, tomada de Hegel em sua Fenomenologia do Espírito, pode também ser traduzida como despossessão, alheamento ou alienamento. Neste autor, alienação aparece encarnando uma “consciência infeliz”, uma “consciência de si como natureza dividida”. Este filosofo considera que a consciência pode ser experimentada como separada da realidade à qual pertence, o que dá um registro de “rasgamento” da consciência consigo mesma. A popularidade desta idéia cresceu quando Feurbach a considerou no seu aspecto “natural – social”, influindo na interpretação que dela fez Marx nos Manuscritos econômicos e sociais, de 1844.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com o desenvolvimento do Estado e a complicação da vida social, o individuo é cada vez mais esmagado pelo social, antes que nada pela autoridade e o poder alheios, sacrificando sua própria liberdade e interesse. Mas, na medida em que evolui a sociedade civil, amplia-se a camada dos cidadãos que participam de diferentes formas nos assuntos sociais e estatais, na tomada de decisões e na gestão social, até chegar à propriedade do trabalhador (*), das fontes e meios de produção. Os marcos inicialmente estreitos da Democracia se ampliam abarcando a maioria da população adulta, mesmo quando essa Democracia tenha, até hoje, caráter mais ou menos formal. Os estrangeiros e os apátridas, inicialmente privados dos direitos civis, cobram certos direitos, estabelecidos nacional e internacionalmente. Por outra parte, o desenvolvimento da técnica subordina cada vez mais o ser humano à ação da máquina, mudando seu ritmo de vida e constringindo muitas de suas funções orgânicas. O progresso no plano cientifico – técnico assegura às pessoas o domínio das forças naturais cada vez com maior amplitude, o que lhes dá inusitada mobilidade no espaço, acelerando o “tempo” social, realizando comunicações mais variadas, abrindo a saída ao cosmos, permitindo-lhes criar meios artificiais de habitação que correspondem às suas necessidades. Não obstante, todos estas conquistas têm gerado novos perigos, colocando sob ameaça a existência da vida na Terra. O desenvolvimento da cultura e, sobretudo, da corrente informativa em geral, testemunha o progresso intelectual, mas também mostra o crescimento do controlo subjetivo sobre a existência individual, subordinando-a a impulsos e pensamentos alheios. No plano da cultura e da arte, o [[ser humano]] passa para a criação de um mundo novo com propriedades não existentes na natureza. A diversidade tem crescido bastante, mas, juntamente com a ampliação dos marcos humanos da cultura, se revela uma tendência para a uniformidade, o que pode levar à obstrução da civilização como sistema fechado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A crescente divisão do trabalho, a ampliação do mercado, o aumento da tecnologia e as comunicações, têm correspondência com a desestruturação geral das antigas formas institucionais e modos de relação social, se evidenciando mudanças também no comportamento coletivo e pessoal, que desequilibram a adaptação crescente (*) às novas situações. Por uma parte, a inércia social de instituições e formas de relação obsoletas não fornecem apoio para transitar o momento de cambio que está se evidenciando; por outro, as exigências de progresso não mostram uma direção clara do desenvolvimento. Esta situação se experimenta como uma das tantas alienações que estão batendo nas portas da civilização. Estas perturbações se expressam em agressividade crescente, neuroses, suicídio, etc. Ocorre o fetichismo dos mecanismos sociais e tecnológicos em detrimento das relações interpessoais propriamente humanas e em prejuízo da perfeição espiritual e moral dos seres humanos. O poder, a cultura, a vida espiritual, se concentram em mãos de elites reduzidas, tendo como resultado os indivíduos ficarem em situação dependente devido a sua separação dos bens e valores vitais. A personalidade se converte em objeto de manipulação e exploração, o isolamento e a solidão crescem e cada pessoa se sente mais desnecessária, abandonada e sem forças. Todo isto abre possibilidades para a manipulação da consciência e conduta dos povos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O [[Novo Humanismo]] vê na alienação não tanto um problema econômico quanto existencial, vital e moral; por isso propõe como objetivo a diminuição do nível de alienação como estado perigoso que deforma a personalidade. A crise da civilização contemporânea é engendrada em grande parte pela hipertrofia de alteração e violência, por um lado, e pela busca dos caminhos da superação pelo outro. A humanidade aspira a assegurar o progresso nos novos caminhos sem a ampliação da alienação. O futuro não será privado de elementos de alienação, mas, o [[ser humano]] pode atuar de um modo consciente numa direção determinada sobre o social e sobre si mesmo, para harmonizar fatores externos e internos de sua vida. Neste sentido, o Novo Humanismo representa um grande movimento contra o perigo da alienação crescente. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es:alienación]]&lt;br /&gt;
[[it:alienazione]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Atitude_humanista&amp;diff=1116</id>
		<title>Atitude humanista</title>
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		<updated>2016-04-02T09:54:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A a.h. já estava presente antes de cunhar palavras como “humanismo”, “humanista” e outras do tipo. No que diz respeito à atitude mencionada, é posição comum dos humanistas das diferentes culturas: &lt;br /&gt;
1- a localização do [[ser humano]] como valor e preocupação central; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- a afirmação da [[igualdade]] de todos os seres humanos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- o reconhecimento da [[diversidade]] pessoal e cultural; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4- a tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima do aceito ou imposto como verdade absoluta; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5- a afirmação da [[liberdade]] de ideias e crenças e &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6- o repúdio à [[violência]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A a.h. fora de todo questionamento teórico, pode ser compreendida como uma “sensibilidade”, como um posicionamento frente ao mundo humano, no qual se reconhece a [[intenção]] e a [[liberdade]] em outros, e no qual são assumidos compromissos de luta não violenta contra a [[discriminação]] e a [[violência]] (ver [[momento humanista]]).&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es: actitud humanista]]&lt;br /&gt;
[[it: atteggiamento umanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=A_Comunidade_para_o_Desenvolvimento_Humano&amp;diff=1106</id>
		<title>A Comunidade para o Desenvolvimento Humano</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=A_Comunidade_para_o_Desenvolvimento_Humano&amp;diff=1106"/>
		<updated>2016-04-02T09:53:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:lc.jpg|right|thumb|200px]]&lt;br /&gt;
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano é um organismo do [[Movimento Humanista]]; foi criada em meados de 1980 como o organismo social e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os objetivos da Comunidade para o Desenvolvimento Humano são o estudo, o desenvolvimento, a difusão e a instalação de uma nova cultura apoiada nas idéias fundamentais do Humanismo Universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova cultura será o correlato de uma configuração de consciência avançada em que todo tipo de violência provoque repugnância. A instalação de tal estruturação de consciência não-violenta nas sociedades seria uma conquista cultural profunda. Isso iria além das idéias ou das emoções que se manifestam de maneira débil nas sociedades atuais, para começar a fazer parte do tecido psicossomático e psicossocial do ser humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[atitude humanista]], aspecto essencial dessa nova cultura, para além de toda proposição teórica, pode ser compreendida como uma &amp;quot;sensibilidade&amp;quot;, como um posicionamento frente ao mundo humano, no qual se reconhecem a intenção e a liberdade em outros e em que se assumem compromissos de luta não-violenta contra a discriminação e a violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade impulsiona projetos para a aplicação concreta dessa nova cultura nos diversos âmbitos da vida pessoal e social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova cultura se fundamenta em uma nova concepção do ser humano da qual derivam uma escala de valores, uma metodologia de ação e um projeto pessoal e social .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma escala de valores cujos 6 pontos fundamentais são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em primeiro lugar, a localização do ser humano como valor e preocupação central, de tal modo que nada esteja acima do ser humano e que nenhum ser humano esteja acima de outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em segundo lugar, afirma a igualdade de todas as pessoas e, portanto, trabalha pela superação da simples formalidade de igualdade de direitos perante a lei, para avançar em direção a um mundo de oportunidades iguais para todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em terceiro lugar, reconhece a diversidade pessoal e cultural e, portanto, afirma as características próprias de cada povo, condenando toda discriminação realizada em função de diferença econômica, racial, étnica e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em quarto lugar, promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima das limitações impostas ao pensamento por preconceitos aceitos como verdades absolutas ou imutáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em quinto lugar, afirma a liberdade de idéias e crenças e, por último, repudia toda forma de violência, entendendo não somente a violência física como único fator, mas também a violência econômica, a violência racial, a violência religiosa, a violência moral e psicológica como casos cotidianos e arraigados em todas as regiões do planeta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma metodologia de ação pessoal e social baseada na &amp;quot; não-violência ativa &amp;quot;. Essa metodologia promove uma atitude social e pessoal frente à vida, que tem como ferramentas principais de ação conjunta e conduta pessoal e social:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Rechaço e vazio às diferentes formas de discriminação e violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A não-colaboração com as práticas violentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A denúncia de todos os fatos de violência e discriminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A desobediência civil frente à violência institucionalizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A organização e mobilização social, voluntária e solidária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O apoio decidido a tudo aquilo que favoreça a não-violência ativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A superação das raízes da violência em si mesmo, o desenvolvimento das virtudes pessoais e das melhores e mais profundas aspirações humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo essa metodologia, a ação pela transformação social não se opõe à ação pela transformação pessoal. Pelo contrário, A Comunidade as entende como intimamente vinculadas e, por conseguinte, propõe uma atuação simultânea para superar tanto a violência social (externa) quanto a violência pessoal (interna).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um projeto pessoal e social que trata de superar a crise atual de violência, desorientação e falta de sentido que o ser humano sofre. Esse projeto se sintetiza no ideal de humanizar a Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos organizativos= &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Aspectos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses lineamentos têm por objetivo definir um modelo organizativo de acordo com a nova etapa que se inicia, impulsionando o crescimento da Comunidade no que diz respeito a membros que participam, ação no meio e alcance geográfico e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano é uma organização que tem caráter universal . Nesse sentido, seus membros, independentemente do lugar onde atuam, sentem-se parte de uma mesma ação mundial humanizadora que se expressa de maneira diversificada, mas convergente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas formas de participação são abertas e flexíveis. Trata-se de uma organização de base humana em que cada pessoa se faz responsável por aquilo que impulsiona e constrói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estruturas básicas e fundamentais da Comunidade são as &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot; que desenvolvem suas atividades em nível barrial, familiar, de grupo de amigos, escolas, universidades, de cidade, de modo virtual, por Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os grupos iniciais da Comunidade (&amp;quot;grupos promotores da Comunidade&amp;quot;) são coordenados em um primeiro momento por aquela pessoa que os colocou em marcha e que os desenvolve, seguindo os objetivos expostos nos documentos e materiais oficiais da Comunidade. Esses &amp;quot;grupos promotores&amp;quot; tornam-se &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot; quando obtêm um mínimo desenvolvimento (aproximadamente 10 membros plenos), permanência (reuniões periódicas) e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe e de conexão com a &amp;quot;Equipe de Coordenação&amp;quot; da Comunidade do país ou com a equipe mundial, caso não exista a nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. A coordenação local e mundial&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme vão se desenvolvendo essas &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot;, vão apresentando necessidades de coordenação com outros grupos da Comunidade que atuam no mesmo país. Quando isso acontece, essa coordenação é assumida por uma &amp;quot;Equipe de Coordenação de País&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot; têm por função coordenar ações conjuntas (campanhas, fóruns, respostas a situações no meio, etc.), coordenar respostas a necessidades conjuntas, conduzir questões administrativas e legais (se fossem necessárias), escolher seu porta-voz e coordenar as relações com a imprensa e com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot; são formadas pelo máximo de 12 pessoas e pelo mínimo de 4, escolhidas por votação direta dos membros ou sócios plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade da &amp;quot;Equipe de Coordenação Mundial da Comunidade&amp;quot;, integrada por 12 membros escolhidos pela votação direta dos membros plenos da Comunidade de todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A formação da Equipe de Coordenação Mundial leva em conta a representação de minorias étnicas, culturais e regionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Equipe de Coordenação Mundial tem responsabilidades de coordenação geral mundial e pode propor ações conjuntas de diversas amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As tarefas da Equipe de Coordenação Mundial são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de ações conjuntas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de respostas a necessidades conjuntas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Informação mundial aos Grupos de Base (boletim mundial).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Atender à representação e participação das minorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Website oficial (nos diversos idiomas em que se encontrarão os materiais oficiais e toda informação mundial necessária).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Comunicados mundiais oficiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Relacionamento com outras organizações em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Admissão de organizações e/ou frentes que, atuando em nível regional ou mundial, desejam incorporar-se como &amp;quot;aderentes&amp;quot; da Comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer proposta ou ação que inclua a modificação dos materiais oficiais ou de aspectos organizativos importantes do organismo deverá ser submetida à votação direta de todos seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros níveis de coordenação, como municipais ou regionais, serão formados provisoriamente, quando for necessário (ações conjuntas, fóruns, campanhas, etc.), mas não terão caráter permanente, como têm as Equipes de Coordenação de País e a Equipe de Coordenação Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sintetizando este ponto, as Equipes de Coordenação de País e a Equipe de Coordenação Mundial são órgãos permanentes de coordenação, escolhidos pelo voto direto dos membros plenos das &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot;, enquanto outros níveis de coordenação (da cidade ou da região) são temporários e respondem a necessidades conjunturais. Para a formação das equipes de país e da equipe mundial, não haverá possibilidade de reeleição em períodos consecutivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Equipes de Base da Comunidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando um grupo de pessoas se reúne periodicamente em torno dos materiais da Comunidade com o objetivo de organizar atividades de formação e práticas de não-violência, de vazio, denúncia e não-colaboração com a violência, realização de ações exemplares não-violentas e, quando, além disso, os participantes desse grupo se ocupam também da superação de sua própria violência interna, estamos diante de uma primeira organização de base que chamamos de &amp;quot;grupo promotor da Comunidade&amp;quot;. As relações e as condutas pessoais e grupais dessa equipe se apóiam na Regra de Ouro: &amp;quot;trata os demais como queres ser tratado&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também grupos da Comunidade para o Desenvolvimento Humano que desenvolvem suas atividades de modo virtual, aproveitando o uso das novas tecnologias via Web e Internet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes ou grupos de base da Comunidade impulsionam o funcionamento de três mecanismos ou funções básicas para seu desenvolvimento:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação para outras pessoas, outras redes e organizações, com o objetivo de divulgar e implementar na prática suas propostas e ferramentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e intercâmbio fluidos com outras equipes de base e com outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à formação progressiva de seus membros, propiciando-lhes ferramentas para a superação da violência interna e externa. Esses estudos e práticas encontram-se desenvolvidos em seus principais materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando esses &amp;quot;grupos promotores da Comunidade&amp;quot; alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 membros plenos), obtêm permanência em suas reuniões e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe e de conexão com a &amp;quot;Equipe de Coordenação de País ou Mundial&amp;quot;, torna-se uma &amp;quot;Equipe de Base da Comunidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Exemplo: Equipe Base da Comunidade &amp;quot;Bairro Flores&amp;quot;, EB da Comunidade &amp;quot;Não-violência Ativa-Bombaim&amp;quot;, etc.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes da Comunidade podem gerar vínculos com outros grupos e organizações de seu meio (intercâmbio, ações conjuntas e colaboração), mas por nenhum motivo estabelecem uma relação orgânica com nenhum deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes de Base da Comunidade, assim como as Equipes de Coordenação de País e Mundial poderão, se considerarem necessário, definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, como por exemplo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Função de porta-voz: responsável por representar a Comunidade em atividades institucionais, diante da imprensa e em toda atividade ou situação onde seja necessário expor os pontos de vista da Comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de relações com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Participação de minorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções legais e jurídicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de imprensa e difusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Outras funções ad-hoc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação direta dos membros das respectivas equipes (de base, coordenação de país e mundial) e têm duração de 1 ano, no caso das equipes de base, e 2 anos nas equipes de coordenação de país e mundial. Essas funções são exclusivamente de relação com o meio, de serviço para o conjunto - não de orientação - respondem a um mandato com lineamentos precisos e podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a toda pessoa, sem qualquer discriminação. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos da Comunidade pode integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planejadas, participar de suas reuniões de formação e capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam das reuniões, contribuem na campanha econômica anual, impulsionam seu crescimento e se capacitam com base nos trabalhos pessoais promovidos pela Comunidade. São os responsáveis por eleger por votação direta os delegados de sua equipe para as Equipes de Coordenação e os integrantes das Equipes de Coordenação de País e/ou Mundial. Impulsionam também o desenvolvimento e a formação de novas Equipes de Base sem limitação geográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros aderentes : recebem informação, participam de suas atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer frente de ação, grupo, organização ou agrupação poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; da Comunidade e, sem perder sua própria identidade, manifesta sua adesão aos princípios que inspiram A Comunidade e mantém com esta relações de mútua colaboração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eventualmente e no caso em que membros plenos ou equipes de base apóiem propostas, ações ou procedimentos que se oponham claramente aos objetivos do organismo, A Comunidade poderá retirar o reconhecimento como integrantes da Comunidade de tais membros ou equipes de base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Livro da Comunidade]] (edição de 2009 atualizada)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista]], Centro de Estudos Parque Ponta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[O Documento Humanista]], Silo (1992)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Autoliberação]], Luis A. Ammann. (edição atualizada em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Obras Completas, Vol. I e II, Silo. (Ed. Plaza y Valdéz, 2002)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também numerosas contribuições que os membros da Comunidade vão fazendo, ao desenvolverem seus pontos de vista e em sua aplicação a campos específicos - contribuições estas que vão ampliando a bibliografia recomendada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Economias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade se auto-financia com a contribuição voluntária de seus membros. Realiza-se uma campanha econômica anual para o sustento de atividades conjuntas, na qual participam todos os membros plenos do mundo. O montante das coletas é definido pelas &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot;, tomando como base uma percentagem do salário médio do país em questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta é distribuída de maneira proporcional entre as equipes de base, equipes de coordenação de país e a equipe de coordenação mundial, segundo proporção definida pela Equipe Promotora Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas também coletas ocasionais em função de necessidades que surjam, nas quais participarão de forma voluntária os membros plenos e aderentes do organismo. Os montantes de tais coletas ocasionais nunca poderão superar o montante da coleta anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os recursos para seu sustento provêm de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Aspectos institucionais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento da Comunidade em cada país e com o fim de facilitar o desenvolvimento dos objetivos em relação com seu meio, as Equipes da Comunidade tendem a obter sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins de lucrativos&amp;quot; (ou figura similar, conforme as leis de cada país).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas &amp;quot;associações civis sem fins lucrativos&amp;quot; refletirão, na prática, uma orgânica, objetivos e princípios idênticos aos propostos nos materiais organizativos oficiais da Comunidade em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nível mundial, A Comunidade se organiza como uma &amp;quot;Federação Mundial&amp;quot; que agrupa todas as Equipes da Comunidade do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Federação Mundial de Equipes da Comunidade para o Desenvolvimento Humano&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Associação Civil sem Fins Lucrativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: Organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[es: La Comunidad para el Desarrollo Humano]]&lt;br /&gt;
[[it: Comunità per lo Sviluppo Umano]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=A_Comunidade_para_o_Desenvolvimento_Humano&amp;diff=1096</id>
		<title>A Comunidade para o Desenvolvimento Humano</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=A_Comunidade_para_o_Desenvolvimento_Humano&amp;diff=1096"/>
		<updated>2016-04-02T09:52:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Comunidade para o Desenvolvimento Humano é um organismo do [[Movimento Humanista]]; foi criada em meados de 1980 como o organismo social e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os objetivos da Comunidade para o Desenvolvimento Humano são o estudo, o desenvolvimento, a difusão e a instalação de uma nova cultura apoiada nas idéias fundamentais do Humanismo Universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova cultura será o correlato de uma configuração de consciência avançada em que todo tipo de violência provoque repugnância. A instalação de tal estruturação de consciência não-violenta nas sociedades seria uma conquista cultural profunda. Isso iria além das idéias ou das emoções que se manifestam de maneira débil nas sociedades atuais, para começar a fazer parte do tecido psicossomático e psicossocial do ser humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[atitude humanista]], aspecto essencial dessa nova cultura, para além de toda proposição teórica, pode ser compreendida como uma &amp;quot;sensibilidade&amp;quot;, como um posicionamento frente ao mundo humano, no qual se reconhecem a intenção e a liberdade em outros e em que se assumem compromissos de luta não-violenta contra a discriminação e a violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade impulsiona projetos para a aplicação concreta dessa nova cultura nos diversos âmbitos da vida pessoal e social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova cultura se fundamenta em uma nova concepção do ser humano da qual derivam uma escala de valores, uma metodologia de ação e um projeto pessoal e social .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma escala de valores cujos 6 pontos fundamentais são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em primeiro lugar, a localização do ser humano como valor e preocupação central, de tal modo que nada esteja acima do ser humano e que nenhum ser humano esteja acima de outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em segundo lugar, afirma a igualdade de todas as pessoas e, portanto, trabalha pela superação da simples formalidade de igualdade de direitos perante a lei, para avançar em direção a um mundo de oportunidades iguais para todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em terceiro lugar, reconhece a diversidade pessoal e cultural e, portanto, afirma as características próprias de cada povo, condenando toda discriminação realizada em função de diferença econômica, racial, étnica e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em quarto lugar, promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima das limitações impostas ao pensamento por preconceitos aceitos como verdades absolutas ou imutáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em quinto lugar, afirma a liberdade de idéias e crenças e, por último, repudia toda forma de violência, entendendo não somente a violência física como único fator, mas também a violência econômica, a violência racial, a violência religiosa, a violência moral e psicológica como casos cotidianos e arraigados em todas as regiões do planeta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma metodologia de ação pessoal e social baseada na &amp;quot; não-violência ativa &amp;quot;. Essa metodologia promove uma atitude social e pessoal frente à vida, que tem como ferramentas principais de ação conjunta e conduta pessoal e social:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Rechaço e vazio às diferentes formas de discriminação e violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A não-colaboração com as práticas violentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A denúncia de todos os fatos de violência e discriminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A desobediência civil frente à violência institucionalizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A organização e mobilização social, voluntária e solidária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O apoio decidido a tudo aquilo que favoreça a não-violência ativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A superação das raízes da violência em si mesmo, o desenvolvimento das virtudes pessoais e das melhores e mais profundas aspirações humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo essa metodologia, a ação pela transformação social não se opõe à ação pela transformação pessoal. Pelo contrário, A Comunidade as entende como intimamente vinculadas e, por conseguinte, propõe uma atuação simultânea para superar tanto a violência social (externa) quanto a violência pessoal (interna).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um projeto pessoal e social que trata de superar a crise atual de violência, desorientação e falta de sentido que o ser humano sofre. Esse projeto se sintetiza no ideal de humanizar a Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos organizativos= &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Aspectos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses lineamentos têm por objetivo definir um modelo organizativo de acordo com a nova etapa que se inicia, impulsionando o crescimento da Comunidade no que diz respeito a membros que participam, ação no meio e alcance geográfico e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano é uma organização que tem caráter universal . Nesse sentido, seus membros, independentemente do lugar onde atuam, sentem-se parte de uma mesma ação mundial humanizadora que se expressa de maneira diversificada, mas convergente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas formas de participação são abertas e flexíveis. Trata-se de uma organização de base humana em que cada pessoa se faz responsável por aquilo que impulsiona e constrói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estruturas básicas e fundamentais da Comunidade são as &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot; que desenvolvem suas atividades em nível barrial, familiar, de grupo de amigos, escolas, universidades, de cidade, de modo virtual, por Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os grupos iniciais da Comunidade (&amp;quot;grupos promotores da Comunidade&amp;quot;) são coordenados em um primeiro momento por aquela pessoa que os colocou em marcha e que os desenvolve, seguindo os objetivos expostos nos documentos e materiais oficiais da Comunidade. Esses &amp;quot;grupos promotores&amp;quot; tornam-se &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot; quando obtêm um mínimo desenvolvimento (aproximadamente 10 membros plenos), permanência (reuniões periódicas) e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe e de conexão com a &amp;quot;Equipe de Coordenação&amp;quot; da Comunidade do país ou com a equipe mundial, caso não exista a nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. A coordenação local e mundial&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme vão se desenvolvendo essas &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot;, vão apresentando necessidades de coordenação com outros grupos da Comunidade que atuam no mesmo país. Quando isso acontece, essa coordenação é assumida por uma &amp;quot;Equipe de Coordenação de País&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot; têm por função coordenar ações conjuntas (campanhas, fóruns, respostas a situações no meio, etc.), coordenar respostas a necessidades conjuntas, conduzir questões administrativas e legais (se fossem necessárias), escolher seu porta-voz e coordenar as relações com a imprensa e com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot; são formadas pelo máximo de 12 pessoas e pelo mínimo de 4, escolhidas por votação direta dos membros ou sócios plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade da &amp;quot;Equipe de Coordenação Mundial da Comunidade&amp;quot;, integrada por 12 membros escolhidos pela votação direta dos membros plenos da Comunidade de todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A formação da Equipe de Coordenação Mundial leva em conta a representação de minorias étnicas, culturais e regionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Equipe de Coordenação Mundial tem responsabilidades de coordenação geral mundial e pode propor ações conjuntas de diversas amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As tarefas da Equipe de Coordenação Mundial são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de ações conjuntas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de respostas a necessidades conjuntas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Informação mundial aos Grupos de Base (boletim mundial).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Atender à representação e participação das minorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Website oficial (nos diversos idiomas em que se encontrarão os materiais oficiais e toda informação mundial necessária).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Comunicados mundiais oficiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Relacionamento com outras organizações em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Admissão de organizações e/ou frentes que, atuando em nível regional ou mundial, desejam incorporar-se como &amp;quot;aderentes&amp;quot; da Comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer proposta ou ação que inclua a modificação dos materiais oficiais ou de aspectos organizativos importantes do organismo deverá ser submetida à votação direta de todos seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros níveis de coordenação, como municipais ou regionais, serão formados provisoriamente, quando for necessário (ações conjuntas, fóruns, campanhas, etc.), mas não terão caráter permanente, como têm as Equipes de Coordenação de País e a Equipe de Coordenação Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sintetizando este ponto, as Equipes de Coordenação de País e a Equipe de Coordenação Mundial são órgãos permanentes de coordenação, escolhidos pelo voto direto dos membros plenos das &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot;, enquanto outros níveis de coordenação (da cidade ou da região) são temporários e respondem a necessidades conjunturais. Para a formação das equipes de país e da equipe mundial, não haverá possibilidade de reeleição em períodos consecutivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Equipes de Base da Comunidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando um grupo de pessoas se reúne periodicamente em torno dos materiais da Comunidade com o objetivo de organizar atividades de formação e práticas de não-violência, de vazio, denúncia e não-colaboração com a violência, realização de ações exemplares não-violentas e, quando, além disso, os participantes desse grupo se ocupam também da superação de sua própria violência interna, estamos diante de uma primeira organização de base que chamamos de &amp;quot;grupo promotor da Comunidade&amp;quot;. As relações e as condutas pessoais e grupais dessa equipe se apóiam na Regra de Ouro: &amp;quot;trata os demais como queres ser tratado&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também grupos da Comunidade para o Desenvolvimento Humano que desenvolvem suas atividades de modo virtual, aproveitando o uso das novas tecnologias via Web e Internet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes ou grupos de base da Comunidade impulsionam o funcionamento de três mecanismos ou funções básicas para seu desenvolvimento:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação para outras pessoas, outras redes e organizações, com o objetivo de divulgar e implementar na prática suas propostas e ferramentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e intercâmbio fluidos com outras equipes de base e com outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à formação progressiva de seus membros, propiciando-lhes ferramentas para a superação da violência interna e externa. Esses estudos e práticas encontram-se desenvolvidos em seus principais materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando esses &amp;quot;grupos promotores da Comunidade&amp;quot; alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 membros plenos), obtêm permanência em suas reuniões e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe e de conexão com a &amp;quot;Equipe de Coordenação de País ou Mundial&amp;quot;, torna-se uma &amp;quot;Equipe de Base da Comunidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Exemplo: Equipe Base da Comunidade &amp;quot;Bairro Flores&amp;quot;, EB da Comunidade &amp;quot;Não-violência Ativa-Bombaim&amp;quot;, etc.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes da Comunidade podem gerar vínculos com outros grupos e organizações de seu meio (intercâmbio, ações conjuntas e colaboração), mas por nenhum motivo estabelecem uma relação orgânica com nenhum deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes de Base da Comunidade, assim como as Equipes de Coordenação de País e Mundial poderão, se considerarem necessário, definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, como por exemplo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Função de porta-voz: responsável por representar a Comunidade em atividades institucionais, diante da imprensa e em toda atividade ou situação onde seja necessário expor os pontos de vista da Comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de relações com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Participação de minorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções legais e jurídicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de imprensa e difusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Outras funções ad-hoc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação direta dos membros das respectivas equipes (de base, coordenação de país e mundial) e têm duração de 1 ano, no caso das equipes de base, e 2 anos nas equipes de coordenação de país e mundial. Essas funções são exclusivamente de relação com o meio, de serviço para o conjunto - não de orientação - respondem a um mandato com lineamentos precisos e podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a toda pessoa, sem qualquer discriminação. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos da Comunidade pode integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planejadas, participar de suas reuniões de formação e capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam das reuniões, contribuem na campanha econômica anual, impulsionam seu crescimento e se capacitam com base nos trabalhos pessoais promovidos pela Comunidade. São os responsáveis por eleger por votação direta os delegados de sua equipe para as Equipes de Coordenação e os integrantes das Equipes de Coordenação de País e/ou Mundial. Impulsionam também o desenvolvimento e a formação de novas Equipes de Base sem limitação geográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros aderentes : recebem informação, participam de suas atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer frente de ação, grupo, organização ou agrupação poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; da Comunidade e, sem perder sua própria identidade, manifesta sua adesão aos princípios que inspiram A Comunidade e mantém com esta relações de mútua colaboração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eventualmente e no caso em que membros plenos ou equipes de base apóiem propostas, ações ou procedimentos que se oponham claramente aos objetivos do organismo, A Comunidade poderá retirar o reconhecimento como integrantes da Comunidade de tais membros ou equipes de base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Livro da Comunidade]] (edição de 2009 atualizada)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista]], Centro de Estudos Parque Ponta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[O Documento Humanista]], Silo (1992)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Autoliberação]], Luis A. Ammann. (edição atualizada em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Obras Completas, Vol. I e II, Silo. (Ed. Plaza y Valdéz, 2002)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também numerosas contribuições que os membros da Comunidade vão fazendo, ao desenvolverem seus pontos de vista e em sua aplicação a campos específicos - contribuições estas que vão ampliando a bibliografia recomendada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Economias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade se auto-financia com a contribuição voluntária de seus membros. Realiza-se uma campanha econômica anual para o sustento de atividades conjuntas, na qual participam todos os membros plenos do mundo. O montante das coletas é definido pelas &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot;, tomando como base uma percentagem do salário médio do país em questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta é distribuída de maneira proporcional entre as equipes de base, equipes de coordenação de país e a equipe de coordenação mundial, segundo proporção definida pela Equipe Promotora Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas também coletas ocasionais em função de necessidades que surjam, nas quais participarão de forma voluntária os membros plenos e aderentes do organismo. Os montantes de tais coletas ocasionais nunca poderão superar o montante da coleta anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os recursos para seu sustento provêm de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Aspectos institucionais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento da Comunidade em cada país e com o fim de facilitar o desenvolvimento dos objetivos em relação com seu meio, as Equipes da Comunidade tendem a obter sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins de lucrativos&amp;quot; (ou figura similar, conforme as leis de cada país).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas &amp;quot;associações civis sem fins lucrativos&amp;quot; refletirão, na prática, uma orgânica, objetivos e princípios idênticos aos propostos nos materiais organizativos oficiais da Comunidade em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nível mundial, A Comunidade se organiza como uma &amp;quot;Federação Mundial&amp;quot; que agrupa todas as Equipes da Comunidade do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Federação Mundial de Equipes da Comunidade para o Desenvolvimento Humano&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Associação Civil sem Fins Lucrativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: Organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[es: La Comunidad para el Desarrollo Humano]]&lt;br /&gt;
[[it: Comunità per lo Sviluppo Umano]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=A_Comunidade_para_o_Desenvolvimento_Humano&amp;diff=1086</id>
		<title>A Comunidade para o Desenvolvimento Humano</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=A_Comunidade_para_o_Desenvolvimento_Humano&amp;diff=1086"/>
		<updated>2016-04-02T09:50:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: lenguas&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A Comunidade para o Desenvolvimento Humano é um organismo do [[Movimento Humanista]]; foi criada em meados de 1980 como o organismo social e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os objetivos da Comunidade para o Desenvolvimento Humano são o estudo, o desenvolvimento, a difusão e a instalação de uma nova cultura apoiada nas idéias fundamentais do Humanismo Universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova cultura será o correlato de uma configuração de consciência avançada em que todo tipo de violência provoque repugnância. A instalação de tal estruturação de consciência não-violenta nas sociedades seria uma conquista cultural profunda. Isso iria além das idéias ou das emoções que se manifestam de maneira débil nas sociedades atuais, para começar a fazer parte do tecido psicossomático e psicossocial do ser humano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A [[atitude humanista]], aspecto essencial dessa nova cultura, para além de toda proposição teórica, pode ser compreendida como uma &amp;quot;sensibilidade&amp;quot;, como um posicionamento frente ao mundo humano, no qual se reconhecem a intenção e a liberdade em outros e em que se assumem compromissos de luta não-violenta contra a discriminação e a violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade impulsiona projetos para a aplicação concreta dessa nova cultura nos diversos âmbitos da vida pessoal e social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa nova cultura se fundamenta em uma nova concepção do ser humano da qual derivam uma escala de valores, uma metodologia de ação e um projeto pessoal e social .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma escala de valores cujos 6 pontos fundamentais são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em primeiro lugar, a localização do ser humano como valor e preocupação central, de tal modo que nada esteja acima do ser humano e que nenhum ser humano esteja acima de outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em segundo lugar, afirma a igualdade de todas as pessoas e, portanto, trabalha pela superação da simples formalidade de igualdade de direitos perante a lei, para avançar em direção a um mundo de oportunidades iguais para todos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em terceiro lugar, reconhece a diversidade pessoal e cultural e, portanto, afirma as características próprias de cada povo, condenando toda discriminação realizada em função de diferença econômica, racial, étnica e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em quarto lugar, promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima das limitações impostas ao pensamento por preconceitos aceitos como verdades absolutas ou imutáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em quinto lugar, afirma a liberdade de idéias e crenças e, por último, repudia toda forma de violência, entendendo não somente a violência física como único fator, mas também a violência econômica, a violência racial, a violência religiosa, a violência moral e psicológica como casos cotidianos e arraigados em todas as regiões do planeta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma metodologia de ação pessoal e social baseada na &amp;quot; não-violência ativa &amp;quot;. Essa metodologia promove uma atitude social e pessoal frente à vida, que tem como ferramentas principais de ação conjunta e conduta pessoal e social:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Rechaço e vazio às diferentes formas de discriminação e violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A não-colaboração com as práticas violentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A denúncia de todos os fatos de violência e discriminação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A desobediência civil frente à violência institucionalizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A organização e mobilização social, voluntária e solidária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O apoio decidido a tudo aquilo que favoreça a não-violência ativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* A superação das raízes da violência em si mesmo, o desenvolvimento das virtudes pessoais e das melhores e mais profundas aspirações humanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo essa metodologia, a ação pela transformação social não se opõe à ação pela transformação pessoal. Pelo contrário, A Comunidade as entende como intimamente vinculadas e, por conseguinte, propõe uma atuação simultânea para superar tanto a violência social (externa) quanto a violência pessoal (interna).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um projeto pessoal e social que trata de superar a crise atual de violência, desorientação e falta de sentido que o ser humano sofre. Esse projeto se sintetiza no ideal de humanizar a Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos organizativos= &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Aspectos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses lineamentos têm por objetivo definir um modelo organizativo de acordo com a nova etapa que se inicia, impulsionando o crescimento da Comunidade no que diz respeito a membros que participam, ação no meio e alcance geográfico e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano é uma organização que tem caráter universal . Nesse sentido, seus membros, independentemente do lugar onde atuam, sentem-se parte de uma mesma ação mundial humanizadora que se expressa de maneira diversificada, mas convergente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas formas de participação são abertas e flexíveis. Trata-se de uma organização de base humana em que cada pessoa se faz responsável por aquilo que impulsiona e constrói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estruturas básicas e fundamentais da Comunidade são as &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot; que desenvolvem suas atividades em nível barrial, familiar, de grupo de amigos, escolas, universidades, de cidade, de modo virtual, por Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os grupos iniciais da Comunidade (&amp;quot;grupos promotores da Comunidade&amp;quot;) são coordenados em um primeiro momento por aquela pessoa que os colocou em marcha e que os desenvolve, seguindo os objetivos expostos nos documentos e materiais oficiais da Comunidade. Esses &amp;quot;grupos promotores&amp;quot; tornam-se &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot; quando obtêm um mínimo desenvolvimento (aproximadamente 10 membros plenos), permanência (reuniões periódicas) e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe e de conexão com a &amp;quot;Equipe de Coordenação&amp;quot; da Comunidade do país ou com a equipe mundial, caso não exista a nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. A coordenação local e mundial&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme vão se desenvolvendo essas &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot;, vão apresentando necessidades de coordenação com outros grupos da Comunidade que atuam no mesmo país. Quando isso acontece, essa coordenação é assumida por uma &amp;quot;Equipe de Coordenação de País&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot; têm por função coordenar ações conjuntas (campanhas, fóruns, respostas a situações no meio, etc.), coordenar respostas a necessidades conjuntas, conduzir questões administrativas e legais (se fossem necessárias), escolher seu porta-voz e coordenar as relações com a imprensa e com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot; são formadas pelo máximo de 12 pessoas e pelo mínimo de 4, escolhidas por votação direta dos membros ou sócios plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade da &amp;quot;Equipe de Coordenação Mundial da Comunidade&amp;quot;, integrada por 12 membros escolhidos pela votação direta dos membros plenos da Comunidade de todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A formação da Equipe de Coordenação Mundial leva em conta a representação de minorias étnicas, culturais e regionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Equipe de Coordenação Mundial tem responsabilidades de coordenação geral mundial e pode propor ações conjuntas de diversas amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As tarefas da Equipe de Coordenação Mundial são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de ações conjuntas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Coordenação de respostas a necessidades conjuntas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Informação mundial aos Grupos de Base (boletim mundial).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Atender à representação e participação das minorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Website oficial (nos diversos idiomas em que se encontrarão os materiais oficiais e toda informação mundial necessária).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Comunicados mundiais oficiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Relacionamento com outras organizações em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Admissão de organizações e/ou frentes que, atuando em nível regional ou mundial, desejam incorporar-se como &amp;quot;aderentes&amp;quot; da Comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer proposta ou ação que inclua a modificação dos materiais oficiais ou de aspectos organizativos importantes do organismo deverá ser submetida à votação direta de todos seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros níveis de coordenação, como municipais ou regionais, serão formados provisoriamente, quando for necessário (ações conjuntas, fóruns, campanhas, etc.), mas não terão caráter permanente, como têm as Equipes de Coordenação de País e a Equipe de Coordenação Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sintetizando este ponto, as Equipes de Coordenação de País e a Equipe de Coordenação Mundial são órgãos permanentes de coordenação, escolhidos pelo voto direto dos membros plenos das &amp;quot;Equipes de Base da Comunidade&amp;quot;, enquanto outros níveis de coordenação (da cidade ou da região) são temporários e respondem a necessidades conjunturais. Para a formação das equipes de país e da equipe mundial, não haverá possibilidade de reeleição em períodos consecutivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Equipes de Base da Comunidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando um grupo de pessoas se reúne periodicamente em torno dos materiais da Comunidade com o objetivo de organizar atividades de formação e práticas de não-violência, de vazio, denúncia e não-colaboração com a violência, realização de ações exemplares não-violentas e, quando, além disso, os participantes desse grupo se ocupam também da superação de sua própria violência interna, estamos diante de uma primeira organização de base que chamamos de &amp;quot;grupo promotor da Comunidade&amp;quot;. As relações e as condutas pessoais e grupais dessa equipe se apóiam na Regra de Ouro: &amp;quot;trata os demais como queres ser tratado&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também grupos da Comunidade para o Desenvolvimento Humano que desenvolvem suas atividades de modo virtual, aproveitando o uso das novas tecnologias via Web e Internet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes ou grupos de base da Comunidade impulsionam o funcionamento de três mecanismos ou funções básicas para seu desenvolvimento:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação para outras pessoas, outras redes e organizações, com o objetivo de divulgar e implementar na prática suas propostas e ferramentas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e intercâmbio fluidos com outras equipes de base e com outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à formação progressiva de seus membros, propiciando-lhes ferramentas para a superação da violência interna e externa. Esses estudos e práticas encontram-se desenvolvidos em seus principais materiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando esses &amp;quot;grupos promotores da Comunidade&amp;quot; alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 membros plenos), obtêm permanência em suas reuniões e escolhem por votação direta um de seus membros para que cumpra com as funções de coordenação da equipe e de conexão com a &amp;quot;Equipe de Coordenação de País ou Mundial&amp;quot;, torna-se uma &amp;quot;Equipe de Base da Comunidade&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Exemplo: Equipe Base da Comunidade &amp;quot;Bairro Flores&amp;quot;, EB da Comunidade &amp;quot;Não-violência Ativa-Bombaim&amp;quot;, etc.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes da Comunidade podem gerar vínculos com outros grupos e organizações de seu meio (intercâmbio, ações conjuntas e colaboração), mas por nenhum motivo estabelecem uma relação orgânica com nenhum deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As Equipes de Base da Comunidade, assim como as Equipes de Coordenação de País e Mundial poderão, se considerarem necessário, definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, como por exemplo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Função de porta-voz: responsável por representar a Comunidade em atividades institucionais, diante da imprensa e em toda atividade ou situação onde seja necessário expor os pontos de vista da Comunidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de relações com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Participação de minorias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções legais e jurídicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de imprensa e difusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Outras funções ad-hoc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação direta dos membros das respectivas equipes (de base, coordenação de país e mundial) e têm duração de 1 ano, no caso das equipes de base, e 2 anos nas equipes de coordenação de país e mundial. Essas funções são exclusivamente de relação com o meio, de serviço para o conjunto - não de orientação - respondem a um mandato com lineamentos precisos e podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a toda pessoa, sem qualquer discriminação. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos da Comunidade pode integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planejadas, participar de suas reuniões de formação e capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam das reuniões, contribuem na campanha econômica anual, impulsionam seu crescimento e se capacitam com base nos trabalhos pessoais promovidos pela Comunidade. São os responsáveis por eleger por votação direta os delegados de sua equipe para as Equipes de Coordenação e os integrantes das Equipes de Coordenação de País e/ou Mundial. Impulsionam também o desenvolvimento e a formação de novas Equipes de Base sem limitação geográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros aderentes : recebem informação, participam de suas atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer frente de ação, grupo, organização ou agrupação poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; da Comunidade e, sem perder sua própria identidade, manifesta sua adesão aos princípios que inspiram A Comunidade e mantém com esta relações de mútua colaboração.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eventualmente e no caso em que membros plenos ou equipes de base apóiem propostas, ações ou procedimentos que se oponham claramente aos objetivos do organismo, A Comunidade poderá retirar o reconhecimento como integrantes da Comunidade de tais membros ou equipes de base.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Livro da Comunidade]] (edição de 2009 atualizada)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista]], Centro de Estudos Parque Ponta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[O Documento Humanista]], Silo (1992)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Autoliberação]], Luis A. Ammann. (edição atualizada em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Obras Completas, Vol. I e II, Silo. (Ed. Plaza y Valdéz, 2002)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem também numerosas contribuições que os membros da Comunidade vão fazendo, ao desenvolverem seus pontos de vista e em sua aplicação a campos específicos - contribuições estas que vão ampliando a bibliografia recomendada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Economias=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade se auto-financia com a contribuição voluntária de seus membros. Realiza-se uma campanha econômica anual para o sustento de atividades conjuntas, na qual participam todos os membros plenos do mundo. O montante das coletas é definido pelas &amp;quot;Equipes de Coordenação de País&amp;quot;, tomando como base uma percentagem do salário médio do país em questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta é distribuída de maneira proporcional entre as equipes de base, equipes de coordenação de país e a equipe de coordenação mundial, segundo proporção definida pela Equipe Promotora Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas também coletas ocasionais em função de necessidades que surjam, nas quais participarão de forma voluntária os membros plenos e aderentes do organismo. Os montantes de tais coletas ocasionais nunca poderão superar o montante da coleta anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os recursos para seu sustento provêm de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Aspectos institucionais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento da Comunidade em cada país e com o fim de facilitar o desenvolvimento dos objetivos em relação com seu meio, as Equipes da Comunidade tendem a obter sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins de lucrativos&amp;quot; (ou figura similar, conforme as leis de cada país).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas &amp;quot;associações civis sem fins lucrativos&amp;quot; refletirão, na prática, uma orgânica, objetivos e princípios idênticos aos propostos nos materiais organizativos oficiais da Comunidade em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nível mundial, A Comunidade se organiza como uma &amp;quot;Federação Mundial&amp;quot; que agrupa todas as Equipes da Comunidade do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Federação Mundial de Equipes da Comunidade para o Desenvolvimento Humano&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Associação Civil sem Fins Lucrativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: Organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[es: Comunidad para el Desarrollo Humano]]&lt;br /&gt;
[[it: Comunità per lo Sviluppo Umano]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Agress%C3%A3o&amp;diff=716</id>
		<title>Agressão</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Agress%C3%A3o&amp;diff=716"/>
		<updated>2016-03-11T15:10:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
(de agredir e este do lat. Aggredi: acometer. O uso do adjetivo “agressivo” para se referir a dinâmico, ativo e empreendedor, é um anglicismo). Ação e efeito de agredir, ato contrario ao direito de outra pessoa. Ataque armado de uma nação contra outra em violação do direito internacional. &lt;br /&gt;
A agressão não só se expressa em forma de ação física, mas também em palavras, gestos ou atitudes (agressão moral). A agressão é a tomada de iniciativa em qualquer ação de [[violência]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es: agresión]]&lt;br /&gt;
[[it: aggressione]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Agress%C3%A3o&amp;diff=706</id>
		<title>Agressão</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Agress%C3%A3o&amp;diff=706"/>
		<updated>2016-03-11T15:08:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
(de agredir e este do lat. Aggredi: acometer. O uso do adjetivo “agressivo” para se referir a dinâmico, ativo e empreendedor, é um anglicismo). Ação e efeito de agredir, ato contrario ao direito de outra pessoa. Ataque armado de uma nação contra outra em violação do direito internacional. &lt;br /&gt;
A agressão não só se expressa em forma de ação física, mas também em palavras, gestos ou atitudes (agressão moral). A agressão é a tomada de iniciativa em qualquer ação de [[violência]].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Humanismo_Universalista&amp;diff=666</id>
		<title>Humanismo Universalista</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Humanismo_Universalista&amp;diff=666"/>
		<updated>2015-12-13T20:17:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Também chamado [[Novo Humanismo]]. Caracteriza-se por destacar a [[atitude humanista]]. Esta atitude não é uma filosofia, mas, uma perspectiva, uma sensibilidade e um modo de viver a relação com os outros seres humanos. O humanismo universalista sustenta que em todas as culturas, no seu melhor [[momento humanista|momento]] de criatividade, a atitude humanista impregna o ambiente social. Assim, se repudiam a [[discriminação]], as [[guerra|guerras]], e, em geral, a [[violência]]. A liberdade de idéias e de crenças toma forte impulso, o que, por sua vez, incentiva a investigação e a criatividade em ciência, arte e outras expressões sociais. Em todo o caso, o humanismo universalista propõe um dialogo não abstrato nem institucional entre culturas, mas o acordo em pontos básicos e a mutua colaboração entre representantes de distintas culturas, se baseando em “momentos” humanistas simétricos ([[Momento humanista]]). O ideário geral do humanismo universalista está plasmado no [[Documento do Movimento Humanista]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[es: Humanismo Universalista]]&lt;br /&gt;
[[it: Umanesimo Universalista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Humanismo_Universalista&amp;diff=656</id>
		<title>Humanismo Universalista</title>
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		<updated>2015-12-13T20:14:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Também chamado [[Novo Humanismo]]. Caracteriza-se por destacar a [[atitude humanista]]. Esta atitude não é uma filosofia, mas, uma perspectiva, uma sensibilidade e um modo de viver a relação com os outros seres humanos. O humanismo universalista sustenta que em todas as culturas, no seu melhor [[momento humanista|momento]] de criatividade, a atitude humanista impregna o ambiente social. Assim, se repudiam a [[discriminação]], as [[guerra|guerras]], e, em geral, a [[violência]]. A liberdade de idéias e de crenças toma forte impulso, o que, por sua vez, incentiva a investigação e a criatividade em ciência, arte e outras expressões sociais. Em todo o caso, o humanismo universalista propõe um dialogo não abstrato nem institucional entre culturas, mas o acordo em pontos básicos e a mutua colaboração entre representantes de distintas culturas, se baseando em “momentos” humanistas simétricos ([[Momento humanista]]). O ideário geral do humanismo universalista está plasmado no [[Documento do Movimento Humanista]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[es: Humanismo Universalista]]&lt;br /&gt;
[[it: Umanesimo Universalista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Humanipedia:Sobre&amp;diff=646</id>
		<title>Humanipedia:Sobre</title>
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		<updated>2015-12-13T20:10:28Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A enciclopédia humanista é um projeto lançado por [[Silo]], quando ao apresentar o [[Dicionário do Novo Humanismo]] disse: “Neste dicionário, realizado com o aporte de seletos colaboradores, não tem se conseguido balancear o humanismo ocidental com outras formas de humanismo, igualmente ricas, que se encontram nas diversas culturas. Esta insuficiência poderá ser superada quando se inicie a tarefa de produzir uma enciclopédia com a extensão que requer o [[Humanismo Universalista|humanismo universalista]]”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto nasce deste estímulo dado pelo fundador do [[Movimento Humanista]] e o objetivo é o que este projeto possa implicar em diferente forma em sua realização a todos os que têm no coração a realização desta obra cultural que possa ser de orientação para a construção do mundo ao que os humanistas aspiram. O projeto nasce e se baseia sobre o [[Dicionário do Novo Humanismo]] e a bibliografia produzida pelo [[Movimento Humanista]] em sua historia recente. A partir da recopilação do material já existente e à sua apresentação em vários formatos o projeto aspira a conseguir contribuições e aprofundamentos que levem à criação progressiva da enciclopédia um “work en progress” que realize, neste campo, o conceito humanista do aprender sem limites. Queremos construir então, mais do que uma “obra completa”, um instrumento sempre melhorável, extensível e que se possa atualizar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para fazer isto usamos a tecnologia internet e trabalharemos a partir de um sitio web que explora a tecnologia da enciclopédia Livre [http://pt.wikipedia.org Wikipédia], que é precisamente um instrumento tecnológico adequado para uma obra que privilegia as inter relações, a contribuição livre, a discussão e o intercambio. Este projeta se inserta no do [[Centro Mundial de Estudos Humanistas]] e convida a cada Centro local a contribuir e aderir a isto da maneira que lhe parecer mais oportuna.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
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		<title>Humanismo Universalista</title>
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		<updated>2015-12-13T20:08:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[categoria: work in progress]]&lt;br /&gt;
[[es: Humanismo Universalista]]&lt;br /&gt;
[[it: Umanesimo Universalista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
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		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Humanipedia:Sobre&amp;diff=626</id>
		<title>Humanipedia:Sobre</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Humanipedia:Sobre&amp;diff=626"/>
		<updated>2015-12-13T20:07:10Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A enciclopédia humanista é um projeto lançado por [[Silo]], quando ao apresentar o [[Dicionário de Novo Humanismo]] disse: “Neste dicionário, realizado com o aporte de seletos colaboradores, não tem se conseguido balancear o humanismo ocidental com outras formas de humanismo, igualmente ricas, que se encontram nas diversas culturas. Esta insuficiência poderá ser superada quando se inicie a tarefa de produzir uma enciclopédia com a extensão que requer o [[Humanismo Universalista|humanismo universalista]]”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto nasce deste estímulo dado pelo fundador do [[Movimento Humanista]] e o objetivo é o que este projeto possa implicar em diferente forma em sua realização a todos os que têm no coração a realização desta obra cultural que possa ser de orientação para a construção do mundo ao que os humanistas aspiram. O projeto nasce e se baseia sobre o [[Dicionário do Novo Humanismo]] e a bibliografia produzida pelo [[Movimento Humanista]] em sua historia recente. A partir da recopilação do material já existente e à sua apresentação em vários formatos o projeto aspira a conseguir contribuições e aprofundamentos que levem à criação progressiva da enciclopédia um “work en progress” que realize, neste campo, o conceito humanista do aprender sem limites. Queremos construir então, mais do que uma “obra completa”, um instrumento sempre melhorável, extensível e que se possa atualizar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para fazer isto usamos a tecnologia internet e trabalharemos a partir de um sitio web que explora a tecnologia da enciclopédia Livre [http://pt.wikipedia.org Wikipédia], que é precisamente um instrumento tecnológico adequado para uma obra que privilegia as inter relações, a contribuição livre, a discussão e o intercambio. Este projeta se inserta no do [[Centro Mundial de Estudos Humanistas]] e convida a cada Centro local a contribuir e aderir a isto da maneira que lhe parecer mais oportuna.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Nova_Ordem&amp;diff=616</id>
		<title>Nova Ordem</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Nova_Ordem&amp;diff=616"/>
		<updated>2015-12-10T21:07:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(do latim ''ordo, -inis'', fila, disposição)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- Expressão hitleriana referida a uma Europa econômica e politicamente centralizada sob o controle da Alemanha. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Expressão que começou a viralizar na presidência de R. Reagan, Refere à organização das relações internacionais com base em um modelo econômico e um tipo de hegemonia militar sustentada pelos EUA. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3-N. O. Econômica Internacional. Posição defendida pelos [[países em vias de desenvolvimento]]. Algumas das medidas são: soberania nacional sobre os recursos naturais, diminuição da diferença entre o preço dos produtos brutos e os manufaturados, regulação dos preços internacionais das matérias primas, ampliação das preferências na relação comercial com os [[países desenvolvidos]], normalização do sistema monetário internacional, estímulo à exportação industrial dos produtos dos [[países em vias de desenvolvimento]]. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
. Menções : [[Anarquismo]]. [[Fascismo]]. [[Ilustração]]&lt;br /&gt;
. Referencias: Hitler, Reagan.&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es: Nuevo orden]]&lt;br /&gt;
[[it: nuovo ordine]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Administra%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=606</id>
		<title>Administração</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Administra%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=606"/>
		<updated>2015-12-10T21:02:30Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(de administrar e por sua vez este do latim administrare. Também do latim gestio: ação de administrar). Gestão, direção. Atividade profissional que tende a estabelecer os objetivos e meios para sua realização, precisa a organização de sistemas, elabora a estratégia do desenvolvimento e executa a gestão do pessoal. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Distinguem-se a a. direta, de mando e a a. indireta, por meio de estímulos e castigos. Observam-se três estilos: democrático, com a participação do coletivo; autoritário, com o mando unipessoal; e liberal, que admite compromissos e atenua a rigidez na execução das decisões. Estes métodos aplicam-se com diferentes combinações em diferentes sistemas. Os métodos de gestão das Forças Armadas, das empresas, dos centros docentes, das organizações sociais diferem entre si, pela natureza de cada uma destas instituições. Em diferentes situações e momentos os métodos de direção também são diferentes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nenhum estado pode funcionar sem o aparato administrativo. Qualquer grupo ou instituição necessita da gestão, a elaboração dos objetivos e meios, a mobilização de seus efetivos para cumpri-los, a manifestação da vontade coletiva, etc. Sem a direção o sistema perde orientação. Os quadros administrativos devem ser formados com procedimentos democráticos, porém sua capacitação exige a especialização, o ensino em centros docentes correspondentes e a compreensão e prática das atividades sociais. &lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es: administración]]&lt;br /&gt;
[[it: amministrazione]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Adapta%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=596</id>
		<title>Adaptação</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Adapta%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=596"/>
		<updated>2015-12-10T21:00:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(deriva de adaptar, do latim tardio ''adaptare'', comp. de ''ad''- e ''aptare'') Propriedade dos seres vivos que permite a eles subsistirem quando mudam as condições do meio. Acordo de uma estrutura com seu meio. Sem entrarmos em discussão sobre os significados de “estrutura” e “meio”, e apenas como citação, dizemos que: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1- Chama-se a. crescente ao desenvolvimento de uma estrutura em interação com seu meio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Na a. estável uma estrutura pode permanecer mais ou menos invariável, mas tende a se desestruturar pela modificação de seu meio; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- Na a. decrescente a estrutura tende ao isolamento de seu meio e correlativamente, aumenta a diferenciação de seus fatores internos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4- Na inadaptação pode se observar duas variáveis: a) a situação de a. decrescente por isolamento ou por decomposição do meio, e b) a situação de superação de um meio que resulta insuficiente para manter as relações de interação. Toda a. crescente leva a modificação progressiva da estrutura e seu meio, e neste sentido, comporta a superação do velho pelo novo. Finalmente, em um sistema fechado se produz a desarticulação de estrutura e meio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos gerais, o [[Novo Humanismo]] propicia condutas pessoais e sociais da a. crescente, ao mesmo tempo em que questiona o conformismo ou a inadaptação. &lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es: adaptación]]&lt;br /&gt;
[[it: adattamento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Adapta%C3%A7%C3%A3o&amp;diff=586</id>
		<title>Adaptação</title>
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		<updated>2015-12-10T20:59:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(deriva de adaptar, do latim tardio ''adaptare'', comp. de ''ad''- e ''aptare'') Propriedade dos seres vivos que permite a eles subsistirem quando mudam as condições do meio. Acordo de uma estrutura com seu meio. Sem entrarmos em discussão sobre os significados de “estrutura” e “meio”, e apenas como citação, dizemos que: &lt;br /&gt;
1- Chama-se a. crescente ao desenvolvimento de uma estrutura em interação com seu meio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2-Na a. estável uma estrutura pode permanecer mais ou menos invariável, mas tende a se desestruturar pela modificação de seu meio; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- Na a. decrescente a estrutura tende ao isolamento de seu meio e correlativamente, aumenta a diferenciação de seus fatores internos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4- Na inadaptação pode se observar duas variáveis: a) a situação de a. decrescente por isolamento ou por decomposição do meio, e b) a situação de superação de um meio que resulta insuficiente para manter as relações de interação. Toda a. crescente leva a modificação progressiva da estrutura e seu meio, e neste sentido, comporta a superação do velho pelo novo. Finalmente, em um sistema fechado se produz a desarticulação de estrutura e meio. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos gerais, o [[Novo Humanismo]] propicia condutas pessoais e sociais da a. crescente, ao mesmo tempo em que questiona o conformismo ou a inadaptação. &lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es: adaptación]]&lt;br /&gt;
[[it: adattamento]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Instru%C3%A7%C3%B5es&amp;diff=576</id>
		<title>Instruções</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Instru%C3%A7%C3%B5es&amp;diff=576"/>
		<updated>2015-11-17T13:17:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Registro'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para fazer inscrição neste wiki é necessário se registrar e receber privilégios de redator. Para se registrar, siga o link acima, “crie uma conta”, localizado no canto superior direito da primeira página.  Depois, envie um e-mail a olivier.turquet@gmail.com pedindo permissão para escrever.&lt;br /&gt;
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Modificar páginas&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
'''Criar página'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Duas opções:&lt;br /&gt;
a palavra já existe em um artigo&lt;br /&gt;
a palavra é totalmente nova&lt;br /&gt;
No primeiro caso: editar a página onde existe a palavra e colocar um link para esta palabra; a palavra vai aparecer em vermelho; clicando na palavra, aparecerá uma proposta de criação de página; clicar ali e criar a página.&lt;br /&gt;
No segundo caso: colocar o nome da palavra em “buscar” no menu da esquerda; aparecerá uma página dizendo que a palavra não existe e propondo fazê-la; seguir acima para “Categorias”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada palavra da Humanipedia deve ter uma categoria para facilitar a busca do usuário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Imagens'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para carregar uma imagem a um certo termo, deve-se editar esse termo e posicionar o cursor e o ponto onde se deseja inserir a imagem; ali deve-se escrever ou colar a tag (entre colchetes, como usual).&lt;br /&gt;
file:nombrefichero.jpg|thumb|300px|rigth|pie de página&lt;br /&gt;
Modificar o modelo de tag com todos os dados de nome do arquivo e rodapé da página (ali colocar o crédito da foto); salvar a página. Duas opções: caso haja inserido uma imagem já existente ao Humanipedia, não há mais o que fazer; se for uma uma imagem nova, aparecerá um link vermelho: clicar no link e carregar a foto atribuindo-lhe o mesmo nome que aparece ali. &lt;br /&gt;
Neste momento, as imagens se encontram nestes dois links:&lt;br /&gt;
http://it.humanipedia.org/index.php/Speciale:File&lt;br /&gt;
http://es.humanipedia.org/index.php/Especial:ListaImágenes.&lt;br /&gt;
Por isso, quando se busca a imagem, melhor ver as duas listas.&lt;br /&gt;
De todas maneiras, colocando o nome do arquivo, podem-se carregar todas as imagens a partir das duas listas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Convenções'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estabelecemos que se coloquem todos os termos em letras minúsculas; o programa se encarrega, de todas maneiras, de colocar em maiúscula a primeira letra. Os títulos de livros fazem exceção: todas as iniciais maiúsculas, menos os artigos e conjunções; exemplo: Cartas a meus amigos, O Dia do Leão Alado etc.&lt;br /&gt;
Os nomes de pessoas são escritos da seguinte maneira: Compte, Auguste. Obviamente o tag, por exemplo, seria Compte, Auguste|Auguste Compte (obviamente entre colchetes).&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Documento_do_Movimento_Humanista&amp;diff=566</id>
		<title>Documento do Movimento Humanista</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Documento_do_Movimento_Humanista&amp;diff=566"/>
		<updated>2015-10-30T16:09:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: Criou a página com &amp;quot;http://www.movimentohumanista.org/documento-humanista.html  categoria: Movimento Humanista categoria: work in progress&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;http://www.movimentohumanista.org/documento-humanista.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: work in progress]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Aleg%C3%B3rico,_composi%C3%A7%C3%A3o_do&amp;diff=556</id>
		<title>Alegórico, composição do</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Aleg%C3%B3rico,_composi%C3%A7%C3%A3o_do&amp;diff=556"/>
		<updated>2015-10-26T21:26:56Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Encontramos continentes, conteúdos, conectivas de facilidade ou impedimento, atributos manifestos ou tácitos, níveis, texturas, elementos, momentos de processo, transformismos e inversões. Esses elementos também são considerados como temas do alegórico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Auto-Libertação vocabulário]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Alegorias,_fun%C3%A7%C3%B5es_das&amp;diff=546</id>
		<title>Alegorias, funções das</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Alegorias,_fun%C3%A7%C3%B5es_das&amp;diff=546"/>
		<updated>2015-10-26T21:19:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;a) relatar situações compensando dificuldades de abrangência total; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) é possível atuar indiretamente sobre as situações reais, ao apreendêlas alegoricamente; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c) corno sistema de imagens, tendem a deslocar cargas da [[consciência]] para os centros de resposta (riso, choro, ato amoroso, confrontação agressiva, etc.), produzindo, assim descargas de tensões do [[psiquismo]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Auto-Libertação vocabulário]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Alegorias,_clima_e_sistema_de_idea%C3%A7%C3%A3o_das&amp;diff=536</id>
		<title>Alegorias, clima e sistema de ideação das</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Alegorias,_clima_e_sistema_de_idea%C3%A7%C3%A3o_das&amp;diff=536"/>
		<updated>2015-10-26T21:16:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Na alegoria, o fator emotivo não depende da [[representação]]. O [[clima]] é parte integrante do sistema de ideação e é ele que revela o significado para a [[consciência]], prevalecendo sobre a [[imagem]] quando esta não corresponde. A [[alegoria]] não respeita o tempo linear, nem a estruturação do espaço do estado vigílico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Auto-Libertação vocabulário]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Atitude_humanista&amp;diff=526</id>
		<title>Atitude humanista</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Atitude_humanista&amp;diff=526"/>
		<updated>2015-10-26T20:53:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;A a.h. já estava presente antes de cunhar palavras como “humanismo”, “humanista” e outras do tipo. No que diz respeito à atitude mencionada, é posição comum dos humanistas das diferentes culturas: &lt;br /&gt;
1- a localização do [[ser humano]] como valor e preocupação central; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2- a afirmação da [[igualdade]] de todos os seres humanos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3- o reconhecimento da diversidade pessoal e cultural; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4- a tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima do aceito ou imposto como verdade absoluta; 5- a afirmação da liberdade de ideias e crenças e &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6- o repúdio à [[violência]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A a.h. fora de todo questionamento teórico, pode ser compreendida como uma “sensibilidade”, como um posicionamento frente ao mundo humano, no qual se reconhece a [[intenção]] e a [[liberdade]] em outros, e no qual são assumidos compromissos de luta não violenta contra a [[discriminação]] e a [[violência]] (ver [[momento humanista]]).&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es: actitud humanista]]&lt;br /&gt;
[[it: atteggiamento umanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Atitude_anti-humanista&amp;diff=516</id>
		<title>Atitude anti-humanista</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Atitude_anti-humanista&amp;diff=516"/>
		<updated>2015-10-26T20:50:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(deriva do latim actum, exprimir com os fatos). Trata-se não de um posicionamento doutrinário e sim de um comportamento que é praticamente a atitude invertida da [[atitude humanista]]. Também não diz respeito a situações particulares ou atos reprováveis do ponto de vista da ética humanista.  Em definitivo, a a.a é uma forma pessoal de colocação no mundo, um modo de relação ‘objetivador’ caracterizado pela negação da [[intenção]] e da [[liberdade]] de outros seres humanos.&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es: actitud anti-humanista]]&lt;br /&gt;
[[it: atteggiamento antiumanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Atitude_anti-humanista&amp;diff=506</id>
		<title>Atitude anti-humanista</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Atitude_anti-humanista&amp;diff=506"/>
		<updated>2015-10-26T20:49:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: criar&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;(deriva do latim actum, exprimir com os fatos). Trata-se não de um posicionamento doutrinário e sim de um comportamento que é praticamente a atitude invertida da atitude humanista (*). Também não diz respeito a situações particulares ou atos reprováveis do ponto de vista da ética humanista.  Em definitivo, a a.a é uma forma pessoal de colocação no mundo, um modo de relação ‘objetivador’ caracterizado pela negação da intenção e da liberdade de outros seres humanos.&lt;br /&gt;
[[Categoria:Dicionário do Novo Humanismo]]&lt;br /&gt;
[[es: actitud anti-humanista]]&lt;br /&gt;
[[it: atteggiamento antiumanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Converg%C3%AAncia_das_Culturas&amp;diff=496</id>
		<title>Convergência das Culturas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Converg%C3%AAncia_das_Culturas&amp;diff=496"/>
		<updated>2015-10-09T20:30:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:cc.jpg|right|thumb|200px]]&lt;br /&gt;
Convergência das Culturas (Anteriormente (1995-2009) conhecida como Centro das Culturas) é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=O Humanismo Universalista=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot; O [[Humanismo Universalista]], também chamado de [[Novo Humanismo]], caracteriza-se por destacar a atitude humanista. Essa atitude não é uma filosofia, mas uma perspectiva, uma sensibilidade e um modo de viver a relação com outros seres humanos. O Humanismo Universalista afirma que, em todas as culturas, em seu melhor momento de criatividade, a atitude humanista impregna o ambiente social. Assim, repudia-se a discriminação, as guerras e, em geral, a violência. A liberdade de idéias e crenças ganha forte impulso, o que incentiva, por sua vez, a investigação e a criatividade na ciência, arte e outras expressões sociais. Em todo caso, o Humanismo Universalista propõe um dialogo não abstrato nem institucional entre as culturas, mas o acordo em torno a pontos  básicos e a colaboração mútua entre os representantes das diversas culturas, com base em momentos humanistas simétricos &amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade atual, a convivência entre culturas diferentes é um fato diário. Mas o extraordinário deste momento histórico é que se trata de um momento de mundialização, em que todas as culturas se aproximam e se influenciam mutuamente como nunca aconteceu antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante distinguir entre esse processo de mundialização crescente e a globalização. A propalada globalização nada mais é que o tradicional comportamento que impulsionaram os centros imperiais. Como aconteceu reiteradamente na história, esses impérios se instalam, desenvolvem-se e fazem com que outros povos girem a seu redor, impondo seu idioma, seus costumes, seu vestuário, sua alimentação e todos os seus códigos. Por fim, essas estruturas imperialistas acabam gerando violência e caos,  resultado de seu ingênuo atropelo e da confrontação cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, é necessário formar âmbitos onde se resgatem as idéias, crenças e atitudes humanistas de cada cultura que, para além de todas as diferenças, estão no coração dos diversos povos e indivíduos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos gerais, a Convergência das Culturas propõe-se a facilitar e estimular o diálogo entre as culturas, lutar contra a discriminação e a violência e levar sua proposta a todas as localidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em especial:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a) Promover a relação entre as diferentes culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mediante a organização de encontros e âmbitos de intercâmbio entre pessoas de diversas culturas, não apenas com a intenção de que se conheça as culturas, suas inquietações e aspirações, mas também para que esse intercâmbio permita um verdadeiro diálogo orientado para a busca de pontos comuns presentes no coração dos diversos povos e indivíduos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) Denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de diversos tipos de campanha  que permitam o pleno exercício dos direitos humanos. Pela livre circulação de seres humanos no planeta e pela possibilidade de que cada um possa escolher o local e as condições em que quer viver. Para melhorar o presente e construir um futuro comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c) Divulgar suas idéias e atividades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fazendo contato com todas as culturas nos diversos países, com a intenção de divulgar e reunir pessoas e organizações em torno ao estudo e atividades da Convergência das Culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Aspectos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses lineamentos têm por objetivo definir um modelo organizativo de acordo com a nova etapa que se inicia, impulsionando o crescimento do organismo Convergência das Culturas no que diz respeito a participantes, ação no meio e alcance geográfico e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas é uma organização  de caráter mundial . Nesse sentido, seus membros, independentemente do lugar onde atuam, sentem-se parte de uma mesma ação mundial humanizadora que se expressa de maneira diversificada, mas convergente. É, portanto, essencial a homogeneidade dos conteúdos ideológicos em todas as suas manifestações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas formas de participação são abertas e flexíveis. Trata-se de uma organização de base humana em que cada pessoa se faz responsável por aquilo que impulsiona e constrói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estruturas básicas  da Convergência das Culturas são as  &amp;quot; Equipes de Base &amp;quot; que desenvolvem suas atividades em bairros, escolas, universidades, locais de trabalho, por Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Coordenação de base e coordenação nacional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes iniciais da Convergência das Culturas são coordenadas, em um primeiro momento, por aquela pessoa que as colocou em marcha e que as desenvolve, seguindo os objetivos propostos nos documentos e materiais oficiais da Convergência das Culturas. Essas &amp;quot;equipes iniciais ou promotoras&amp;quot; constituem-se em &amp;quot; equipes da Convergência das Culturas&amp;quot;, quando alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 participantes) e permanência (reuniões periódicas). Anualmente,  será realizada uma eleição da qual participarão todos os membros plenos da equipe para confirmar ou substituir esse coordenador inicial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme vão se desenvolvendo essas &amp;quot;equipes de base da Convergência das Culturas&amp;quot;, apresentam-se necessidades de coordenação com outras equipes da CC que atuam no mesmo país. Quando se chega ao número de 10 equipes de base, os coordenadores dessas equipes  formam uma &amp;quot;equipe promotora&amp;quot;, que convoca eleições para escolher a primeira equipe nacional. As funções dessa equipe nacional serão escolhidas por votação direto dos membros plenos do organismo no país, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A função dessa equipe nacional é coordenar ações conjuntas (campanhas, fóruns, encontros, respostas a situações de conflito etc.), conduzir questões jurídicas e administrativas, coordenar as relações com a imprensa e com outras organizações, convocar eleições para sua renovação a cada dois anos e outras funções que se considerem adequadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções estão exclusivamente a serviço do conjunto, respondem a um mandato com lineamentos precisos e podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe nacional para que membros plenos de distintas culturas possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Coordenação mundial&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade de uma equipe mundial eleita por votação direto dos membros planos do organismo em todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equipe mundial é responsável pela coordenação da CC em nível mundial. Ela poderá propor ações coordenadas de diferentes amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe mundial para que membros de distintas culturas - que estejam ativos no organismo - possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em caso de decisões importantes, que afetem o posicionamento e desenvolvimento do conjunto, será realizada uma consulta geral que garanta a participação de todos os membros do organismo. Se necessário, poderá apelar-se a uma votação mundial e direta sobre a questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Equipes da Convergência das Culturas (grupos de base)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes se reúnem periodicamente em torno de materiais da Convergência das Culturas, a fim de se esclarecerem sobre os aspectos ideológicos e objetivos do organismo, promover relações entre as diferentes culturas, denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta e divulgar as idéias e atividades da CC. Além disso, dispõem de encontros e retiros de estudo e práticas do Movimento Humanista que podem ser realizados pelos interessados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também equipes da CC que desenvolvem suas atividades de modo virtual, fazendo uso de novas tecnologias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes da CC promovem a implementação de três mecanismos ou funções básicas para seu crescimento:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação em direção a outras pessoas, outras redes e organizações, a fim de divulgar suas diretrizes, propostas e ferramentas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e um intercâmbio fluidos com outras equipes da CC e outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à progressiva formação de seus membros, disponibilizando ferramentas para seu desenvolvimento pessoal, cultural e social. Esses estudos e práticas encontram-se em seus materiais oficiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes da Convergência das Culturas geram vínculos com outros grupos e organizações de seu meio, mas por nenhum motivo estabelece uma relação orgânica com nenhum deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As equipes de base poderão, se considerarem necessário , definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Função de porta-voz: responsável por representar a Convergência das Culturas em atividades institucionais, diante da imprensa e em qualquer atividade ou situação em que seja necessário expor os pontos de vista desse organismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de relação com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções legais e  jurídicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de imprensa e difusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Outras funções ad-hoc .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação e têm duração de 1 ano. Essas funções são exclusivamente de serviço ao conjunto, respondendo a um mandato com lineamentos precisos e que podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a todos, sem qualquer discriminação. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos da Convergência das Culturas pode integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planificadas, participar das reuniões de formação e capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam  das reuniões, impulsionam  seu crescimento, capacitam-se com base nos materiais propostos e colaboram para a manutenção do organismo com sua contribuição anual. Eles são responsáveis pela eleição por voto direto do coordenador de sua equipe base e das funções das equipes nacionais e mundial. Impulsionam o desenvolvimento e a formação de novas equipes, sem limitação geográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aderentes : recebem informação, participam das atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer grupo, organização ou agrupação que , sem perder sua própria identidade, manifesta sua adesão aos princípios que inspiram a CC, poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; da CC e manter com esta relações de colaboração mútua. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas conta com materiais oficiais e materiais recomendados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Caderno da Convergência das Culturas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista .,Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Documento Humanista, adotado pelo Partido Humanista no II Congresso da IH (Moscou, 1993)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Autoliberação , Luis A. Ammann, 1980 (edição atualizado em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Obras Completas , Silo, Vol. I e II, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Apontamentos de Psicologia , Silo. Ulrica Ediciones, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também várias contribuições que os membros da Convergência das Culturas vão fazendo, à medida que desenvolvem seus pontos de vista e sua aplicação em campos específicos, que vão ampliando a bibliografia recomendada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Economia=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas sustenta-se com a contribuição anual de seus membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa cota será definida pela equipe de coordenação nacional, com base no salário médio de cada país e será recolhida uma vez por ano, na mesma data para todos os membros plenos do organismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta distribui-se proporcionalmente entre as equipes de base, equipes de coordenação do país e a equipe de coordenação mundial, conforme proporção definida pela equipe promotora mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas coletas ocasionais, conforme as necessidades que surjam, nas quais participarão voluntariamente os aderentes do organismo. O montante dessa  coleta nunca poderá ultrapassar o valor da contribuição anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os fundos para seu sustento provêm de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Aspectos institucionais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento da Convergência das Culturas em cada país e para facilitar o desenvolvimento dos objetivos em sua relação com o meio, as equipes tendem a definir sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins lucrativos&amp;quot; ( ou forma similar, conforme as leis de cada país ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas &amp;quot;associações sem fins lucrativos&amp;quot; refletirão, na prática, orgânica e princípios idênticos aos propostos nos materiais organizativos oficiais em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nível mundial, a Convergência das Culturas organiza-se como uma &amp;quot;Federação Mundial&amp;quot; que reúne todas as equipes da CC do  mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Convergência das Culturas &lt;br /&gt;
Federação Mundial de Equipes da Convergência das Culturas &lt;br /&gt;
associação civil sem fins lucrativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[it: Convergenza delle Culture]]&lt;br /&gt;
[[es: Convergencia de las Culturas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Converg%C3%AAncia_das_Culturas&amp;diff=486</id>
		<title>Convergência das Culturas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Converg%C3%AAncia_das_Culturas&amp;diff=486"/>
		<updated>2015-10-09T20:28:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Convergência das Culturas (Anteriormente (1995-2009) conhecida como Centro das Culturas) é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=O Humanismo Universalista=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot; O [[Humanismo Universalista]], também chamado de [[Novo Humanismo]], caracteriza-se por destacar a atitude humanista. Essa atitude não é uma filosofia, mas uma perspectiva, uma sensibilidade e um modo de viver a relação com outros seres humanos. O Humanismo Universalista afirma que, em todas as culturas, em seu melhor momento de criatividade, a atitude humanista impregna o ambiente social. Assim, repudia-se a discriminação, as guerras e, em geral, a violência. A liberdade de idéias e crenças ganha forte impulso, o que incentiva, por sua vez, a investigação e a criatividade na ciência, arte e outras expressões sociais. Em todo caso, o Humanismo Universalista propõe um dialogo não abstrato nem institucional entre as culturas, mas o acordo em torno a pontos  básicos e a colaboração mútua entre os representantes das diversas culturas, com base em momentos humanistas simétricos &amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade atual, a convivência entre culturas diferentes é um fato diário. Mas o extraordinário deste momento histórico é que se trata de um momento de mundialização, em que todas as culturas se aproximam e se influenciam mutuamente como nunca aconteceu antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante distinguir entre esse processo de mundialização crescente e a globalização. A propalada globalização nada mais é que o tradicional comportamento que impulsionaram os centros imperiais. Como aconteceu reiteradamente na história, esses impérios se instalam, desenvolvem-se e fazem com que outros povos girem a seu redor, impondo seu idioma, seus costumes, seu vestuário, sua alimentação e todos os seus códigos. Por fim, essas estruturas imperialistas acabam gerando violência e caos,  resultado de seu ingênuo atropelo e da confrontação cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, é necessário formar âmbitos onde se resgatem as idéias, crenças e atitudes humanistas de cada cultura que, para além de todas as diferenças, estão no coração dos diversos povos e indivíduos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos gerais, a Convergência das Culturas propõe-se a facilitar e estimular o diálogo entre as culturas, lutar contra a discriminação e a violência e levar sua proposta a todas as localidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em especial:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a) Promover a relação entre as diferentes culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mediante a organização de encontros e âmbitos de intercâmbio entre pessoas de diversas culturas, não apenas com a intenção de que se conheça as culturas, suas inquietações e aspirações, mas também para que esse intercâmbio permita um verdadeiro diálogo orientado para a busca de pontos comuns presentes no coração dos diversos povos e indivíduos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) Denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de diversos tipos de campanha  que permitam o pleno exercício dos direitos humanos. Pela livre circulação de seres humanos no planeta e pela possibilidade de que cada um possa escolher o local e as condições em que quer viver. Para melhorar o presente e construir um futuro comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c) Divulgar suas idéias e atividades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fazendo contato com todas as culturas nos diversos países, com a intenção de divulgar e reunir pessoas e organizações em torno ao estudo e atividades da Convergência das Culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Aspectos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses lineamentos têm por objetivo definir um modelo organizativo de acordo com a nova etapa que se inicia, impulsionando o crescimento do organismo Convergência das Culturas no que diz respeito a participantes, ação no meio e alcance geográfico e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas é uma organização  de caráter mundial . Nesse sentido, seus membros, independentemente do lugar onde atuam, sentem-se parte de uma mesma ação mundial humanizadora que se expressa de maneira diversificada, mas convergente. É, portanto, essencial a homogeneidade dos conteúdos ideológicos em todas as suas manifestações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas formas de participação são abertas e flexíveis. Trata-se de uma organização de base humana em que cada pessoa se faz responsável por aquilo que impulsiona e constrói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estruturas básicas  da Convergência das Culturas são as  &amp;quot; Equipes de Base &amp;quot; que desenvolvem suas atividades em bairros, escolas, universidades, locais de trabalho, por Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Coordenação de base e coordenação nacional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes iniciais da Convergência das Culturas são coordenadas, em um primeiro momento, por aquela pessoa que as colocou em marcha e que as desenvolve, seguindo os objetivos propostos nos documentos e materiais oficiais da Convergência das Culturas. Essas &amp;quot;equipes iniciais ou promotoras&amp;quot; constituem-se em &amp;quot; equipes da Convergência das Culturas&amp;quot;, quando alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 participantes) e permanência (reuniões periódicas). Anualmente,  será realizada uma eleição da qual participarão todos os membros plenos da equipe para confirmar ou substituir esse coordenador inicial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme vão se desenvolvendo essas &amp;quot;equipes de base da Convergência das Culturas&amp;quot;, apresentam-se necessidades de coordenação com outras equipes da CC que atuam no mesmo país. Quando se chega ao número de 10 equipes de base, os coordenadores dessas equipes  formam uma &amp;quot;equipe promotora&amp;quot;, que convoca eleições para escolher a primeira equipe nacional. As funções dessa equipe nacional serão escolhidas por votação direto dos membros plenos do organismo no país, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A função dessa equipe nacional é coordenar ações conjuntas (campanhas, fóruns, encontros, respostas a situações de conflito etc.), conduzir questões jurídicas e administrativas, coordenar as relações com a imprensa e com outras organizações, convocar eleições para sua renovação a cada dois anos e outras funções que se considerem adequadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções estão exclusivamente a serviço do conjunto, respondem a um mandato com lineamentos precisos e podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe nacional para que membros plenos de distintas culturas possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Coordenação mundial&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade de uma equipe mundial eleita por votação direto dos membros planos do organismo em todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equipe mundial é responsável pela coordenação da CC em nível mundial. Ela poderá propor ações coordenadas de diferentes amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe mundial para que membros de distintas culturas - que estejam ativos no organismo - possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em caso de decisões importantes, que afetem o posicionamento e desenvolvimento do conjunto, será realizada uma consulta geral que garanta a participação de todos os membros do organismo. Se necessário, poderá apelar-se a uma votação mundial e direta sobre a questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Equipes da Convergência das Culturas (grupos de base)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes se reúnem periodicamente em torno de materiais da Convergência das Culturas, a fim de se esclarecerem sobre os aspectos ideológicos e objetivos do organismo, promover relações entre as diferentes culturas, denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta e divulgar as idéias e atividades da CC. Além disso, dispõem de encontros e retiros de estudo e práticas do Movimento Humanista que podem ser realizados pelos interessados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também equipes da CC que desenvolvem suas atividades de modo virtual, fazendo uso de novas tecnologias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes da CC promovem a implementação de três mecanismos ou funções básicas para seu crescimento:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação em direção a outras pessoas, outras redes e organizações, a fim de divulgar suas diretrizes, propostas e ferramentas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e um intercâmbio fluidos com outras equipes da CC e outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à progressiva formação de seus membros, disponibilizando ferramentas para seu desenvolvimento pessoal, cultural e social. Esses estudos e práticas encontram-se em seus materiais oficiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes da Convergência das Culturas geram vínculos com outros grupos e organizações de seu meio, mas por nenhum motivo estabelece uma relação orgânica com nenhum deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As equipes de base poderão, se considerarem necessário , definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Função de porta-voz: responsável por representar a Convergência das Culturas em atividades institucionais, diante da imprensa e em qualquer atividade ou situação em que seja necessário expor os pontos de vista desse organismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de relação com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções legais e  jurídicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de imprensa e difusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Outras funções ad-hoc .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação e têm duração de 1 ano. Essas funções são exclusivamente de serviço ao conjunto, respondendo a um mandato com lineamentos precisos e que podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a todos, sem qualquer discriminação. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos da Convergência das Culturas pode integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planificadas, participar das reuniões de formação e capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam  das reuniões, impulsionam  seu crescimento, capacitam-se com base nos materiais propostos e colaboram para a manutenção do organismo com sua contribuição anual. Eles são responsáveis pela eleição por voto direto do coordenador de sua equipe base e das funções das equipes nacionais e mundial. Impulsionam o desenvolvimento e a formação de novas equipes, sem limitação geográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aderentes : recebem informação, participam das atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer grupo, organização ou agrupação que , sem perder sua própria identidade, manifesta sua adesão aos princípios que inspiram a CC, poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; da CC e manter com esta relações de colaboração mútua. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas conta com materiais oficiais e materiais recomendados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Caderno da Convergência das Culturas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista .,Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Documento Humanista, adotado pelo Partido Humanista no II Congresso da IH (Moscou, 1993)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Autoliberação , Luis A. Ammann, 1980 (edição atualizado em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Obras Completas , Silo, Vol. I e II, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Apontamentos de Psicologia , Silo. Ulrica Ediciones, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também várias contribuições que os membros da Convergência das Culturas vão fazendo, à medida que desenvolvem seus pontos de vista e sua aplicação em campos específicos, que vão ampliando a bibliografia recomendada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Economia=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas sustenta-se com a contribuição anual de seus membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa cota será definida pela equipe de coordenação nacional, com base no salário médio de cada país e será recolhida uma vez por ano, na mesma data para todos os membros plenos do organismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta distribui-se proporcionalmente entre as equipes de base, equipes de coordenação do país e a equipe de coordenação mundial, conforme proporção definida pela equipe promotora mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas coletas ocasionais, conforme as necessidades que surjam, nas quais participarão voluntariamente os aderentes do organismo. O montante dessa  coleta nunca poderá ultrapassar o valor da contribuição anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os fundos para seu sustento provêm de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Aspectos institucionais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento da Convergência das Culturas em cada país e para facilitar o desenvolvimento dos objetivos em sua relação com o meio, as equipes tendem a definir sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins lucrativos&amp;quot; ( ou forma similar, conforme as leis de cada país ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas &amp;quot;associações sem fins lucrativos&amp;quot; refletirão, na prática, orgânica e princípios idênticos aos propostos nos materiais organizativos oficiais em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nível mundial, a Convergência das Culturas organiza-se como uma &amp;quot;Federação Mundial&amp;quot; que reúne todas as equipes da CC do  mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Convergência das Culturas &lt;br /&gt;
Federação Mundial de Equipes da Convergência das Culturas &lt;br /&gt;
associação civil sem fins lucrativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[it: Convergenza delle Culture]]&lt;br /&gt;
[[es: Convergencia de las Culturas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Centro_Mundial_de_Estudos_Humanistas&amp;diff=476</id>
		<title>Centro Mundial de Estudos Humanistas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Centro_Mundial_de_Estudos_Humanistas&amp;diff=476"/>
		<updated>2015-10-09T20:27:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:cmeh.jpg|thumb|rigth|px200|]]&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH foi apresentado no Primeiro [[Fórum Humanista]] Mundial, celebrado em Moscou em outubro de 1993.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Definição=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas (CMEH) é uma organização dedicada ao estudo, investigação e difusão do pensamento e visão do Humanismo Universalista e sua aplicação aos problemas da sociedade e da ciência atuais. Promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento acima das limitações impostas ao saber por preconceitos aceitos como verdades absolutas e imutáveis, promovendo o pensamento estrutural, dinâmico, relacional e crítico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH desenvolve sua atuação em diversos países, continentes e zonas culturais em nível mundial. Propõe-se a elaboração de produções (escritos, audiovisuais, etc.) e programas de trabalho, a capacitação de outros e a difusão da doutrina do Humanismo Universalista, orientada à transformação pessoal e social, com o compromisso de aplicar esses conhecimentos somente para o bem-estar e desenvolvimento do ser humano. Do mesmo modo, propõe-se potencializar a criação e desenvolvimento de novos CEHs, sobretudo nas culturas que não estejam suficientemente representadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para esse fim, forma comissões de trabalho, frentes de ação ou outros órgãos adequados para o cumprimento de seus objetivos. Organiza cursos, seminários, debate, conferências, congressos, simpósios e demais eventos úteis para a difusão e divulgação de suas produções. Edita, emite e publica posicionamentos que cheguem à opinião pública e possam ser considerados na tomada de decisões pelas autoridades pertinentes. No desenvolvimento dessas atividades, celebra, ocasionalmente, convênios de colaboração e intercâmbio com outras pessoas, associações ou organizações públicas, privadas e mistas, sem estabelecer relações de dependência orgânica com elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação, através dos CEHs locais, está aberta a todos os que tenham genuíno interesse em realizar essas investigações e trabalhos dirigidos ao objetivo proposto, estimulando o intercâmbio e o trabalho conjunto entre seus componentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=História=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH foi criado no 1º Fórum Humanista Mundial celebrado em Moscou, em outubro de 1993, por iniciativa de Silo. Iniciou suas atividades enquadrado na orientação do Humanismo Universalista, desenvolvendo-se essa primeira etapa até o início de 1998.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, o CMEH realizou seminários e estudos dedicados à investigação das tradições e inovações humanistas nas distintas culturas, da economia e das ciências sociais em geral. Esses seminários foram realizados conjuntamente com Institutos da Academia de Ciências da Rússia, centros culturais e educativos de Buenos Aires, Santiago do Chile, México, Madri e outras universidades e instituições científicas. Em 1994, participou do 2º Fórum Humanista no México e, no ano seguinte, do Encontro Aberto do Humanismo, em Santiago do Chile.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O resultado dessas investigações foram publicadas na forma de “Anuário do Centro Mundial de Estudos Humanistas” nos anos de 94, 95, 96 e 97. Publicou-se também “Dicionário do Novo Humanismo” de Silo, hoje incorporado ao Volume II de suas Obras Completas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de abril de 2006, a partir do Centro de Estudos Humanistas de Buenos Aires se impulsionou a continuidade do CMEH. Nesse mesmo ano, somaram-se os Centros de Estudos Humanistas (CEH) de Barcelona, Santiago do Chile, Madri, Moscou, Paris e Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Teve início, então, uma atividade permanente, caracterizada pela autonomia e simultaneidade na atuação dos CEHs em suas respectivas cidades e países, assim como pelo desenvolvimento da metodologia de estudo e investigação própria do CMEH, formulada a partir de seminários realizados em distintas cidades da América e da Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em novembro de 2008, realizou-se no Parque de Estudo e Reflexão de Punta de Vacas, com apresentações prévias na Universidade de Cuyo, Argentina, e na Universidade de Santiago do Chile, o 1° Simpósio Internacional do CMEH, “A Ética no Conhecimento”. Nesse evento, constituiu-se a Federação Mundial de Centros de Estudos Humanistas, formada pelos CEHs antes mencionados e outros em formação, com os assistentes formalizando o “Compromisso Ético”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 2009, os CEHs da Europa realizaram um “Simpósio Internacional sobre Não-violência”, no Parque de Estudo e Reflexão de Attigliano, na Itália.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Bases conceituais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora a doutrina do [[Humanismo Universalista]] possua grande amplitude e riqueza, podemos destacar os seguintes pontos como a base conceitual desta nova visão sobre o ser humano, a sociedade e a história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O ser humano==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista define o ser humano como ser histórico cujo modo de ação social transforma sua própria natureza. Um ser aberto ao mundo, de dimensão histórico-social, cuja consciência é ativa e cuja atividade é transformadora do mundo, de acordo com sua intenção. Intenção lançada à superação da dor e do sofrimento, que o leva a humanizar a natureza, a sociedade, seu próprio corpo e a si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os momentos humanistas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista destaca a existência de momentos humanistas na história das diversas culturas, nas quais pode-se detectar as seguintes características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* localização do ser humano como valor e preocupação central;&lt;br /&gt;
* afirmação da igualdade de todos os seres humanos;&lt;br /&gt;
* reconhecimento da diversidade pessoal e cultural;&lt;br /&gt;
* tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima do aceito como verdade absoluta;&lt;br /&gt;
* afirmação da liberdade de idéias e crenças;&lt;br /&gt;
* repúdio a toda forma de violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A experiência como ponto de partida==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista desenvolve sua doutrina partindo da experiência humana. Não parte de idéias, teorias ou abstrações, mas sim da observação da própria experiência. Isso o leva a realizar seus desenvolvimentos incluindo o observador em estrutura com o fenômeno observado e não a partir de uma pretensa objetividade dada por não considerar como o observador afeta o observado. Essa posição do observador leva a exercitar a descrição rigorosa, própria da fenomenologia, em vez de sua interpretação a partir de uma teoria – o que se expressa em um método que busca não apenas a explicação, mas fundamentalmente a compreensão do estudado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido e em essência, a Psicologia Humanista parte da experiência do existente comoestrutura consciência-mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A consciência, além disso, experimenta-se aberta ao mundo e em permanente dinâmica. Essa estrutura dinâmica é a base da experiência humana de onde parte a doutrina do Humanismo Universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desses fundamentos, desprende-se uma metodologia do pensar e uma ética da ação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Metodologia do pensar==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observa-se na consciência uma dupla capacidade. Por um lado, a de captar os fenômenos dos mundos externo e interno; por outro lado, a de tentar ordenar e dar sentido ao que se experimenta, através do pensamento. É a partir dos registros do pensar e da observação dos mecanismos que o constituem que se pode fundamentar uma metodologia do conhecimento baseada na “experiência do pensar”. Os desenvolvimentos mais gerais do pensar permitem, por sua vez, a formulação de um conjunto de princípios e leis universais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH propõe, para seus estudos e investigações, um método baseado na observação da experiência do pensar. Esse método, junto com os princípios e leis universais, formam uma estrutura coerente que facilita a compreensão dos problemas abordados. (Princípios, leis e método desenvolvidos no livro “Método Estrutural Dinâmico”, Jorge Pompei, CMEH, 2008.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Método se apresenta como um conjunto de procedimentos analítico-sintéticos que permite ordenar os fenômenos estudados e facilitar sua compreensão. Seu exercício tende a reeducar o modo de encarar a aprendizagem e o modo de compreensão, sendo uma ferramenta de transformação daquele que investiga e do mundo que o rodeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ética da ação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo a experiência como ponto de partida, a validade dos atos de conduta não podem ser ponderados senão pelo registro que deles se tenha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, mais que uma valorização moral externa, o Humanismo Universalista propõe “Princípios de Vida” que se relacionam com o registro interno e orientam a conduta para a realização de “ações válidas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os indicadores que permitem identificar essas “ações válidas”, quer dizer, aquelas que dão sentido, coerência e crescimento interno, são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o registro de profunda distensão ao serem realizadas;&lt;br /&gt;
o desejo de repeti-las;&lt;br /&gt;
o a sensação de crescimento interno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo contrário, aquelas ações que produzem contradição entre o que se faz e o que se pensa e se sente debilitam o desenvolvimento interno das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos sociais, a relação com os outros deve, por sua vez, considerar não prejudicar os demais com a própria ação e. para que isso seja coerente com o anterior. terá que considerar a regra de ouro que enuncia “trata os demais como queres ser tratado”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso constitui uma escala de valores em cujo ponto mais alto está a coerência, uma nova moral para a qual não é indiferente qualquer tipo de ação, uma nova aspiração que implica ser conseqüente no esforço por dar direção aos acontecimentos humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As atividades solidárias genuínas, aquelas que buscam o bem-estar do conjunto mais que os próprios interesses, vão nessa direção e contribuem com o crescimento da sociedade humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por sua parte, a busca do conhecimento ou sua aplicação também devem ter um necessário marco ético que exija que a investigação e o uso do conhecimento só possam estar a favor do crescimento da vida humana e nunca gerar ou justificar seu dano ou destruição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É por isso que o CMEH propõe que a investigação científica deve ser acompanhada por um “Compromisso Ético” que explicite e comprometa os estudiosos e investigadores a utilizá-la somente a favor da vida humana. Esse “Compromisso Ético” constitui, então, o fundamento de toda investigação e orienta a direção mental do investigador que, simultaneamente ao desenvolvimento de sua ação, aprofunda um processo de transformação de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa e não outra pode ser a finalidade do conhecimento, que por outro lado é patrimônio do processo humano e que será, então, um “bom conhecimento”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A construção social e a ética da não-violência==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista aspira à construção de uma Nação Humana Universal como meta do processo social humano. Mas trabalhar por esse objetivo implica uma metodologia de ação coerente com sua ética. Essa metodologia é a não-violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A não-violência pode ser compreendida como um sistema determinado de conceitos morais que rejeitam a violência, assim como uma estratégia de luta consistente na denúncia sistemática de todas as formas de violência que o sistema exerce.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reconhece entre seus antecedentes as ações desenvolvidas por Mahatma Gandhi, Martin L. King e Kwame Nkrumah, entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diferentemente do pacifismo, que é uma denúncia contra o armamentismo, a Não-violência se constitui em um método de ação e um estilo de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse método de ação conjuga a coerência interna do pensar, sentir e atuar na mesma direção com a coerência social de tratar os demais como queremos ser tratados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano, em seu movimento para a liberdade, ou seja, em sua luta por superar as condições de dor e sofrimento, encontra na metodologia da não-violência uma ferramenta de transformação do meio histórico-social coerente com a construção da Nação Humana Universal e com seu próprio registro interno de unidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A formação pessoal dos membros do CMEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em correspondência com a proposta de mudança social e pessoal simultâneas, própria do Humanismo Universalista, os membros do CMEH realizam periodicamente seus trabalhos de formação pessoal baseados no Manual de Formação para Membros do Movimento Humanista. Tal Manual inclui tanto temas de estudo quanto seminários e retiros que, geralmente, são realizados nos Centros de Trabalho dos Parques de Estudo e Reflexão, localizados em diversas cidades e países dos 5 continentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os temas de estudo estão ordenados em 4 seções:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Temas do Humanismo Universalista&lt;br /&gt;
* Tema sobre a superação do sofrimento&lt;br /&gt;
* Tema sobre a não-violência&lt;br /&gt;
* Temas da Psicologia Humanista&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, os seminários e retiros de trabalho pessoal estão baseados nos livrosAutoliberación, de L. Ammann e Experiências Guiadas, de [[Silo]] (em Obras Completas, Vol. I). Entre os diversos trabalhos incluídos, podemos mencionar os seminários sobre práticas atencionais, psicofísicas e de relaxamento, os retiros sobre autoconhecimento, experiências guiadas e espaço de representação. Tanto os temas de estudo quanto os seminários e retiros podem ser tratados como unidades independentes e, por isso, cada grupo de trabalho pode escolher qualquer deles, conforme seus interesses e necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Documento Humanista&lt;br /&gt;
* Compromisso Ético&lt;br /&gt;
* Obras Completas, Silo, Volumes I e II, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
* Apontamentos de Psicologia, Silo, Ulrica Ediciones, 2006&lt;br /&gt;
* Método Estrutural Dinâmico, Teoria e Prática, Jorge Pompei, CMEH, 2008.&lt;br /&gt;
* Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista, Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Publicações do CMEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O humanismo nas diferentes culturas, Anuário 1994 do CMEH. Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Contribuições à cultura humanista, Anuário 1995 do CMEH. Virtual Ediciones, 1996&lt;br /&gt;
* Perspectivas humanistas, Anuário 1996 do CMEH. Virtual Ediciones, 1997&lt;br /&gt;
* Introdução à economia do Novo Humanismo. Anuário 1997 do CMEH. Virtual Ediciones, 1997&lt;br /&gt;
* Violência e tolerância: história, atualidade e perspectivas. Anuário 2006 do CEH Moscou. CEH Moscou e URAP, 2007&lt;br /&gt;
* Bases humanistas para a convergência entre culturas. Anuário 2007 do CEH Moscou. CEH Moscou e URAP, 2008.&lt;br /&gt;
* Ética no conhecimento. 8 DVDs com o desenvolvimento do simpósio. CMEH, 2009&lt;br /&gt;
* Ética no conhecimento. Exposições do simpósio. Anuário 2008 do CMEH.&lt;br /&gt;
* Bizâncio, a raiz comum. Vídeo, CEH Moscou, Fundação Pangea e UNED, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Memórias do futuro, Javier Tolcachier, Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Humanism in India. Note for a Study of History, Fernando Garcia, 2008.&lt;br /&gt;
* A necessidade de uma ética saborosa, Néstor Tato, Ediciones el Escriba, 2008&lt;br /&gt;
* A não-violência através de seus guias, Néstor Tato e Clara Serfaty. Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Interpretações do humanismo, Salvatore Puledda, Virtual Ediciones.&lt;br /&gt;
* O fim da pré-história, Tomas Hirsch. Ed. Expressão Popular, 2008&lt;br /&gt;
* Federico II, uma ponte entre o Oriente e Ocidente. Vídeo, Fundação Pangea e UNED, Espanha, 2007&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Aspectos gerais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas é o conjunto de centros de estudo organizados em diversas cidades, países e continentes, federados mundialmente e em contínuo desenvolvimento e expansão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação do CMEH é realizada por uma Equipe Coordenadora Mundial (ECM) de aproximadamente 12 membros, que distribuem entre si as funções de comunicação, difusão e administração necessárias para cada etapa. Exemplo de funções: informação (Web, listas de e-mail), traduções, publicações, imprensa e difusão, eventos mundiais, economias, questões legais, etc. O trabalho das funções do CMEH é colegiado em paridade de membros, os quais se renovam a cada 2 anos por eleições diretas de todos os membros ativos do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corpo fundamental do CMEH são os Centros de Estudos (CEH), que promovem sua atuação em um âmbito geográfico local: cidade, bairro, universidade, etc., podendo haver mais de um CEH no mesmo espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser membro pleno de um CEH toda pessoa que compartilhe os objetivos do CMEH, assine o Documento Humanista e o Compromisso Ético, efetue a contribuição econômica pessoal anual e esteja disposta a participar de um processo de formação no Humanismo Universalista, relacionado com suas bases conceituais, sua metodologia de investigação e sua ética. Os membros plenos podem votar e apresentar-se como candidatos nas eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser membro aderente de um CEH todo aquele que, mesmo sem assumir os compromissos mencionados, queira apoiar as atividades ou contribuir economicamente para fins específicos. Os membros aderentes não participam das decisões nem votações, mas recebem periodicamente informação relacionada às atividades e projetos do respectivo CEH e do Centro Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação de um CEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um CEH começa com um grupo inicial ou promotor que coloca em marcha atividades a partir dos materiais básicos do CMEH. Esse grupo promotor elabora um plano de trabalho (investigação própria, grupos de estudo com outros centros, ações para o meio) e começa com reuniões periódicas para a implementação desse plano e para a formação pessoal de seus membros; inicia seu site na Internet e sua lista de e-mails.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o grupo promotor adquire um desenvolvimento mínimo (cerca de 10 membros ativos) e permanência em suas atividades, pode constituir-se como Centro de Estudos, elegendo por votação direta as funções de coordenação local e o enlace que o conectará com o ECM e com outros Centros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o grau de desenvolvimento dos CEH em seu lugar de aplicação e com o fim de facilitar o cumprimento dos objetivos em sua relação com o meio, os CEHs tendem a obter sua personalidade jurídica como “associação civil sem fins lucrativos” (ou figura similar, de acordo com a normativa de cada lugar).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Economia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada CEH financia suas atividades com a contribuição pessoal de seus membros ativos e para isso realiza uma coleta anual, cujo montante é determinado por acordo entre os CEHs de um mesmo país. Do montante arrecadado, cada CEH destina uma parte para suas atividades de base e outra para o Centro Mundial. As proporções são definidas pela Equipe Promotora Mundial. A Equipe Coordenadora Mundial prestará contas anualmente do destino dos fundos recebidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as funções, tanto nos CEH quanto na Equipe Coordenadora Mundial, são ad honorem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Eleições diretas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto a renovação periódica das funções (no máximo a cada 2 anos na base e a cada 2 anos em nível mundial), quanto as decisões fundamentais para o funcionamento dos CEHs e do CMEH serão realizadas por eleições diretas com a participação dos membros ativos. A reeleição será limitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[it: Centro Mondiale di Studi Umanisti]]&lt;br /&gt;
[[es: Centro Mundial de Estudios Humanistas]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Converg%C3%AAncia_das_Culturas&amp;diff=466</id>
		<title>Convergência das Culturas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Converg%C3%AAncia_das_Culturas&amp;diff=466"/>
		<updated>2015-10-09T20:25:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Convergência das Culturas (Anteriormente (1995-2009) conhecida como Centro das Culturas) é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=O Humanismo Universalista=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot; O [[Humanismo Universalista]], também chamado de [[Novo Humanismo]], caracteriza-se por destacar a atitude humanista. Essa atitude não é uma filosofia, mas uma perspectiva, uma sensibilidade e um modo de viver a relação com outros seres humanos. O Humanismo Universalista afirma que, em todas as culturas, em seu melhor momento de criatividade, a atitude humanista impregna o ambiente social. Assim, repudia-se a discriminação, as guerras e, em geral, a violência. A liberdade de idéias e crenças ganha forte impulso, o que incentiva, por sua vez, a investigação e a criatividade na ciência, arte e outras expressões sociais. Em todo caso, o Humanismo Universalista propõe um dialogo não abstrato nem institucional entre as culturas, mas o acordo em torno a pontos  básicos e a colaboração mútua entre os representantes das diversas culturas, com base em momentos humanistas simétricos &amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade atual, a convivência entre culturas diferentes é um fato diário. Mas o extraordinário deste momento histórico é que se trata de um momento de mundialização, em que todas as culturas se aproximam e se influenciam mutuamente como nunca aconteceu antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante distinguir entre esse processo de mundialização crescente e a globalização. A propalada globalização nada mais é que o tradicional comportamento que impulsionaram os centros imperiais. Como aconteceu reiteradamente na história, esses impérios se instalam, desenvolvem-se e fazem com que outros povos girem a seu redor, impondo seu idioma, seus costumes, seu vestuário, sua alimentação e todos os seus códigos. Por fim, essas estruturas imperialistas acabam gerando violência e caos,  resultado de seu ingênuo atropelo e da confrontação cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, é necessário formar âmbitos onde se resgatem as idéias, crenças e atitudes humanistas de cada cultura que, para além de todas as diferenças, estão no coração dos diversos povos e indivíduos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Objetivos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos gerais, a Convergência das Culturas propõe-se a facilitar e estimular o diálogo entre as culturas, lutar contra a discriminação e a violência e levar sua proposta a todas as localidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em especial:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a) Promover a relação entre as diferentes culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mediante a organização de encontros e âmbitos de intercâmbio entre pessoas de diversas culturas, não apenas com a intenção de que se conheça as culturas, suas inquietações e aspirações, mas também para que esse intercâmbio permita um verdadeiro diálogo orientado para a busca de pontos comuns presentes no coração dos diversos povos e indivíduos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) Denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de diversos tipos de campanha  que permitam o pleno exercício dos direitos humanos. Pela livre circulação de seres humanos no planeta e pela possibilidade de que cada um possa escolher o local e as condições em que quer viver. Para melhorar o presente e construir um futuro comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c) Divulgar suas idéias e atividades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fazendo contato com todas as culturas nos diversos países, com a intenção de divulgar e reunir pessoas e organizações em torno ao estudo e atividades da Convergência das Culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Aspectos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses lineamentos têm por objetivo definir um modelo organizativo de acordo com a nova etapa que se inicia, impulsionando o crescimento do organismo Convergência das Culturas no que diz respeito a participantes, ação no meio e alcance geográfico e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas é uma organização  de caráter mundial . Nesse sentido, seus membros, independentemente do lugar onde atuam, sentem-se parte de uma mesma ação mundial humanizadora que se expressa de maneira diversificada, mas convergente. É, portanto, essencial a homogeneidade dos conteúdos ideológicos em todas as suas manifestações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas formas de participação são abertas e flexíveis. Trata-se de uma organização de base humana em que cada pessoa se faz responsável por aquilo que impulsiona e constrói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estruturas básicas  da Convergência das Culturas são as  &amp;quot; Equipes de Base &amp;quot; que desenvolvem suas atividades em bairros, escolas, universidades, locais de trabalho, por Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Coordenação de base e coordenação nacional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes iniciais da Convergência das Culturas são coordenadas, em um primeiro momento, por aquela pessoa que as colocou em marcha e que as desenvolve, seguindo os objetivos propostos nos documentos e materiais oficiais da Convergência das Culturas. Essas &amp;quot;equipes iniciais ou promotoras&amp;quot; constituem-se em &amp;quot; equipes da Convergência das Culturas&amp;quot;, quando alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 participantes) e permanência (reuniões periódicas). Anualmente,  será realizada uma eleição da qual participarão todos os membros plenos da equipe para confirmar ou substituir esse coordenador inicial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme vão se desenvolvendo essas &amp;quot;equipes de base da Convergência das Culturas&amp;quot;, apresentam-se necessidades de coordenação com outras equipes da CC que atuam no mesmo país. Quando se chega ao número de 10 equipes de base, os coordenadores dessas equipes  formam uma &amp;quot;equipe promotora&amp;quot;, que convoca eleições para escolher a primeira equipe nacional. As funções dessa equipe nacional serão escolhidas por votação direto dos membros plenos do organismo no país, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A função dessa equipe nacional é coordenar ações conjuntas (campanhas, fóruns, encontros, respostas a situações de conflito etc.), conduzir questões jurídicas e administrativas, coordenar as relações com a imprensa e com outras organizações, convocar eleições para sua renovação a cada dois anos e outras funções que se considerem adequadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções estão exclusivamente a serviço do conjunto, respondem a um mandato com lineamentos precisos e podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe nacional para que membros plenos de distintas culturas possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Coordenação mundial&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade de uma equipe mundial eleita por votação direto dos membros planos do organismo em todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equipe mundial é responsável pela coordenação da CC em nível mundial. Ela poderá propor ações coordenadas de diferentes amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe mundial para que membros de distintas culturas - que estejam ativos no organismo - possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em caso de decisões importantes, que afetem o posicionamento e desenvolvimento do conjunto, será realizada uma consulta geral que garanta a participação de todos os membros do organismo. Se necessário, poderá apelar-se a uma votação mundial e direta sobre a questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Equipes da Convergência das Culturas (grupos de base)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes se reúnem periodicamente em torno de materiais da Convergência das Culturas, a fim de se esclarecerem sobre os aspectos ideológicos e objetivos do organismo, promover relações entre as diferentes culturas, denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta e divulgar as idéias e atividades da CC. Além disso, dispõem de encontros e retiros de estudo e práticas do Movimento Humanista que podem ser realizados pelos interessados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também equipes da CC que desenvolvem suas atividades de modo virtual, fazendo uso de novas tecnologias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes da CC promovem a implementação de três mecanismos ou funções básicas para seu crescimento:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação em direção a outras pessoas, outras redes e organizações, a fim de divulgar suas diretrizes, propostas e ferramentas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e um intercâmbio fluidos com outras equipes da CC e outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à progressiva formação de seus membros, disponibilizando ferramentas para seu desenvolvimento pessoal, cultural e social. Esses estudos e práticas encontram-se em seus materiais oficiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes da Convergência das Culturas geram vínculos com outros grupos e organizações de seu meio, mas por nenhum motivo estabelece uma relação orgânica com nenhum deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As equipes de base poderão, se considerarem necessário , definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Função de porta-voz: responsável por representar a Convergência das Culturas em atividades institucionais, diante da imprensa e em qualquer atividade ou situação em que seja necessário expor os pontos de vista desse organismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de relação com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções legais e  jurídicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de imprensa e difusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Outras funções ad-hoc .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação e têm duração de 1 ano. Essas funções são exclusivamente de serviço ao conjunto, respondendo a um mandato com lineamentos precisos e que podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a todos, sem qualquer discriminação. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos da Convergência das Culturas pode integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planificadas, participar das reuniões de formação e capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam  das reuniões, impulsionam  seu crescimento, capacitam-se com base nos materiais propostos e colaboram para a manutenção do organismo com sua contribuição anual. Eles são responsáveis pela eleição por voto direto do coordenador de sua equipe base e das funções das equipes nacionais e mundial. Impulsionam o desenvolvimento e a formação de novas equipes, sem limitação geográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aderentes : recebem informação, participam das atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer grupo, organização ou agrupação que , sem perder sua própria identidade, manifesta sua adesão aos princípios que inspiram a CC, poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; da CC e manter com esta relações de colaboração mútua. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas conta com materiais oficiais e materiais recomendados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Caderno da Convergência das Culturas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista .,Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Documento Humanista, adotado pelo Partido Humanista no II Congresso da IH (Moscou, 1993)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Autoliberação , Luis A. Ammann, 1980 (edição atualizado em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Obras Completas , Silo, Vol. I e II, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Apontamentos de Psicologia , Silo. Ulrica Ediciones, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também várias contribuições que os membros da Convergência das Culturas vão fazendo, à medida que desenvolvem seus pontos de vista e sua aplicação em campos específicos, que vão ampliando a bibliografia recomendada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Economia=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas sustenta-se com a contribuição anual de seus membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa cota será definida pela equipe de coordenação nacional, com base no salário médio de cada país e será recolhida uma vez por ano, na mesma data para todos os membros plenos do organismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta distribui-se proporcionalmente entre as equipes de base, equipes de coordenação do país e a equipe de coordenação mundial, conforme proporção definida pela equipe promotora mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas coletas ocasionais, conforme as necessidades que surjam, nas quais participarão voluntariamente os aderentes do organismo. O montante dessa  coleta nunca poderá ultrapassar o valor da contribuição anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os fundos para seu sustento provêm de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Aspectos institucionais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento da Convergência das Culturas em cada país e para facilitar o desenvolvimento dos objetivos em sua relação com o meio, as equipes tendem a definir sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins lucrativos&amp;quot; ( ou forma similar, conforme as leis de cada país ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas &amp;quot;associações sem fins lucrativos&amp;quot; refletirão, na prática, orgânica e princípios idênticos aos propostos nos materiais organizativos oficiais em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nível mundial, a Convergência das Culturas organiza-se como uma &amp;quot;Federação Mundial&amp;quot; que reúne todas as equipes da CC do  mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Convergência das Culturas &lt;br /&gt;
Federação Mundial de Equipes da Convergência das Culturas &lt;br /&gt;
associação civil sem fins lucrativos&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Converg%C3%AAncia_das_Culturas&amp;diff=456</id>
		<title>Convergência das Culturas</title>
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		<updated>2015-10-09T20:22:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: Criou a página com &amp;quot;Convergência das Culturas (Anteriormente (1995-2009) conhecida como Centro das Culturas) é um organismo que faz parte do Movimento Humanista.  =O Humanismo Universalis...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Convergência das Culturas (Anteriormente (1995-2009) conhecida como Centro das Culturas) é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=O Humanismo Universalista=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot; O Humanismo Universalista, também chamado de Novo Humanismo, caracteriza-se por destacar a atitude humanista. Essa atitude não é uma filosofia, mas uma perspectiva, uma sensibilidade e um modo de viver a relação com outros seres humanos. O Humanismo Universalista afirma que, em todas as culturas, em seu melhor momento de criatividade, a atitude humanista impregna o ambiente social. Assim, repudia-se a discriminação, as guerras e, em geral, a violência. A liberdade de idéias e crenças ganha forte impulso, o que incentiva, por sua vez, a investigação e a criatividade na ciência, arte e outras expressões sociais. Em todo caso, o Humanismo Universalista propõe um dialogo não abstrato nem institucional entre as culturas, mas o acordo em torno a pontos  básicos e a colaboração mútua entre os representantes das diversas culturas, com base em momentos humanistas simétricos &amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sociedade atual, a convivência entre culturas diferentes é um fato diário. Mas o extraordinário deste momento histórico é que se trata de um momento de mundialização, em que todas as culturas se aproximam e se influenciam mutuamente como nunca aconteceu antes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante distinguir entre esse processo de mundialização crescente e a globalização. A propalada globalização nada mais é que o tradicional comportamento que impulsionaram os centros imperiais. Como aconteceu reiteradamente na história, esses impérios se instalam, desenvolvem-se e fazem com que outros povos girem a seu redor, impondo seu idioma, seus costumes, seu vestuário, sua alimentação e todos os seus códigos. Por fim, essas estruturas imperialistas acabam gerando violência e caos,  resultado de seu ingênuo atropelo e da confrontação cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, é necessário formar âmbitos onde se resgatem as idéias, crenças e atitudes humanistas de cada cultura que, para além de todas as diferenças, estão no coração dos diversos povos e indivíduos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos gerais, a Convergência das Culturas propõe-se a facilitar e estimular o diálogo entre as culturas, lutar contra a discriminação e a violência e levar sua proposta a todas as localidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em especial:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a) Promover a relação entre as diferentes culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mediante a organização de encontros e âmbitos de intercâmbio entre pessoas de diversas culturas, não apenas com a intenção de que se conheça as culturas, suas inquietações e aspirações, mas também para que esse intercâmbio permita um verdadeiro diálogo orientado para a busca de pontos comuns presentes no coração dos diversos povos e indivíduos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
b) Denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Através de diversos tipos de campanha  que permitam o pleno exercício dos direitos humanos. Pela livre circulação de seres humanos no planeta e pela possibilidade de que cada um possa escolher o local e as condições em que quer viver. Para melhorar o presente e construir um futuro comum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
c) Divulgar suas idéias e atividades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fazendo contato com todas as culturas nos diversos países, com a intenção de divulgar e reunir pessoas e organizações em torno ao estudo e atividades da Convergência das Culturas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lineamentos Organizativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Aspectos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esses lineamentos têm por objetivo definir um modelo organizativo de acordo com a nova etapa que se inicia, impulsionando o crescimento do organismo Convergência das Culturas no que diz respeito a participantes, ação no meio e alcance geográfico e cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas é uma organização  de caráter mundial . Nesse sentido, seus membros, independentemente do lugar onde atuam, sentem-se parte de uma mesma ação mundial humanizadora que se expressa de maneira diversificada, mas convergente. É, portanto, essencial a homogeneidade dos conteúdos ideológicos em todas as suas manifestações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Suas formas de participação são abertas e flexíveis. Trata-se de uma organização de base humana em que cada pessoa se faz responsável por aquilo que impulsiona e constrói.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As estruturas básicas  da Convergência das Culturas são as  &amp;quot; Equipes de Base &amp;quot; que desenvolvem suas atividades em bairros, escolas, universidades, locais de trabalho, por Internet, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Coordenação de base e coordenação nacional&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes iniciais da Convergência das Culturas são coordenadas, em um primeiro momento, por aquela pessoa que as colocou em marcha e que as desenvolve, seguindo os objetivos propostos nos documentos e materiais oficiais da Convergência das Culturas. Essas &amp;quot;equipes iniciais ou promotoras&amp;quot; constituem-se em &amp;quot; equipes da Convergência das Culturas&amp;quot;, quando alcançam um desenvolvimento mínimo (aproximadamente 10 participantes) e permanência (reuniões periódicas). Anualmente,  será realizada uma eleição da qual participarão todos os membros plenos da equipe para confirmar ou substituir esse coordenador inicial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conforme vão se desenvolvendo essas &amp;quot;equipes de base da Convergência das Culturas&amp;quot;, apresentam-se necessidades de coordenação com outras equipes da CC que atuam no mesmo país. Quando se chega ao número de 10 equipes de base, os coordenadores dessas equipes  formam uma &amp;quot;equipe promotora&amp;quot;, que convoca eleições para escolher a primeira equipe nacional. As funções dessa equipe nacional serão escolhidas por votação direto dos membros plenos do organismo no país, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A função dessa equipe nacional é coordenar ações conjuntas (campanhas, fóruns, encontros, respostas a situações de conflito etc.), conduzir questões jurídicas e administrativas, coordenar as relações com a imprensa e com outras organizações, convocar eleições para sua renovação a cada dois anos e outras funções que se considerem adequadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções estão exclusivamente a serviço do conjunto, respondem a um mandato com lineamentos precisos e podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe nacional para que membros plenos de distintas culturas possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Coordenação mundial&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação mundial é responsabilidade de uma equipe mundial eleita por votação direto dos membros planos do organismo em todo o mundo, a cada dois anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A equipe mundial é responsável pela coordenação da CC em nível mundial. Ela poderá propor ações coordenadas de diferentes amplitudes e alcances.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo a convergência das culturas o tema central do organismo, será reservada uma cota de funções na equipe mundial para que membros de distintas culturas - que estejam ativos no organismo - possam assumi-las, independentemente do resultado das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em caso de decisões importantes, que afetem o posicionamento e desenvolvimento do conjunto, será realizada uma consulta geral que garanta a participação de todos os membros do organismo. Se necessário, poderá apelar-se a uma votação mundial e direta sobre a questão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Equipes da Convergência das Culturas (grupos de base)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes se reúnem periodicamente em torno de materiais da Convergência das Culturas, a fim de se esclarecerem sobre os aspectos ideológicos e objetivos do organismo, promover relações entre as diferentes culturas, denunciar e lutar contra toda forma de discriminação manifesta ou encoberta e divulgar as idéias e atividades da CC. Além disso, dispõem de encontros e retiros de estudo e práticas do Movimento Humanista que podem ser realizados pelos interessados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também equipes da CC que desenvolvem suas atividades de modo virtual, fazendo uso de novas tecnologias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desde sua formação, as equipes da CC promovem a implementação de três mecanismos ou funções básicas para seu crescimento:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- crescimento : orienta sua ação em direção a outras pessoas, outras redes e organizações, a fim de divulgar suas diretrizes, propostas e ferramentas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- comunicação : mantém uma comunicação e um intercâmbio fluidos com outras equipes da CC e outras organizações afins com seus objetivos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- formação : atende à progressiva formação de seus membros, disponibilizando ferramentas para seu desenvolvimento pessoal, cultural e social. Esses estudos e práticas encontram-se em seus materiais oficiais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas equipes da Convergência das Culturas geram vínculos com outros grupos e organizações de seu meio, mas por nenhum motivo estabelece uma relação orgânica com nenhum deles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Funções conjuntas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As equipes de base poderão, se considerarem necessário , definir algumas funções que facilitem a ação conjunta, tais como:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Função de porta-voz: responsável por representar a Convergência das Culturas em atividades institucionais, diante da imprensa e em qualquer atividade ou situação em que seja necessário expor os pontos de vista desse organismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de relação com outras organizações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções legais e  jurídicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Funções de imprensa e difusão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Outras funções ad-hoc .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas funções são eleitas por votação e têm duração de 1 ano. Essas funções são exclusivamente de serviço ao conjunto, respondendo a um mandato com lineamentos precisos e que podem ser reeleitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Participação&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação está aberta a todos, sem qualquer discriminação. Qualquer pessoa que coincida com os objetivos básicos da Convergência das Culturas pode integrar-se à organização, somando-se como membro pleno ou aderente e, assim, colaborar com as atividades planificadas, participar das reuniões de formação e capacitação e promover novas ações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Membros plenos : participam  das reuniões, impulsionam  seu crescimento, capacitam-se com base nos materiais propostos e colaboram para a manutenção do organismo com sua contribuição anual. Eles são responsáveis pela eleição por voto direto do coordenador de sua equipe base e das funções das equipes nacionais e mundial. Impulsionam o desenvolvimento e a formação de novas equipes, sem limitação geográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aderentes : recebem informação, participam das atividades e colaboram com seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualquer grupo, organização ou agrupação que , sem perder sua própria identidade, manifesta sua adesão aos princípios que inspiram a CC, poderá solicitar sua inclusão como &amp;quot;aderente&amp;quot; da CC e manter com esta relações de colaboração mútua. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Materiais de referência&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas conta com materiais oficiais e materiais recomendados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Materiais oficiais:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Caderno da Convergência das Culturas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista .,Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Materiais recomendados:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Documento Humanista, adotado pelo Partido Humanista no II Congresso da IH (Moscou, 1993)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Autoliberação , Luis A. Ammann, 1980 (edição atualizado em 2004)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Obras Completas , Silo, Vol. I e II, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
•  Apontamentos de Psicologia , Silo. Ulrica Ediciones, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há também várias contribuições que os membros da Convergência das Culturas vão fazendo, à medida que desenvolvem seus pontos de vista e sua aplicação em campos específicos, que vão ampliando a bibliografia recomendada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Economia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Convergência das Culturas sustenta-se com a contribuição anual de seus membros plenos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa cota será definida pela equipe de coordenação nacional, com base no salário médio de cada país e será recolhida uma vez por ano, na mesma data para todos os membros plenos do organismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coleta distribui-se proporcionalmente entre as equipes de base, equipes de coordenação do país e a equipe de coordenação mundial, conforme proporção definida pela equipe promotora mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poderão ser organizadas coletas ocasionais, conforme as necessidades que surjam, nas quais participarão voluntariamente os aderentes do organismo. O montante dessa  coleta nunca poderá ultrapassar o valor da contribuição anual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coerentemente com uma organização de base humana, os fundos para seu sustento provêm de seus membros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Aspectos institucionais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o grau de desenvolvimento e crescimento da Convergência das Culturas em cada país e para facilitar o desenvolvimento dos objetivos em sua relação com o meio, as equipes tendem a definir sua personalidade jurídica como &amp;quot;associação civil sem fins lucrativos&amp;quot; ( ou forma similar, conforme as leis de cada país ).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os estatutos ou cartas organizativas dessas &amp;quot;associações sem fins lucrativos&amp;quot; refletirão, na prática, orgânica e princípios idênticos aos propostos nos materiais organizativos oficiais em nível mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em nível mundial, a Convergência das Culturas organiza-se como uma &amp;quot;Federação Mundial&amp;quot; que reúne todas as equipes da CC do  mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. Recomendações para a nova etapa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recomenda-se que no início desta nova etapa, a coordenação mundial esteja a cargo de uma &amp;quot; equipe promotora mundial &amp;quot; (2) de aproximadamente 10 membros. Estes provirão da Comissão que elaborou este documento e poderão somar-se outras pessoas que esta Comissão considere conveniente. Ela deixará de funcionar ao constituírem-se as equipes de coordenação depois das eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Convergência das Culturas &lt;br /&gt;
Federação Mundial de Equipes da Convergência das Culturas &lt;br /&gt;
associação civil sem fins lucrativos&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Centro_Mundial_de_Estudos_Humanistas&amp;diff=446</id>
		<title>Centro Mundial de Estudos Humanistas</title>
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		<updated>2015-10-09T20:18:44Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:cmeh.jpg|thumb|rigth|px200|]]&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH foi apresentado no Primeiro [[Fórum Humanista]] Mundial, celebrado em Moscou em outubro de 1993.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Definição=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas (CMEH) é uma organização dedicada ao estudo, investigação e difusão do pensamento e visão do Humanismo Universalista e sua aplicação aos problemas da sociedade e da ciência atuais. Promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento acima das limitações impostas ao saber por preconceitos aceitos como verdades absolutas e imutáveis, promovendo o pensamento estrutural, dinâmico, relacional e crítico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH desenvolve sua atuação em diversos países, continentes e zonas culturais em nível mundial. Propõe-se a elaboração de produções (escritos, audiovisuais, etc.) e programas de trabalho, a capacitação de outros e a difusão da doutrina do Humanismo Universalista, orientada à transformação pessoal e social, com o compromisso de aplicar esses conhecimentos somente para o bem-estar e desenvolvimento do ser humano. Do mesmo modo, propõe-se potencializar a criação e desenvolvimento de novos CEHs, sobretudo nas culturas que não estejam suficientemente representadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para esse fim, forma comissões de trabalho, frentes de ação ou outros órgãos adequados para o cumprimento de seus objetivos. Organiza cursos, seminários, debate, conferências, congressos, simpósios e demais eventos úteis para a difusão e divulgação de suas produções. Edita, emite e publica posicionamentos que cheguem à opinião pública e possam ser considerados na tomada de decisões pelas autoridades pertinentes. No desenvolvimento dessas atividades, celebra, ocasionalmente, convênios de colaboração e intercâmbio com outras pessoas, associações ou organizações públicas, privadas e mistas, sem estabelecer relações de dependência orgânica com elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação, através dos CEHs locais, está aberta a todos os que tenham genuíno interesse em realizar essas investigações e trabalhos dirigidos ao objetivo proposto, estimulando o intercâmbio e o trabalho conjunto entre seus componentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=História=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH foi criado no 1º Fórum Humanista Mundial celebrado em Moscou, em outubro de 1993, por iniciativa de Silo. Iniciou suas atividades enquadrado na orientação do Humanismo Universalista, desenvolvendo-se essa primeira etapa até o início de 1998.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, o CMEH realizou seminários e estudos dedicados à investigação das tradições e inovações humanistas nas distintas culturas, da economia e das ciências sociais em geral. Esses seminários foram realizados conjuntamente com Institutos da Academia de Ciências da Rússia, centros culturais e educativos de Buenos Aires, Santiago do Chile, México, Madri e outras universidades e instituições científicas. Em 1994, participou do 2º Fórum Humanista no México e, no ano seguinte, do Encontro Aberto do Humanismo, em Santiago do Chile.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O resultado dessas investigações foram publicadas na forma de “Anuário do Centro Mundial de Estudos Humanistas” nos anos de 94, 95, 96 e 97. Publicou-se também “Dicionário do Novo Humanismo” de Silo, hoje incorporado ao Volume II de suas Obras Completas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de abril de 2006, a partir do Centro de Estudos Humanistas de Buenos Aires se impulsionou a continuidade do CMEH. Nesse mesmo ano, somaram-se os Centros de Estudos Humanistas (CEH) de Barcelona, Santiago do Chile, Madri, Moscou, Paris e Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Teve início, então, uma atividade permanente, caracterizada pela autonomia e simultaneidade na atuação dos CEHs em suas respectivas cidades e países, assim como pelo desenvolvimento da metodologia de estudo e investigação própria do CMEH, formulada a partir de seminários realizados em distintas cidades da América e da Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em novembro de 2008, realizou-se no Parque de Estudo e Reflexão de Punta de Vacas, com apresentações prévias na Universidade de Cuyo, Argentina, e na Universidade de Santiago do Chile, o 1° Simpósio Internacional do CMEH, “A Ética no Conhecimento”. Nesse evento, constituiu-se a Federação Mundial de Centros de Estudos Humanistas, formada pelos CEHs antes mencionados e outros em formação, com os assistentes formalizando o “Compromisso Ético”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 2009, os CEHs da Europa realizaram um “Simpósio Internacional sobre Não-violência”, no Parque de Estudo e Reflexão de Attigliano, na Itália.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Bases conceituais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora a doutrina do [[Humanismo Universalista]] possua grande amplitude e riqueza, podemos destacar os seguintes pontos como a base conceitual desta nova visão sobre o ser humano, a sociedade e a história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O ser humano==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista define o ser humano como ser histórico cujo modo de ação social transforma sua própria natureza. Um ser aberto ao mundo, de dimensão histórico-social, cuja consciência é ativa e cuja atividade é transformadora do mundo, de acordo com sua intenção. Intenção lançada à superação da dor e do sofrimento, que o leva a humanizar a natureza, a sociedade, seu próprio corpo e a si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os momentos humanistas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista destaca a existência de momentos humanistas na história das diversas culturas, nas quais pode-se detectar as seguintes características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* localização do ser humano como valor e preocupação central;&lt;br /&gt;
* afirmação da igualdade de todos os seres humanos;&lt;br /&gt;
* reconhecimento da diversidade pessoal e cultural;&lt;br /&gt;
* tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima do aceito como verdade absoluta;&lt;br /&gt;
* afirmação da liberdade de idéias e crenças;&lt;br /&gt;
* repúdio a toda forma de violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A experiência como ponto de partida==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista desenvolve sua doutrina partindo da experiência humana. Não parte de idéias, teorias ou abstrações, mas sim da observação da própria experiência. Isso o leva a realizar seus desenvolvimentos incluindo o observador em estrutura com o fenômeno observado e não a partir de uma pretensa objetividade dada por não considerar como o observador afeta o observado. Essa posição do observador leva a exercitar a descrição rigorosa, própria da fenomenologia, em vez de sua interpretação a partir de uma teoria – o que se expressa em um método que busca não apenas a explicação, mas fundamentalmente a compreensão do estudado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido e em essência, a Psicologia Humanista parte da experiência do existente comoestrutura consciência-mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A consciência, além disso, experimenta-se aberta ao mundo e em permanente dinâmica. Essa estrutura dinâmica é a base da experiência humana de onde parte a doutrina do Humanismo Universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desses fundamentos, desprende-se uma metodologia do pensar e uma ética da ação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Metodologia do pensar==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observa-se na consciência uma dupla capacidade. Por um lado, a de captar os fenômenos dos mundos externo e interno; por outro lado, a de tentar ordenar e dar sentido ao que se experimenta, através do pensamento. É a partir dos registros do pensar e da observação dos mecanismos que o constituem que se pode fundamentar uma metodologia do conhecimento baseada na “experiência do pensar”. Os desenvolvimentos mais gerais do pensar permitem, por sua vez, a formulação de um conjunto de princípios e leis universais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH propõe, para seus estudos e investigações, um método baseado na observação da experiência do pensar. Esse método, junto com os princípios e leis universais, formam uma estrutura coerente que facilita a compreensão dos problemas abordados. (Princípios, leis e método desenvolvidos no livro “Método Estrutural Dinâmico”, Jorge Pompei, CMEH, 2008.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Método se apresenta como um conjunto de procedimentos analítico-sintéticos que permite ordenar os fenômenos estudados e facilitar sua compreensão. Seu exercício tende a reeducar o modo de encarar a aprendizagem e o modo de compreensão, sendo uma ferramenta de transformação daquele que investiga e do mundo que o rodeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ética da ação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo a experiência como ponto de partida, a validade dos atos de conduta não podem ser ponderados senão pelo registro que deles se tenha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, mais que uma valorização moral externa, o Humanismo Universalista propõe “Princípios de Vida” que se relacionam com o registro interno e orientam a conduta para a realização de “ações válidas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os indicadores que permitem identificar essas “ações válidas”, quer dizer, aquelas que dão sentido, coerência e crescimento interno, são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o registro de profunda distensão ao serem realizadas;&lt;br /&gt;
o desejo de repeti-las;&lt;br /&gt;
o a sensação de crescimento interno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo contrário, aquelas ações que produzem contradição entre o que se faz e o que se pensa e se sente debilitam o desenvolvimento interno das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos sociais, a relação com os outros deve, por sua vez, considerar não prejudicar os demais com a própria ação e. para que isso seja coerente com o anterior. terá que considerar a regra de ouro que enuncia “trata os demais como queres ser tratado”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso constitui uma escala de valores em cujo ponto mais alto está a coerência, uma nova moral para a qual não é indiferente qualquer tipo de ação, uma nova aspiração que implica ser conseqüente no esforço por dar direção aos acontecimentos humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As atividades solidárias genuínas, aquelas que buscam o bem-estar do conjunto mais que os próprios interesses, vão nessa direção e contribuem com o crescimento da sociedade humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por sua parte, a busca do conhecimento ou sua aplicação também devem ter um necessário marco ético que exija que a investigação e o uso do conhecimento só possam estar a favor do crescimento da vida humana e nunca gerar ou justificar seu dano ou destruição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É por isso que o CMEH propõe que a investigação científica deve ser acompanhada por um “Compromisso Ético” que explicite e comprometa os estudiosos e investigadores a utilizá-la somente a favor da vida humana. Esse “Compromisso Ético” constitui, então, o fundamento de toda investigação e orienta a direção mental do investigador que, simultaneamente ao desenvolvimento de sua ação, aprofunda um processo de transformação de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa e não outra pode ser a finalidade do conhecimento, que por outro lado é patrimônio do processo humano e que será, então, um “bom conhecimento”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A construção social e a ética da não-violência==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista aspira à construção de uma Nação Humana Universal como meta do processo social humano. Mas trabalhar por esse objetivo implica uma metodologia de ação coerente com sua ética. Essa metodologia é a não-violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A não-violência pode ser compreendida como um sistema determinado de conceitos morais que rejeitam a violência, assim como uma estratégia de luta consistente na denúncia sistemática de todas as formas de violência que o sistema exerce.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reconhece entre seus antecedentes as ações desenvolvidas por Mahatma Gandhi, Martin L. King e Kwame Nkrumah, entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diferentemente do pacifismo, que é uma denúncia contra o armamentismo, a Não-violência se constitui em um método de ação e um estilo de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse método de ação conjuga a coerência interna do pensar, sentir e atuar na mesma direção com a coerência social de tratar os demais como queremos ser tratados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano, em seu movimento para a liberdade, ou seja, em sua luta por superar as condições de dor e sofrimento, encontra na metodologia da não-violência uma ferramenta de transformação do meio histórico-social coerente com a construção da Nação Humana Universal e com seu próprio registro interno de unidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A formação pessoal dos membros do CMEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em correspondência com a proposta de mudança social e pessoal simultâneas, própria do Humanismo Universalista, os membros do CMEH realizam periodicamente seus trabalhos de formação pessoal baseados no Manual de Formação para Membros do Movimento Humanista. Tal Manual inclui tanto temas de estudo quanto seminários e retiros que, geralmente, são realizados nos Centros de Trabalho dos Parques de Estudo e Reflexão, localizados em diversas cidades e países dos 5 continentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os temas de estudo estão ordenados em 4 seções:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Temas do Humanismo Universalista&lt;br /&gt;
* Tema sobre a superação do sofrimento&lt;br /&gt;
* Tema sobre a não-violência&lt;br /&gt;
* Temas da Psicologia Humanista&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, os seminários e retiros de trabalho pessoal estão baseados nos livrosAutoliberación, de L. Ammann e Experiências Guiadas, de [[Silo]] (em Obras Completas, Vol. I). Entre os diversos trabalhos incluídos, podemos mencionar os seminários sobre práticas atencionais, psicofísicas e de relaxamento, os retiros sobre autoconhecimento, experiências guiadas e espaço de representação. Tanto os temas de estudo quanto os seminários e retiros podem ser tratados como unidades independentes e, por isso, cada grupo de trabalho pode escolher qualquer deles, conforme seus interesses e necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Documento Humanista&lt;br /&gt;
* Compromisso Ético&lt;br /&gt;
* Obras Completas, Silo, Volumes I e II, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
* Apontamentos de Psicologia, Silo, Ulrica Ediciones, 2006&lt;br /&gt;
* Método Estrutural Dinâmico, Teoria e Prática, Jorge Pompei, CMEH, 2008.&lt;br /&gt;
* Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista, Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Publicações do CMEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O humanismo nas diferentes culturas, Anuário 1994 do CMEH. Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Contribuições à cultura humanista, Anuário 1995 do CMEH. Virtual Ediciones, 1996&lt;br /&gt;
* Perspectivas humanistas, Anuário 1996 do CMEH. Virtual Ediciones, 1997&lt;br /&gt;
* Introdução à economia do Novo Humanismo. Anuário 1997 do CMEH. Virtual Ediciones, 1997&lt;br /&gt;
* Violência e tolerância: história, atualidade e perspectivas. Anuário 2006 do CEH Moscou. CEH Moscou e URAP, 2007&lt;br /&gt;
* Bases humanistas para a convergência entre culturas. Anuário 2007 do CEH Moscou. CEH Moscou e URAP, 2008.&lt;br /&gt;
* Ética no conhecimento. 8 DVDs com o desenvolvimento do simpósio. CMEH, 2009&lt;br /&gt;
* Ética no conhecimento. Exposições do simpósio. Anuário 2008 do CMEH.&lt;br /&gt;
* Bizâncio, a raiz comum. Vídeo, CEH Moscou, Fundação Pangea e UNED, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Memórias do futuro, Javier Tolcachier, Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Humanism in India. Note for a Study of History, Fernando Garcia, 2008.&lt;br /&gt;
* A necessidade de uma ética saborosa, Néstor Tato, Ediciones el Escriba, 2008&lt;br /&gt;
* A não-violência através de seus guias, Néstor Tato e Clara Serfaty. Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Interpretações do humanismo, Salvatore Puledda, Virtual Ediciones.&lt;br /&gt;
* O fim da pré-história, Tomas Hirsch. Ed. Expressão Popular, 2008&lt;br /&gt;
* Federico II, uma ponte entre o Oriente e Ocidente. Vídeo, Fundação Pangea e UNED, Espanha, 2007&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Aspectos gerais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas é o conjunto de centros de estudo organizados em diversas cidades, países e continentes, federados mundialmente e em contínuo desenvolvimento e expansão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação do CMEH é realizada por uma Equipe Coordenadora Mundial (ECM) de aproximadamente 12 membros, que distribuem entre si as funções de comunicação, difusão e administração necessárias para cada etapa. Exemplo de funções: informação (Web, listas de e-mail), traduções, publicações, imprensa e difusão, eventos mundiais, economias, questões legais, etc. O trabalho das funções do CMEH é colegiado em paridade de membros, os quais se renovam a cada 2 anos por eleições diretas de todos os membros ativos do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corpo fundamental do CMEH são os Centros de Estudos (CEH), que promovem sua atuação em um âmbito geográfico local: cidade, bairro, universidade, etc., podendo haver mais de um CEH no mesmo espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser membro pleno de um CEH toda pessoa que compartilhe os objetivos do CMEH, assine o Documento Humanista e o Compromisso Ético, efetue a contribuição econômica pessoal anual e esteja disposta a participar de um processo de formação no Humanismo Universalista, relacionado com suas bases conceituais, sua metodologia de investigação e sua ética. Os membros plenos podem votar e apresentar-se como candidatos nas eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser membro aderente de um CEH todo aquele que, mesmo sem assumir os compromissos mencionados, queira apoiar as atividades ou contribuir economicamente para fins específicos. Os membros aderentes não participam das decisões nem votações, mas recebem periodicamente informação relacionada às atividades e projetos do respectivo CEH e do Centro Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação de um CEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um CEH começa com um grupo inicial ou promotor que coloca em marcha atividades a partir dos materiais básicos do CMEH. Esse grupo promotor elabora um plano de trabalho (investigação própria, grupos de estudo com outros centros, ações para o meio) e começa com reuniões periódicas para a implementação desse plano e para a formação pessoal de seus membros; inicia seu site na Internet e sua lista de e-mails.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o grupo promotor adquire um desenvolvimento mínimo (cerca de 10 membros ativos) e permanência em suas atividades, pode constituir-se como Centro de Estudos, elegendo por votação direta as funções de coordenação local e o enlace que o conectará com o ECM e com outros Centros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o grau de desenvolvimento dos CEH em seu lugar de aplicação e com o fim de facilitar o cumprimento dos objetivos em sua relação com o meio, os CEHs tendem a obter sua personalidade jurídica como “associação civil sem fins lucrativos” (ou figura similar, de acordo com a normativa de cada lugar).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Economia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada CEH financia suas atividades com a contribuição pessoal de seus membros ativos e para isso realiza uma coleta anual, cujo montante é determinado por acordo entre os CEHs de um mesmo país. Do montante arrecadado, cada CEH destina uma parte para suas atividades de base e outra para o Centro Mundial. As proporções são definidas pela Equipe Promotora Mundial. A Equipe Coordenadora Mundial prestará contas anualmente do destino dos fundos recebidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as funções, tanto nos CEH quanto na Equipe Coordenadora Mundial, são ad honorem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Eleições diretas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto a renovação periódica das funções (no máximo a cada 2 anos na base e a cada 2 anos em nível mundial), quanto as decisões fundamentais para o funcionamento dos CEHs e do CMEH serão realizadas por eleições diretas com a participação dos membros ativos. A reeleição será limitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Centro_Mundial_de_Estudos_Humanistas&amp;diff=436</id>
		<title>Centro Mundial de Estudos Humanistas</title>
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		<updated>2015-10-09T20:18:23Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:cmeh.jpg|thumb|rigth|px200]]&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH foi apresentado no Primeiro [[Fórum Humanista]] Mundial, celebrado em Moscou em outubro de 1993.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Definição=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas (CMEH) é uma organização dedicada ao estudo, investigação e difusão do pensamento e visão do Humanismo Universalista e sua aplicação aos problemas da sociedade e da ciência atuais. Promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento acima das limitações impostas ao saber por preconceitos aceitos como verdades absolutas e imutáveis, promovendo o pensamento estrutural, dinâmico, relacional e crítico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH desenvolve sua atuação em diversos países, continentes e zonas culturais em nível mundial. Propõe-se a elaboração de produções (escritos, audiovisuais, etc.) e programas de trabalho, a capacitação de outros e a difusão da doutrina do Humanismo Universalista, orientada à transformação pessoal e social, com o compromisso de aplicar esses conhecimentos somente para o bem-estar e desenvolvimento do ser humano. Do mesmo modo, propõe-se potencializar a criação e desenvolvimento de novos CEHs, sobretudo nas culturas que não estejam suficientemente representadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para esse fim, forma comissões de trabalho, frentes de ação ou outros órgãos adequados para o cumprimento de seus objetivos. Organiza cursos, seminários, debate, conferências, congressos, simpósios e demais eventos úteis para a difusão e divulgação de suas produções. Edita, emite e publica posicionamentos que cheguem à opinião pública e possam ser considerados na tomada de decisões pelas autoridades pertinentes. No desenvolvimento dessas atividades, celebra, ocasionalmente, convênios de colaboração e intercâmbio com outras pessoas, associações ou organizações públicas, privadas e mistas, sem estabelecer relações de dependência orgânica com elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação, através dos CEHs locais, está aberta a todos os que tenham genuíno interesse em realizar essas investigações e trabalhos dirigidos ao objetivo proposto, estimulando o intercâmbio e o trabalho conjunto entre seus componentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=História=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH foi criado no 1º Fórum Humanista Mundial celebrado em Moscou, em outubro de 1993, por iniciativa de Silo. Iniciou suas atividades enquadrado na orientação do Humanismo Universalista, desenvolvendo-se essa primeira etapa até o início de 1998.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, o CMEH realizou seminários e estudos dedicados à investigação das tradições e inovações humanistas nas distintas culturas, da economia e das ciências sociais em geral. Esses seminários foram realizados conjuntamente com Institutos da Academia de Ciências da Rússia, centros culturais e educativos de Buenos Aires, Santiago do Chile, México, Madri e outras universidades e instituições científicas. Em 1994, participou do 2º Fórum Humanista no México e, no ano seguinte, do Encontro Aberto do Humanismo, em Santiago do Chile.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O resultado dessas investigações foram publicadas na forma de “Anuário do Centro Mundial de Estudos Humanistas” nos anos de 94, 95, 96 e 97. Publicou-se também “Dicionário do Novo Humanismo” de Silo, hoje incorporado ao Volume II de suas Obras Completas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de abril de 2006, a partir do Centro de Estudos Humanistas de Buenos Aires se impulsionou a continuidade do CMEH. Nesse mesmo ano, somaram-se os Centros de Estudos Humanistas (CEH) de Barcelona, Santiago do Chile, Madri, Moscou, Paris e Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Teve início, então, uma atividade permanente, caracterizada pela autonomia e simultaneidade na atuação dos CEHs em suas respectivas cidades e países, assim como pelo desenvolvimento da metodologia de estudo e investigação própria do CMEH, formulada a partir de seminários realizados em distintas cidades da América e da Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em novembro de 2008, realizou-se no Parque de Estudo e Reflexão de Punta de Vacas, com apresentações prévias na Universidade de Cuyo, Argentina, e na Universidade de Santiago do Chile, o 1° Simpósio Internacional do CMEH, “A Ética no Conhecimento”. Nesse evento, constituiu-se a Federação Mundial de Centros de Estudos Humanistas, formada pelos CEHs antes mencionados e outros em formação, com os assistentes formalizando o “Compromisso Ético”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 2009, os CEHs da Europa realizaram um “Simpósio Internacional sobre Não-violência”, no Parque de Estudo e Reflexão de Attigliano, na Itália.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Bases conceituais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora a doutrina do [[Humanismo Universalista]] possua grande amplitude e riqueza, podemos destacar os seguintes pontos como a base conceitual desta nova visão sobre o ser humano, a sociedade e a história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O ser humano==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista define o ser humano como ser histórico cujo modo de ação social transforma sua própria natureza. Um ser aberto ao mundo, de dimensão histórico-social, cuja consciência é ativa e cuja atividade é transformadora do mundo, de acordo com sua intenção. Intenção lançada à superação da dor e do sofrimento, que o leva a humanizar a natureza, a sociedade, seu próprio corpo e a si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os momentos humanistas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista destaca a existência de momentos humanistas na história das diversas culturas, nas quais pode-se detectar as seguintes características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* localização do ser humano como valor e preocupação central;&lt;br /&gt;
* afirmação da igualdade de todos os seres humanos;&lt;br /&gt;
* reconhecimento da diversidade pessoal e cultural;&lt;br /&gt;
* tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima do aceito como verdade absoluta;&lt;br /&gt;
* afirmação da liberdade de idéias e crenças;&lt;br /&gt;
* repúdio a toda forma de violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A experiência como ponto de partida==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista desenvolve sua doutrina partindo da experiência humana. Não parte de idéias, teorias ou abstrações, mas sim da observação da própria experiência. Isso o leva a realizar seus desenvolvimentos incluindo o observador em estrutura com o fenômeno observado e não a partir de uma pretensa objetividade dada por não considerar como o observador afeta o observado. Essa posição do observador leva a exercitar a descrição rigorosa, própria da fenomenologia, em vez de sua interpretação a partir de uma teoria – o que se expressa em um método que busca não apenas a explicação, mas fundamentalmente a compreensão do estudado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido e em essência, a Psicologia Humanista parte da experiência do existente comoestrutura consciência-mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A consciência, além disso, experimenta-se aberta ao mundo e em permanente dinâmica. Essa estrutura dinâmica é a base da experiência humana de onde parte a doutrina do Humanismo Universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desses fundamentos, desprende-se uma metodologia do pensar e uma ética da ação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Metodologia do pensar==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observa-se na consciência uma dupla capacidade. Por um lado, a de captar os fenômenos dos mundos externo e interno; por outro lado, a de tentar ordenar e dar sentido ao que se experimenta, através do pensamento. É a partir dos registros do pensar e da observação dos mecanismos que o constituem que se pode fundamentar uma metodologia do conhecimento baseada na “experiência do pensar”. Os desenvolvimentos mais gerais do pensar permitem, por sua vez, a formulação de um conjunto de princípios e leis universais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH propõe, para seus estudos e investigações, um método baseado na observação da experiência do pensar. Esse método, junto com os princípios e leis universais, formam uma estrutura coerente que facilita a compreensão dos problemas abordados. (Princípios, leis e método desenvolvidos no livro “Método Estrutural Dinâmico”, Jorge Pompei, CMEH, 2008.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Método se apresenta como um conjunto de procedimentos analítico-sintéticos que permite ordenar os fenômenos estudados e facilitar sua compreensão. Seu exercício tende a reeducar o modo de encarar a aprendizagem e o modo de compreensão, sendo uma ferramenta de transformação daquele que investiga e do mundo que o rodeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ética da ação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo a experiência como ponto de partida, a validade dos atos de conduta não podem ser ponderados senão pelo registro que deles se tenha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, mais que uma valorização moral externa, o Humanismo Universalista propõe “Princípios de Vida” que se relacionam com o registro interno e orientam a conduta para a realização de “ações válidas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os indicadores que permitem identificar essas “ações válidas”, quer dizer, aquelas que dão sentido, coerência e crescimento interno, são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o registro de profunda distensão ao serem realizadas;&lt;br /&gt;
o desejo de repeti-las;&lt;br /&gt;
o a sensação de crescimento interno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo contrário, aquelas ações que produzem contradição entre o que se faz e o que se pensa e se sente debilitam o desenvolvimento interno das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos sociais, a relação com os outros deve, por sua vez, considerar não prejudicar os demais com a própria ação e. para que isso seja coerente com o anterior. terá que considerar a regra de ouro que enuncia “trata os demais como queres ser tratado”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso constitui uma escala de valores em cujo ponto mais alto está a coerência, uma nova moral para a qual não é indiferente qualquer tipo de ação, uma nova aspiração que implica ser conseqüente no esforço por dar direção aos acontecimentos humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As atividades solidárias genuínas, aquelas que buscam o bem-estar do conjunto mais que os próprios interesses, vão nessa direção e contribuem com o crescimento da sociedade humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por sua parte, a busca do conhecimento ou sua aplicação também devem ter um necessário marco ético que exija que a investigação e o uso do conhecimento só possam estar a favor do crescimento da vida humana e nunca gerar ou justificar seu dano ou destruição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É por isso que o CMEH propõe que a investigação científica deve ser acompanhada por um “Compromisso Ético” que explicite e comprometa os estudiosos e investigadores a utilizá-la somente a favor da vida humana. Esse “Compromisso Ético” constitui, então, o fundamento de toda investigação e orienta a direção mental do investigador que, simultaneamente ao desenvolvimento de sua ação, aprofunda um processo de transformação de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa e não outra pode ser a finalidade do conhecimento, que por outro lado é patrimônio do processo humano e que será, então, um “bom conhecimento”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A construção social e a ética da não-violência==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista aspira à construção de uma Nação Humana Universal como meta do processo social humano. Mas trabalhar por esse objetivo implica uma metodologia de ação coerente com sua ética. Essa metodologia é a não-violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A não-violência pode ser compreendida como um sistema determinado de conceitos morais que rejeitam a violência, assim como uma estratégia de luta consistente na denúncia sistemática de todas as formas de violência que o sistema exerce.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reconhece entre seus antecedentes as ações desenvolvidas por Mahatma Gandhi, Martin L. King e Kwame Nkrumah, entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diferentemente do pacifismo, que é uma denúncia contra o armamentismo, a Não-violência se constitui em um método de ação e um estilo de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse método de ação conjuga a coerência interna do pensar, sentir e atuar na mesma direção com a coerência social de tratar os demais como queremos ser tratados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano, em seu movimento para a liberdade, ou seja, em sua luta por superar as condições de dor e sofrimento, encontra na metodologia da não-violência uma ferramenta de transformação do meio histórico-social coerente com a construção da Nação Humana Universal e com seu próprio registro interno de unidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A formação pessoal dos membros do CMEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em correspondência com a proposta de mudança social e pessoal simultâneas, própria do Humanismo Universalista, os membros do CMEH realizam periodicamente seus trabalhos de formação pessoal baseados no Manual de Formação para Membros do Movimento Humanista. Tal Manual inclui tanto temas de estudo quanto seminários e retiros que, geralmente, são realizados nos Centros de Trabalho dos Parques de Estudo e Reflexão, localizados em diversas cidades e países dos 5 continentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os temas de estudo estão ordenados em 4 seções:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Temas do Humanismo Universalista&lt;br /&gt;
* Tema sobre a superação do sofrimento&lt;br /&gt;
* Tema sobre a não-violência&lt;br /&gt;
* Temas da Psicologia Humanista&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, os seminários e retiros de trabalho pessoal estão baseados nos livrosAutoliberación, de L. Ammann e Experiências Guiadas, de [[Silo]] (em Obras Completas, Vol. I). Entre os diversos trabalhos incluídos, podemos mencionar os seminários sobre práticas atencionais, psicofísicas e de relaxamento, os retiros sobre autoconhecimento, experiências guiadas e espaço de representação. Tanto os temas de estudo quanto os seminários e retiros podem ser tratados como unidades independentes e, por isso, cada grupo de trabalho pode escolher qualquer deles, conforme seus interesses e necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Documento Humanista&lt;br /&gt;
* Compromisso Ético&lt;br /&gt;
* Obras Completas, Silo, Volumes I e II, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
* Apontamentos de Psicologia, Silo, Ulrica Ediciones, 2006&lt;br /&gt;
* Método Estrutural Dinâmico, Teoria e Prática, Jorge Pompei, CMEH, 2008.&lt;br /&gt;
* Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista, Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Publicações do CMEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O humanismo nas diferentes culturas, Anuário 1994 do CMEH. Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Contribuições à cultura humanista, Anuário 1995 do CMEH. Virtual Ediciones, 1996&lt;br /&gt;
* Perspectivas humanistas, Anuário 1996 do CMEH. Virtual Ediciones, 1997&lt;br /&gt;
* Introdução à economia do Novo Humanismo. Anuário 1997 do CMEH. Virtual Ediciones, 1997&lt;br /&gt;
* Violência e tolerância: história, atualidade e perspectivas. Anuário 2006 do CEH Moscou. CEH Moscou e URAP, 2007&lt;br /&gt;
* Bases humanistas para a convergência entre culturas. Anuário 2007 do CEH Moscou. CEH Moscou e URAP, 2008.&lt;br /&gt;
* Ética no conhecimento. 8 DVDs com o desenvolvimento do simpósio. CMEH, 2009&lt;br /&gt;
* Ética no conhecimento. Exposições do simpósio. Anuário 2008 do CMEH.&lt;br /&gt;
* Bizâncio, a raiz comum. Vídeo, CEH Moscou, Fundação Pangea e UNED, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Memórias do futuro, Javier Tolcachier, Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Humanism in India. Note for a Study of History, Fernando Garcia, 2008.&lt;br /&gt;
* A necessidade de uma ética saborosa, Néstor Tato, Ediciones el Escriba, 2008&lt;br /&gt;
* A não-violência através de seus guias, Néstor Tato e Clara Serfaty. Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Interpretações do humanismo, Salvatore Puledda, Virtual Ediciones.&lt;br /&gt;
* O fim da pré-história, Tomas Hirsch. Ed. Expressão Popular, 2008&lt;br /&gt;
* Federico II, uma ponte entre o Oriente e Ocidente. Vídeo, Fundação Pangea e UNED, Espanha, 2007&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Aspectos gerais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas é o conjunto de centros de estudo organizados em diversas cidades, países e continentes, federados mundialmente e em contínuo desenvolvimento e expansão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação do CMEH é realizada por uma Equipe Coordenadora Mundial (ECM) de aproximadamente 12 membros, que distribuem entre si as funções de comunicação, difusão e administração necessárias para cada etapa. Exemplo de funções: informação (Web, listas de e-mail), traduções, publicações, imprensa e difusão, eventos mundiais, economias, questões legais, etc. O trabalho das funções do CMEH é colegiado em paridade de membros, os quais se renovam a cada 2 anos por eleições diretas de todos os membros ativos do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corpo fundamental do CMEH são os Centros de Estudos (CEH), que promovem sua atuação em um âmbito geográfico local: cidade, bairro, universidade, etc., podendo haver mais de um CEH no mesmo espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser membro pleno de um CEH toda pessoa que compartilhe os objetivos do CMEH, assine o Documento Humanista e o Compromisso Ético, efetue a contribuição econômica pessoal anual e esteja disposta a participar de um processo de formação no Humanismo Universalista, relacionado com suas bases conceituais, sua metodologia de investigação e sua ética. Os membros plenos podem votar e apresentar-se como candidatos nas eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser membro aderente de um CEH todo aquele que, mesmo sem assumir os compromissos mencionados, queira apoiar as atividades ou contribuir economicamente para fins específicos. Os membros aderentes não participam das decisões nem votações, mas recebem periodicamente informação relacionada às atividades e projetos do respectivo CEH e do Centro Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação de um CEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um CEH começa com um grupo inicial ou promotor que coloca em marcha atividades a partir dos materiais básicos do CMEH. Esse grupo promotor elabora um plano de trabalho (investigação própria, grupos de estudo com outros centros, ações para o meio) e começa com reuniões periódicas para a implementação desse plano e para a formação pessoal de seus membros; inicia seu site na Internet e sua lista de e-mails.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o grupo promotor adquire um desenvolvimento mínimo (cerca de 10 membros ativos) e permanência em suas atividades, pode constituir-se como Centro de Estudos, elegendo por votação direta as funções de coordenação local e o enlace que o conectará com o ECM e com outros Centros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o grau de desenvolvimento dos CEH em seu lugar de aplicação e com o fim de facilitar o cumprimento dos objetivos em sua relação com o meio, os CEHs tendem a obter sua personalidade jurídica como “associação civil sem fins lucrativos” (ou figura similar, de acordo com a normativa de cada lugar).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Economia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada CEH financia suas atividades com a contribuição pessoal de seus membros ativos e para isso realiza uma coleta anual, cujo montante é determinado por acordo entre os CEHs de um mesmo país. Do montante arrecadado, cada CEH destina uma parte para suas atividades de base e outra para o Centro Mundial. As proporções são definidas pela Equipe Promotora Mundial. A Equipe Coordenadora Mundial prestará contas anualmente do destino dos fundos recebidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as funções, tanto nos CEH quanto na Equipe Coordenadora Mundial, são ad honorem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Eleições diretas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto a renovação periódica das funções (no máximo a cada 2 anos na base e a cada 2 anos em nível mundial), quanto as decisões fundamentais para o funcionamento dos CEHs e do CMEH serão realizadas por eleições diretas com a participação dos membros ativos. A reeleição será limitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Centro_Mundial_de_Estudos_Humanistas&amp;diff=426</id>
		<title>Centro Mundial de Estudos Humanistas</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://pt.humanipedia.org/index.php?title=Centro_Mundial_de_Estudos_Humanistas&amp;diff=426"/>
		<updated>2015-10-09T20:17:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;OlivierTurquet: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:cmeh.jpg|thumb|rigth!px200]]&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas é um organismo que faz parte do [[Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH foi apresentado no Primeiro [[Fórum Humanista]] Mundial, celebrado em Moscou em outubro de 1993.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Definição=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas (CMEH) é uma organização dedicada ao estudo, investigação e difusão do pensamento e visão do Humanismo Universalista e sua aplicação aos problemas da sociedade e da ciência atuais. Promove toda tendência ao desenvolvimento do conhecimento acima das limitações impostas ao saber por preconceitos aceitos como verdades absolutas e imutáveis, promovendo o pensamento estrutural, dinâmico, relacional e crítico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH desenvolve sua atuação em diversos países, continentes e zonas culturais em nível mundial. Propõe-se a elaboração de produções (escritos, audiovisuais, etc.) e programas de trabalho, a capacitação de outros e a difusão da doutrina do Humanismo Universalista, orientada à transformação pessoal e social, com o compromisso de aplicar esses conhecimentos somente para o bem-estar e desenvolvimento do ser humano. Do mesmo modo, propõe-se potencializar a criação e desenvolvimento de novos CEHs, sobretudo nas culturas que não estejam suficientemente representadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para esse fim, forma comissões de trabalho, frentes de ação ou outros órgãos adequados para o cumprimento de seus objetivos. Organiza cursos, seminários, debate, conferências, congressos, simpósios e demais eventos úteis para a difusão e divulgação de suas produções. Edita, emite e publica posicionamentos que cheguem à opinião pública e possam ser considerados na tomada de decisões pelas autoridades pertinentes. No desenvolvimento dessas atividades, celebra, ocasionalmente, convênios de colaboração e intercâmbio com outras pessoas, associações ou organizações públicas, privadas e mistas, sem estabelecer relações de dependência orgânica com elas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A participação, através dos CEHs locais, está aberta a todos os que tenham genuíno interesse em realizar essas investigações e trabalhos dirigidos ao objetivo proposto, estimulando o intercâmbio e o trabalho conjunto entre seus componentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=História=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH foi criado no 1º Fórum Humanista Mundial celebrado em Moscou, em outubro de 1993, por iniciativa de Silo. Iniciou suas atividades enquadrado na orientação do Humanismo Universalista, desenvolvendo-se essa primeira etapa até o início de 1998.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse período, o CMEH realizou seminários e estudos dedicados à investigação das tradições e inovações humanistas nas distintas culturas, da economia e das ciências sociais em geral. Esses seminários foram realizados conjuntamente com Institutos da Academia de Ciências da Rússia, centros culturais e educativos de Buenos Aires, Santiago do Chile, México, Madri e outras universidades e instituições científicas. Em 1994, participou do 2º Fórum Humanista no México e, no ano seguinte, do Encontro Aberto do Humanismo, em Santiago do Chile.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O resultado dessas investigações foram publicadas na forma de “Anuário do Centro Mundial de Estudos Humanistas” nos anos de 94, 95, 96 e 97. Publicou-se também “Dicionário do Novo Humanismo” de Silo, hoje incorporado ao Volume II de suas Obras Completas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de abril de 2006, a partir do Centro de Estudos Humanistas de Buenos Aires se impulsionou a continuidade do CMEH. Nesse mesmo ano, somaram-se os Centros de Estudos Humanistas (CEH) de Barcelona, Santiago do Chile, Madri, Moscou, Paris e Roma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Teve início, então, uma atividade permanente, caracterizada pela autonomia e simultaneidade na atuação dos CEHs em suas respectivas cidades e países, assim como pelo desenvolvimento da metodologia de estudo e investigação própria do CMEH, formulada a partir de seminários realizados em distintas cidades da América e da Europa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em novembro de 2008, realizou-se no Parque de Estudo e Reflexão de Punta de Vacas, com apresentações prévias na Universidade de Cuyo, Argentina, e na Universidade de Santiago do Chile, o 1° Simpósio Internacional do CMEH, “A Ética no Conhecimento”. Nesse evento, constituiu-se a Federação Mundial de Centros de Estudos Humanistas, formada pelos CEHs antes mencionados e outros em formação, com os assistentes formalizando o “Compromisso Ético”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em abril de 2009, os CEHs da Europa realizaram um “Simpósio Internacional sobre Não-violência”, no Parque de Estudo e Reflexão de Attigliano, na Itália.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Bases conceituais=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora a doutrina do [[Humanismo Universalista]] possua grande amplitude e riqueza, podemos destacar os seguintes pontos como a base conceitual desta nova visão sobre o ser humano, a sociedade e a história.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==O ser humano==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista define o ser humano como ser histórico cujo modo de ação social transforma sua própria natureza. Um ser aberto ao mundo, de dimensão histórico-social, cuja consciência é ativa e cuja atividade é transformadora do mundo, de acordo com sua intenção. Intenção lançada à superação da dor e do sofrimento, que o leva a humanizar a natureza, a sociedade, seu próprio corpo e a si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Os momentos humanistas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista destaca a existência de momentos humanistas na história das diversas culturas, nas quais pode-se detectar as seguintes características:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* localização do ser humano como valor e preocupação central;&lt;br /&gt;
* afirmação da igualdade de todos os seres humanos;&lt;br /&gt;
* reconhecimento da diversidade pessoal e cultural;&lt;br /&gt;
* tendência ao desenvolvimento do conhecimento por cima do aceito como verdade absoluta;&lt;br /&gt;
* afirmação da liberdade de idéias e crenças;&lt;br /&gt;
* repúdio a toda forma de violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A experiência como ponto de partida==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista desenvolve sua doutrina partindo da experiência humana. Não parte de idéias, teorias ou abstrações, mas sim da observação da própria experiência. Isso o leva a realizar seus desenvolvimentos incluindo o observador em estrutura com o fenômeno observado e não a partir de uma pretensa objetividade dada por não considerar como o observador afeta o observado. Essa posição do observador leva a exercitar a descrição rigorosa, própria da fenomenologia, em vez de sua interpretação a partir de uma teoria – o que se expressa em um método que busca não apenas a explicação, mas fundamentalmente a compreensão do estudado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido e em essência, a Psicologia Humanista parte da experiência do existente comoestrutura consciência-mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A consciência, além disso, experimenta-se aberta ao mundo e em permanente dinâmica. Essa estrutura dinâmica é a base da experiência humana de onde parte a doutrina do Humanismo Universalista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desses fundamentos, desprende-se uma metodologia do pensar e uma ética da ação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Metodologia do pensar==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Observa-se na consciência uma dupla capacidade. Por um lado, a de captar os fenômenos dos mundos externo e interno; por outro lado, a de tentar ordenar e dar sentido ao que se experimenta, através do pensamento. É a partir dos registros do pensar e da observação dos mecanismos que o constituem que se pode fundamentar uma metodologia do conhecimento baseada na “experiência do pensar”. Os desenvolvimentos mais gerais do pensar permitem, por sua vez, a formulação de um conjunto de princípios e leis universais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O CMEH propõe, para seus estudos e investigações, um método baseado na observação da experiência do pensar. Esse método, junto com os princípios e leis universais, formam uma estrutura coerente que facilita a compreensão dos problemas abordados. (Princípios, leis e método desenvolvidos no livro “Método Estrutural Dinâmico”, Jorge Pompei, CMEH, 2008.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Método se apresenta como um conjunto de procedimentos analítico-sintéticos que permite ordenar os fenômenos estudados e facilitar sua compreensão. Seu exercício tende a reeducar o modo de encarar a aprendizagem e o modo de compreensão, sendo uma ferramenta de transformação daquele que investiga e do mundo que o rodeia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ética da ação==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo a experiência como ponto de partida, a validade dos atos de conduta não podem ser ponderados senão pelo registro que deles se tenha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por isso, mais que uma valorização moral externa, o Humanismo Universalista propõe “Princípios de Vida” que se relacionam com o registro interno e orientam a conduta para a realização de “ações válidas”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os indicadores que permitem identificar essas “ações válidas”, quer dizer, aquelas que dão sentido, coerência e crescimento interno, são:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o registro de profunda distensão ao serem realizadas;&lt;br /&gt;
o desejo de repeti-las;&lt;br /&gt;
o a sensação de crescimento interno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pelo contrário, aquelas ações que produzem contradição entre o que se faz e o que se pensa e se sente debilitam o desenvolvimento interno das pessoas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em termos sociais, a relação com os outros deve, por sua vez, considerar não prejudicar os demais com a própria ação e. para que isso seja coerente com o anterior. terá que considerar a regra de ouro que enuncia “trata os demais como queres ser tratado”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isso constitui uma escala de valores em cujo ponto mais alto está a coerência, uma nova moral para a qual não é indiferente qualquer tipo de ação, uma nova aspiração que implica ser conseqüente no esforço por dar direção aos acontecimentos humanos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As atividades solidárias genuínas, aquelas que buscam o bem-estar do conjunto mais que os próprios interesses, vão nessa direção e contribuem com o crescimento da sociedade humana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por sua parte, a busca do conhecimento ou sua aplicação também devem ter um necessário marco ético que exija que a investigação e o uso do conhecimento só possam estar a favor do crescimento da vida humana e nunca gerar ou justificar seu dano ou destruição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É por isso que o CMEH propõe que a investigação científica deve ser acompanhada por um “Compromisso Ético” que explicite e comprometa os estudiosos e investigadores a utilizá-la somente a favor da vida humana. Esse “Compromisso Ético” constitui, então, o fundamento de toda investigação e orienta a direção mental do investigador que, simultaneamente ao desenvolvimento de sua ação, aprofunda um processo de transformação de si mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essa e não outra pode ser a finalidade do conhecimento, que por outro lado é patrimônio do processo humano e que será, então, um “bom conhecimento”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A construção social e a ética da não-violência==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Humanismo Universalista aspira à construção de uma Nação Humana Universal como meta do processo social humano. Mas trabalhar por esse objetivo implica uma metodologia de ação coerente com sua ética. Essa metodologia é a não-violência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A não-violência pode ser compreendida como um sistema determinado de conceitos morais que rejeitam a violência, assim como uma estratégia de luta consistente na denúncia sistemática de todas as formas de violência que o sistema exerce.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Reconhece entre seus antecedentes as ações desenvolvidas por Mahatma Gandhi, Martin L. King e Kwame Nkrumah, entre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diferentemente do pacifismo, que é uma denúncia contra o armamentismo, a Não-violência se constitui em um método de ação e um estilo de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse método de ação conjuga a coerência interna do pensar, sentir e atuar na mesma direção com a coerência social de tratar os demais como queremos ser tratados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ser humano, em seu movimento para a liberdade, ou seja, em sua luta por superar as condições de dor e sofrimento, encontra na metodologia da não-violência uma ferramenta de transformação do meio histórico-social coerente com a construção da Nação Humana Universal e com seu próprio registro interno de unidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A formação pessoal dos membros do CMEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em correspondência com a proposta de mudança social e pessoal simultâneas, própria do Humanismo Universalista, os membros do CMEH realizam periodicamente seus trabalhos de formação pessoal baseados no Manual de Formação para Membros do Movimento Humanista. Tal Manual inclui tanto temas de estudo quanto seminários e retiros que, geralmente, são realizados nos Centros de Trabalho dos Parques de Estudo e Reflexão, localizados em diversas cidades e países dos 5 continentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os temas de estudo estão ordenados em 4 seções:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Temas do Humanismo Universalista&lt;br /&gt;
* Tema sobre a superação do sofrimento&lt;br /&gt;
* Tema sobre a não-violência&lt;br /&gt;
* Temas da Psicologia Humanista&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, os seminários e retiros de trabalho pessoal estão baseados nos livrosAutoliberación, de L. Ammann e Experiências Guiadas, de [[Silo]] (em Obras Completas, Vol. I). Entre os diversos trabalhos incluídos, podemos mencionar os seminários sobre práticas atencionais, psicofísicas e de relaxamento, os retiros sobre autoconhecimento, experiências guiadas e espaço de representação. Tanto os temas de estudo quanto os seminários e retiros podem ser tratados como unidades independentes e, por isso, cada grupo de trabalho pode escolher qualquer deles, conforme seus interesses e necessidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Materiais de referência=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais oficiais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Documento Humanista&lt;br /&gt;
* Compromisso Ético&lt;br /&gt;
* Obras Completas, Silo, Volumes I e II, Plaza y Valdés, 2002&lt;br /&gt;
* Apontamentos de Psicologia, Silo, Ulrica Ediciones, 2006&lt;br /&gt;
* Método Estrutural Dinâmico, Teoria e Prática, Jorge Pompei, CMEH, 2008.&lt;br /&gt;
* Manual de Formação Pessoal para Membros do Movimento Humanista, Centro de Estudos Parque Punta de Vacas, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Publicações do CMEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* O humanismo nas diferentes culturas, Anuário 1994 do CMEH. Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Contribuições à cultura humanista, Anuário 1995 do CMEH. Virtual Ediciones, 1996&lt;br /&gt;
* Perspectivas humanistas, Anuário 1996 do CMEH. Virtual Ediciones, 1997&lt;br /&gt;
* Introdução à economia do Novo Humanismo. Anuário 1997 do CMEH. Virtual Ediciones, 1997&lt;br /&gt;
* Violência e tolerância: história, atualidade e perspectivas. Anuário 2006 do CEH Moscou. CEH Moscou e URAP, 2007&lt;br /&gt;
* Bases humanistas para a convergência entre culturas. Anuário 2007 do CEH Moscou. CEH Moscou e URAP, 2008.&lt;br /&gt;
* Ética no conhecimento. 8 DVDs com o desenvolvimento do simpósio. CMEH, 2009&lt;br /&gt;
* Ética no conhecimento. Exposições do simpósio. Anuário 2008 do CMEH.&lt;br /&gt;
* Bizâncio, a raiz comum. Vídeo, CEH Moscou, Fundação Pangea e UNED, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Materiais recomendados==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Memórias do futuro, Javier Tolcachier, Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Humanism in India. Note for a Study of History, Fernando Garcia, 2008.&lt;br /&gt;
* A necessidade de uma ética saborosa, Néstor Tato, Ediciones el Escriba, 2008&lt;br /&gt;
* A não-violência através de seus guias, Néstor Tato e Clara Serfaty. Virtual Ediciones, 2008&lt;br /&gt;
* Interpretações do humanismo, Salvatore Puledda, Virtual Ediciones.&lt;br /&gt;
* O fim da pré-história, Tomas Hirsch. Ed. Expressão Popular, 2008&lt;br /&gt;
* Federico II, uma ponte entre o Oriente e Ocidente. Vídeo, Fundação Pangea e UNED, Espanha, 2007&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Lineamentos Organizativos=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Aspectos gerais==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Centro Mundial de Estudos Humanistas é o conjunto de centros de estudo organizados em diversas cidades, países e continentes, federados mundialmente e em contínuo desenvolvimento e expansão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A coordenação do CMEH é realizada por uma Equipe Coordenadora Mundial (ECM) de aproximadamente 12 membros, que distribuem entre si as funções de comunicação, difusão e administração necessárias para cada etapa. Exemplo de funções: informação (Web, listas de e-mail), traduções, publicações, imprensa e difusão, eventos mundiais, economias, questões legais, etc. O trabalho das funções do CMEH é colegiado em paridade de membros, os quais se renovam a cada 2 anos por eleições diretas de todos os membros ativos do mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O corpo fundamental do CMEH são os Centros de Estudos (CEH), que promovem sua atuação em um âmbito geográfico local: cidade, bairro, universidade, etc., podendo haver mais de um CEH no mesmo espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser membro pleno de um CEH toda pessoa que compartilhe os objetivos do CMEH, assine o Documento Humanista e o Compromisso Ético, efetue a contribuição econômica pessoal anual e esteja disposta a participar de um processo de formação no Humanismo Universalista, relacionado com suas bases conceituais, sua metodologia de investigação e sua ética. Os membros plenos podem votar e apresentar-se como candidatos nas eleições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pode ser membro aderente de um CEH todo aquele que, mesmo sem assumir os compromissos mencionados, queira apoiar as atividades ou contribuir economicamente para fins específicos. Os membros aderentes não participam das decisões nem votações, mas recebem periodicamente informação relacionada às atividades e projetos do respectivo CEH e do Centro Mundial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Formação de um CEH==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um CEH começa com um grupo inicial ou promotor que coloca em marcha atividades a partir dos materiais básicos do CMEH. Esse grupo promotor elabora um plano de trabalho (investigação própria, grupos de estudo com outros centros, ações para o meio) e começa com reuniões periódicas para a implementação desse plano e para a formação pessoal de seus membros; inicia seu site na Internet e sua lista de e-mails.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o grupo promotor adquire um desenvolvimento mínimo (cerca de 10 membros ativos) e permanência em suas atividades, pode constituir-se como Centro de Estudos, elegendo por votação direta as funções de coordenação local e o enlace que o conectará com o ECM e com outros Centros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o grau de desenvolvimento dos CEH em seu lugar de aplicação e com o fim de facilitar o cumprimento dos objetivos em sua relação com o meio, os CEHs tendem a obter sua personalidade jurídica como “associação civil sem fins lucrativos” (ou figura similar, de acordo com a normativa de cada lugar).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Economia==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cada CEH financia suas atividades com a contribuição pessoal de seus membros ativos e para isso realiza uma coleta anual, cujo montante é determinado por acordo entre os CEHs de um mesmo país. Do montante arrecadado, cada CEH destina uma parte para suas atividades de base e outra para o Centro Mundial. As proporções são definidas pela Equipe Promotora Mundial. A Equipe Coordenadora Mundial prestará contas anualmente do destino dos fundos recebidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todas as funções, tanto nos CEH quanto na Equipe Coordenadora Mundial, são ad honorem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Eleições diretas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto a renovação periódica das funções (no máximo a cada 2 anos na base e a cada 2 anos em nível mundial), quanto as decisões fundamentais para o funcionamento dos CEHs e do CMEH serão realizadas por eleições diretas com a participação dos membros ativos. A reeleição será limitada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[categoria: organismos do Movimento Humanista]]&lt;br /&gt;
[[categoria: Movimento Humanista]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>OlivierTurquet</name></author>
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